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Paraná

Retorno presencial das aulas no Paraná só após redução efetiva da Covid-19

Determinação é da Secretaria Estadual da Saúde.

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A Secretaria de Estado da Saúde não validou o retorno das aulas presencias no Paraná. A medida também está amparada no decreto número 4.230/2020, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior em março e que prevê a suspensão das aulas na rede pública e privada.

“Ainda não podemos voltar às aulas. Tenho percebido pelo Estado alguns movimentos de instituições querendo este retorno presencialmente. Voltamos a defender que não há possibilidade. Os números ainda são altos”, afirmou o secretário Beto Preto.

O Governo do Estado formalizou um comitê com a presença de diversas secretarias e está analisando a metodologia quando o retorno for possível, desde que com segurança para alunos, professores e funcionários.

“Não temos como falar em data. O Governo tem discutido métodos para quando houver a possibilidade de retomada. Enquanto as curvas de casos novos e óbitos não estiverem em queda sustentada, não há previsão”, frisou o secretário.

AVALIAÇÃO – O decreto estadual suspendeu as aulas nas escolas estaduais públicas e privadas, nas universidades e entidades conveniadas desde o dia 20 de março. A medida também auxiliou em boa parte nos índices de isolamento domiciliar e distanciamento social.

“Temos avaliado diariamente o cenário. E podemos dizer, com muita segurança, que ainda não temos possibilidade de colocarmos os alunos em sala, os professores e equipes das escolas nesta convivência pessoal, porque precisamos de uma queda efetiva da curva”, ressaltou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde, Maria Goretti David Lopes.

NÚMEROS – O Paraná já contabilizou 125.601 casos da Covid-19 e 3.155 mortes, em 398 municípios, ou seja, com a circulação do vírus em 99% das localidades do Estado. Nesta sexta-feira (28) foi divulgado o maior número de infectados em apenas um dia, com 2.886 confirmações e 41 óbitos.

Da Agência Estadual de Notícias

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Ensino a distância ainda é desafio para municípios do Paraná

Apenas 45% das cidades selecionadas disponibilizam videoaulas em mídias digitais para os alunos

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O Paraná ainda enfrenta grandes desafios quando o assunto é ensino a distância. Apesar de terem implantado medidas “aceitáveis” para garantir a continuidade da educação pública, depois que as aulas presenciais foram suspensas desde março de 2020 por causa da pandemia da Covid-19, os municípios paranaenses ainda enfrentam dificuldades com o ensino remoto.

As principais são referentes ao controle de frequência e avaliação dos resultados das aulas online, e das medidas para atender alunos com dificuldades de acesso à internet.

O relatório foi elaborado a partir de um questionário composto por 23 questões sobre 12 tópicos e foi enviado aos 161 municípios paranaenses com população estimada entre 10 mil e 50 mil habitantes.

Destes, foram destacados 40, dos quais 32 consistem naqueles que tiveram as maiores quedas em seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2017 e 2019, sendo os oito restantes aqueles que tiveram os incrementos mais expressivos no indicador dentro do mesmo período.

O relatório destaca que houve uma correlação entre o primeiro grupo com os piores resultados obtidos pelo levantamento, enquanto três dos quatro municípios que demonstraram ter implementado medidas satisfatórias em todas as áreas da pesquisa fazem parte do segundo grupo.

Videoaulas – Dos municípios que fizeram parte da amostra, apenas 40% estão disponibilizando atividades em intervalos menores ou iguais a 7 dias. Em relação à avaliação delas, pouco menos da metade das prefeituras estão executando-as na mesma periodicidade, afirma o TCE.

Além disso, apenas 45% dos municípios selecionados disponibilizam videoaulas em mídias digitais para os alunos que, apesar de possuírem computador, não contam com acesso à internet.

Também foi constatado que pouco mais da metade das prefeituras comprovou a veiculação de campanhas para conscientizar os pais e responsáveis sobre a importância da manutenção das aulas durante o período da pandemia.

Psicológico – Em relação ao acolhimento emocional de alunos e profissionais da educação, somente metade dos municípios promovem algum tipo de atividade nesse sentido – sendo que a maior parte delas não envolve os educadores. Já em relação à existência de planejamento adequado para a reabertura das escolas, foram poucas as prefeituras que cumpriram o quesito, diz o tribunal.

