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André Mendonça autoriza julgamento de caso envolvendo Alexandre de Moraes

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Mendonça libera caso Moraes para julgamento no plenário do STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou neste domingo (6 de setembro de 2026) a liberação do caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes para julgamento em plenário. Agora, a decisão sobre a inclusão na pauta ficará a cargo do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin.

Relatório da Polícia Federal em foco

Na última terça-feira (1 de setembro), Mendonça determinou a retirada do sigilo de um relatório de inteligência elaborado pela Polícia Federal a partir da análise do celular do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Este documento extenso, com 218 páginas, reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e informações relevantes sobre o ex-banqueiro, incluindo diálogos com autoridades, entre as quais se destaca Alexandre de Moraes.

Transparência nas investigações

O ministro também estipulou que o conteúdo do relatório será acessível ao público durante uma sessão presencial do plenário do STF, promovendo assim um ambiente de transparência nas investigações.

Pedidos de investigação e desdobramentos

Na quinta-feira (3 de setembro), Alexandre de Moraes solicitou que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, acusando-o de abuso de autoridade. Moraes alegou que o colega direcionou investigações contra membros do STF, incluindo ele mesmo, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. No dia seguinte, Fachin excluiu o pedido de Moraes do inquérito, decidindo que o caso seria tratado em conjunto com a investigação sobre o relatório da PF que revela a relação entre Moraes e Vorcaro.

Contexto da operação Compliance Zero

O relatório em questão foi gerado durante a operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025, que visa investigar fraudes na venda de carteiras de crédito do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Vorcaro foi preso na primeira fase da operação, em 18 de novembro de 2025, e o relatório solicitou uma análise detalhada para identificar possíveis redes de influência ligadas ao ex-banqueiro.

Análises e limitações do relatório

Parte das mensagens analisadas foram enviadas via recurso de visualização única do WhatsApp, o que dificulta a obtenção de respostas dos interlocutores, incluindo Moraes. O próprio documento da PF ressalta que a análise não é exaustiva, uma vez que foi realizada em um prazo restrito de 72 horas para atender a uma requisição judicial, sugerindo que podem existir referências ainda não identificadas.

O conteúdo do relatório veio à tona após a decisão de Mendonça de remover o sigilo, permitindo um maior escrutínio público sobre a situação. A complexidade do caso e as interações entre Moraes e Vorcaro podem trazer à tona novas revelações nos próximos dias, à medida que mais informações forem divulgadas.

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