Na manhã desta segunda-feira (7 de setembro de 2026), o advogado Fábio de Oliveira Ribeiro protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo a celeridade na apreciação de um recurso contra o arquivamento de uma denúncia de genocídio em desfavor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Invocação de forças divinas
No documento, Ribeiro chama a atenção para a morosidade do relator, o ministro André Mendonça, descrevendo-o como um “lentíssimo relator”. Ele argumenta que a demora na análise do agravo é inaceitável e, de forma inusitada, menciona “a força irresistível de todos os deuses infernais greco-romanos” como uma forma de protesto contra a lentidão do processo.
Direito à prioridade na tramitação
O advogado, que se declara idoso, também invoca seu direito à prioridade na tramitação do caso, conforme estipulado pelo Estatuto da Pessoa Idosa e o Código de Processo Civil. Ribeiro anexou ao pedido um documento que comprova sua idade, o que reforça seu argumento pela urgência na resolução da questão.
Histórico do caso
Anteriormente, em 25 de fevereiro de 2021, o ministro Marco Aurélio havia decidido arquivar o processo sem considerar o mérito das acusações, alegando que o advogado não tinha legitimidade para apresentar uma denúncia criminal. Ribeiro, sem professar uma religião, ironizou a falta de progresso na tramitação, utilizando referências a deuses, orixás e as vítimas da pandemia para enfatizar sua frustração. “Que todos eles perturbem sem piedade as noites insones do relator até que ele decida submeter o Agravo a julgamento”, escreveu.
Para Ribeiro, a aceleração do processo é não apenas uma questão de justiça, mas também uma necessidade diante do histórico de atrasos. Ele aguarda agora uma resposta do STF a seu pedido, que visa dar novo impulso ao caso.








