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Exposição internacional destaca espécies ameaçadas do Litoral paranaense

Artistas de nove países retratam animais em risco de extinção na mostra em Antonina até 18 de setembro.

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Espécies ameaçadas que vivem no Litoral ganham exposição internacional em Antonina

Uma mostra internacional em Antonina traz à tona a beleza de quatro espécies ameaçadas da Mata Atlântica, retratadas por artistas de diversos países. O evento “Espécies de Animais Ameaçados da Mata Atlântica no Paraná” está em exibição no Armazém Macedo e será gratuito até o dia 18 de setembro.

Artistas unidos pela conservação

A exposição reúne obras de artistas do Brasil, Polônia, Alemanha, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Equador, Venezuela e Nova Zelândia, que transformaram os animais em personagens cativantes. Entre as espécies em destaque estão o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-de-peito-roxo, o mico-leão-da-cara-preta e a jacutinga. Todas elas compartilham o mesmo desafio: a luta pela sobrevivência em seus habitats naturais.

Desafios da conservação e a importância da arte

A iniciativa é fruto da parceria entre a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e a rede global Artists & Biologists Unite for Nature (ABUN), que busca unir arte e conservação. Os artistas interpretaram as características desses animais, criando um diálogo entre a arte e as questões ambientais. O papagaio-de-cara-roxa, por exemplo, é considerado “Quase Ameaçado”, enquanto o papagaio-de-peito-roxo é classificado como “Vulnerável”. Já o mico-leão-da-cara-preta e a jacutinga estão em perigo de extinção, segundo a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas.

Transformando ciência em conscientização

As obras, criadas em 2016, vão além de uma simples exibição artística; elas representam um elo entre ciência, arte e a conservação da biodiversidade. Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS, ressalta que a mostra oferece uma oportunidade de compartilhar com o público as histórias de proteção e conservação que muitas vezes ficam fora dos holofotes. “Essas ações são realizadas longe da visibilidade, através de pesquisas e monitoramentos”, explica.

Kitty Harvill, cofundadora da ABUN, acrescenta que a exposição destaca os desafios enfrentados pelas espécies da Mata Atlântica, que têm sido severamente impactadas pela devastação ao longo dos séculos.

O habitat dos animais ameaçados

As espécies em exibição, embora retratadas por artistas internacionais, têm forte ligação com o Litoral do Paraná. O mico-leão-da-cara-preta, por exemplo, habita o Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba, onde há uma população estimada de 400 indivíduos. O papagaio-de-cara-roxa, por sua vez, é encontrado em municípios como Guaraqueçaba e Guaratuba, utilizando ilhas da baía de Paranaguá para reprodução, com uma população de cerca de 9.400 indivíduos.

A jacutinga, que também está sendo retratada na mostra, habita áreas protegidas, como a Reserva Natural Guaricica, em Antonina, cidade que abriga a exposição. Após o término da mostra, as obras seguirão para a Reserva Guaricica, expandindo ainda mais a conscientização sobre a importância da preservação desses animais e seus habitats.

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