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Polícia

Homem é preso em Antonina após aplicar golpe do bilhete premiado em Guaratuba

Familiares da vítima chegaram a pensar que ele tivesse sido sequestrado.

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Um homem foi preso em Antonina, na manhã desta segunda-feira (29), acusado de aplicar o famoso golpe do bilhete premiado em Guaratuba, no Litoral do Paraná.

A prisão foi feita por policiais militares do 9º Batalhão, que, no início da manhã, haviam sido chamados para investigar uma denúncia de um possível sequestro.

Com o tempo – e graças a câmeras de monitoramento – os militares descobriram que, na verdade, o que teria ocorrido era um crime de estelionato, praticado por um homem que estava em um veículo Fiat Punto, de cor branca, placas AZO-5527.

Esse homem havia passado a lábia em um idoso de 83 anos e este acabou caindo no golpe, chegando inclusive a ir numa agência bancária e retirar uma certa quantia em dinheiro e entregar para o estelionatário em troca de uma parte do suposto prêmio que o golpista iria receber de um bilhete que estaria premiado.

O carro do vigarista foi abordado em Antonina e o condutor admitiu ter aplicado o golpe.

Ele, e depois um comparsa que ajudava no golpe, foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Antonina para as medidas cabíveis.

A vítima entregou R$ 2 mil e mais um salário mínimo que havia acabado de sacar de sua conta, além da carteira com todos documentos pessoais e o RG da esposa falecida.

O GOLPE
O golpe do bilhete premiado é antigo, já era aplicado no século 19, mas faz vítimas até hoje.

Os idosos são as principais vítimas dos criminosos, que, geralmente, agem em dupla e se passam por gente muito humilde, sem instrução, que precisam de ajuda para resgatar o dinheiro de um bilhete premiado, já que não possuem documentação e não conseguiriam receber o valor do prêmio no banco.

O primeiro a aparecer é o “coitado”, que é uma pessoa malvestida, de fala simples e que se diz do interior. É ele quem escolhe o alvo (a preferência é por pessoas idosas caminhando distraidamente) e o aborda, pois está procurando por algo, seja um endereço ou uma pessoa, e precisa de ajuda. A missão do “coitado” é despertar o sentimento de pena na vítima.

Apenas após conquistar a simpatia da vítima, o “coitado” conta sobre o bilhete premiado. É neste momento que o segundo “ator” aparece. Ele é uma “pessoa de bem”, que está bem vestida (geralmente de terno), tem boa fala e se apresenta como um advogado ou outra profissão de respeito. Ele oferece ajuda para o “coitado”, que demonstra gratidão e oferece uma recompensa a estas duas pessoas que estão prestando o auxílio.

Existem várias desculpas inventadas pelos golpistas, mas a mais comum é que o “coitado” não tem documentos para retirar o prêmio e, por isso, precisa de ajuda para fazer o saque.

A “pessoa de bem” intervém e sugere uma prova de confiança. Os três entram no carro da “pessoa de bem”— um veículo grande e bonito — e ele busca uma maleta com muito dinheiro — que é falso.

Na sequência, é a vez da vítima provar que é confiável e, para isso, os golpistas a levam até em casa ou no banco para buscar suas economias.

Os estelionatários, inclusive, recomendam para a vítima dizer no caixa do banco que quer tirar o dinheiro para uma reforma ou comprar remédios. Os criminosos não entram no banco para evitar serem filmados pelas câmeras de vigilância.

Após terem certeza que a vítima não tem mais dinheiro para oferecer, o que pode levar horas de “convivência”, o “coitado” começa a passar mal. A intenção é que a vítima desça do carro e deixe o dinheiro. Para isso, os golpistas sugerem a compra de uma água, comida ou remédio.

Quando a vítima retorna, os golpistas já fugiram. Muitos demoram para entender que foram vítimas de golpes. Por vergonha, diversos golpes não são denunciados à polícia, o que dificulta a identificação e prisão dos estelionatários.

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Polícia

Três são presos e revólver apreendido após assalto frustrado em Paranaguá

Um deles, com passagem pela polícia, estava com a arma na cintura.

