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Petistas expressam preocupação nas semanas finais da campanha eleitoral

Imprevisibilidade e vazamentos de inquéritos geram receios entre aliados de Lula.

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Petistas demonstram “medo real” nas últimas semanas de campanha

As últimas semanas de campanha para o primeiro turno têm gerado um clima de apreensão entre os petistas, que reconhecem a existência de um “medo real” sobre o que está por vir. A preocupação é alimentada por vazamentos seletivos de inquéritos da Polícia Federal, especialmente no contexto do caso do Banco Master.

Crise nas investigações da Polícia Federal

Na quarta-feira (9 de setembro de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo para que houvesse a “quebra completa do sigilo” das investigações relacionadas ao Banco Master. Essa declaração ocorreu após o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, decisão que foi tomada na terça-feira (8 de setembro) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. No entanto, o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração de Andrei na quarta-feira, criando um embrolho jurídico que foi suspenso pelo presidente do STF, Luiz Edson Fachin, que decidiu manter Rodrigues à frente da corporação.

Apoio e críticas entre os aliados

Aliados de Lula têm manifestado um sentimento de solidariedade com o presidente. O deputado Paulo Guedes (PT-MG) mencionou que Lula “respeita as instituições” e mantém uma postura deferente em relação aos ministros do STF. Guedes destacou que o presidente não possui “ministro de estimação” e que questões internas do Supremo devem ser resolvidas dentro da própria Corte. Essa declaração surge em um momento de turbulência, especialmente após a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que têm sido usadas por adversários para tentar vincular Lula ao magistrado.

As relações complicadas com Moraes

O sentimento entre os petistas é de que a relação do governo com Moraes não pode ser rompida, visto que o ministro tem desempenhado um papel importante em várias ações, mesmo diante da pressão de Lula para que investigações sejam realizadas sem favorecimentos. Os petistas acreditam que, apesar de críticas, a aproximação com Moraes se deu principalmente por sua atuação no julgamento dos eventos do 8 de janeiro. Contudo, o clima se deteriorou quando surgiram dúvidas sobre a influência do ministro na rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.

Influências externas e preocupações eleitorais

Marcelo Ramos, coordenador da campanha de Lula no Amazonas, expressou sua preocupação com a possibilidade de “factoides” que poderiam impactar negativamente a candidatura. Ele ressaltou a importância da situação política no Brasil, que se torna um ponto de interesse para a extrema-direita e o governo dos EUA, especialmente considerando a evolução política em países vizinhos como Peru e Colômbia.

Desafios na comunicação da campanha

Além das preocupações com os vazamentos e a influência externa, congressistas do PT também criticam a eficácia da comunicação da campanha, apontando dificuldades na divulgação de pesquisas e falta de direcionamento estratégico. A avaliação é de que a esquerda enfrenta desafios significativos em comparação com a direita nas redes sociais, reconhecendo a necessidade de uma abordagem mais eficaz e inovadora.

Encerrando, os petistas se veem em um cenário complexo, onde as incertezas políticas e as suas repercussões nas redes sociais exigem uma mobilização cuidadosa e estratégica nas semanas que antecedem a eleição.

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