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Revólver apreendido

João Victor Reis Granja, de 18 anos, Ruan Borba Vieira e Guilherme Pereira Campos, ambos de 23, foram presos pela Polícia Militar, na noite de terça-feira, 23/6, acusados de uma tentativa de assalto em Paranaguá. Com um deles foi apreendido um revólver calibre 22 com seis munições intactas.

A ação policial teve início por volta das 20h40, quando uma equipe de Rádio Patrulha do 9º Batalhão estava em deslocamento pelo Centro Histórico e foi abordada por um rapaz de 23 anos. Esse relatou que havia acabado de sofrer uma tentativa de roubo.

O jovem contou que três indivíduos, todos de bicicleta, o abordaram na frente de sua residência e um deles anunciou o assalto mostrando uma arma de fogo e ordenando que entregasse o celular.

O rapaz disse aos policiais que conseguiu entrar em casa e os suspeitos acabaram fugindo sem levar nada.

De imediato os militares deram início às buscas pela região e, próximo à cabeceira da ponte da Ilha dos Valadares, localizaram os suspeitos.

Na busca pessoal, na cintura de Guilherme foi encontrado o revólver, calibre 22, que ele alegou ser propriedade de Ruan e que apenas estava carregando para o amigo.

A vítima foi até o local da abordagem e reconheceu os três suspeitos como sendo autores da tentativa de roubo.

Os detidos acabaram encaminhados para o plantão da Delegacia Cidadã, onde foram autuados pelo crime de roubo e, na sequência, conduzidos para a Cadeia Pública onde ficaram à disposição da Justiça.

HISTÓRICO CRIMINAL
De acordo com o que foi apurado pela polícia e confirmado pelo Agora Litoral, dos três presos apenas Guilherme Pereira Campos já tinha passagem pelo sistema prisional.

Há exatamente um ano, no dia 23 de junho de 2020, Guilherme havia sido preso pela ROTAM, na Ilha dos Valadares, em cumprimento a um mandado de prisão pelo crime de roubo.

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Polícia

Identificado rapaz encontrado morto em estrada rural de Paranaguá

Reinaldo Nunes Pontes foi executado com tiro na nuca

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Foi identificado oficialmente o corpo encontrado caído em uma estrada rural, na manhã desta quinta-feira (24/6), na região de Alexandra, em Paranaguá.

Foto do perfil no facebook

Reinaldo Nunes Pontes, de 19 anos, foi vítima de uma execução. Ele foi atingido por um tiro na nuca e outro nas costas.

O corpo do rapaz, que residia no bairro Ouro Fino, foi encontrado por um morador, por volta das 6h30, e estava com as mãos amarradas para trás em uma estrada rural.

A identificação oficial de Reinaldo Nunes Pontes foi feita pela equipe do Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá.

ESTATÍSTICA DA VIOLÊNCIA
O assassinato de Reinaldo foi o 44º registrado em Paranaguá este ano.

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Polícia

Homem com dois mandados de prisão é capturado pela ROMU em Paranaguá

Ação da Guarda Civil foi na tarde de terça-feira no Emboguaçu

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Na tarde de terça-feira (22), agentes da Guarda Civil Municipal capturaram um foragido da Justiça, durante uma abordagem de rotina no bairro Emboguaçu, na cidade de Paranaguá. Na ação, foi verificado que contra Luiz Henrique Machado da Silva, de 31 anos, havia dois mandados de prisão.

De acordo com a ocorrência, por volta das 16 horas, uma equipe da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) estava em patrulhamento pelo bairro quando, na Rua Balduína de Andrade Lobo, avistou Luiz Henrique em atitude suspeita. Imediatamente os agentes realizaram a abordagem, mas na revista pessoal nada de ilícito foi encontrado com ele.

No entanto, ao ser feita a consulta da identidade do abordado, foi constatado em seu desfavor dois mandados de prisão, sendo um deles de prisão preventiva, por crime de tráfico de drogas, resistência e desobediência, expedido pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá e com validade até 2037.

Diante da situação, Luiz Henrique Machado da Silva foi encaminhado para a Cadeia Pública de Paranaguá, a fim de ser dado o devido cumprimento à ordem de prisão.

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