Segundo o órgão, há menos problemas relacionados à elaboração de protocolos para retomar as atividades específicas de cada unidade de ensino, bem como para estimular o uso de materiais de higiene, como álcool em gel e de equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras – quando do efetivo retorno às aulas presenciais.

Com informações do Bem Paraná
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Vacinação começará em até 72 horas após doses chegarem nos municípios

Garantia foi dada pelo governador Ratinho Junior em entrevista coletiva nesta semana

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O governador Ratinho Junior informou que a vacinação no Paraná iniciará em até 72 horas depois que as primeiras doses da vacina chegarem em todas as regiões do Estado.

A declaração foi feita em entrevista coletiva, durante vistoria feita ao estoque dos chamados insumos secos, nesta quarta-feira (13), no Centro de Distribuição de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba.

“A ideia é que chegando a vacina, nós possuímos toda uma refrigeração de equipamentos que foram comprados para receber e armazenar os imunizantes. Depois disto, iremos distribuir para todo o Paraná”, disse, explicando que, em um primeiro momento, os aviões da Casa Militar poderão ser usados para levar os produtos às regiões.

“As três aeronaves estão preparadas para, se for necessário, distribuir estas vacinas, pelo menos, regionalmente. Depois, por meio de carros e caminhões elas serão distribuídas nas microrregiões. Os profissionais de saúde estão preparados para vacinar imediatamente”, destacou.

Paraná tem capacidade de vacinar 4 milhões de pessoas até maio

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, que também participou da visita, afirmou que o Paraná tem capacidade para vacinar 4 milhões de pessoas até o mês de maio.

“Nós temos aí, se houver vacina à disposição, capacidade de vacinar mais de 4 milhões de pessoas até maio, na primeira dose, com certeza. A vacina da AstraZeneca prevê um mínimo de 12 semanas entre a primeira e a segunda dose, o que dá também esse período de respiro para que possamos completar mais pessoas sendo vacinadas”, disse Beto Preto.

O secretário também afirmou que todas as cidades do estado irão receber juntas, as doses da vacina.

“Nosso objetivo é vacinar o Paraná inteiro, dentro das faixas etárias e grupos de risco que estão contidos dentro do Plano Nacional de Imunização. Nos Próximos dias vamos lançar o plano estadual, até mesmo para transparência da população, mas vamos vacinar todos os municípios indistintamente. Não tem cidadão de maior quantidade de posses ou menos, todos são cidadãos e todos vão receber vacinas”, garantiu.

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Paraná

Maior do país, salário mínimo do Paraná varia de R$ 1.467 a R$ 1.696

Reajuste do mínimo regional foi aprovado na terça-feira (12)

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O Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceter), vinculado à Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, aprovou na terça-feira (12), a definição dos valores do novo salário mínimo regional. Os salários variam de R$ 1.467,40 a R$ 1.696,20, conforme a categoria, mantendo o Paraná como estado com o maior mínimo regional do País.

Os pisos reajustados deverão entrar em vigor nos próximos dias e serão aplicados até 31 de dezembro de 2021.

A Lei nº 20423/20, que formaliza a regra de valorização do reajuste do piso salarial estadual, foi sancionada em dezembro do ano passado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Na proposta aprovada pelo conselho, o reajuste dos valores foi feito pelo mesmo índice aplicado para reajuste do Salário Mínimo Nacional para 2021, acrescido de 0,7%, o que representa 50% do resultado do PIB de 2019.

Os valores do Paraná são de 33,4% a 54,42% superiores ao salário mínimo nacional aprovado no ano passado, que passou de R$ 1.045,00 para R$ 1.100,00.

CATEGORIAS – O Paraná adota um piso regional, superior ao valor nacional, com quatro faixas salariais. Na categoria dos trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, o piso sobe para R$ 1.467,40.

Para o setor de serviços administrativos, serviços gerais, de reparação e manutenção e vendedores do comércio em lojas e mercados, o salário aumenta para R$ 1.524,60. Esta categoria engloba também a classe de trabalhadores domésticos.

Para os empregados na produção de bens e serviços industriais, o piso vai para R$ 1.577,40. Para o último grupo, na categoria de técnicos de nível médio, o piso passa a ser R$ 1.696,20.

O mínimo regional não se aplica aos empregados que têm o piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, nem aos servidores públicos.

HISTÓRICO – Desde 2006, ano da criação, o salário mínimo regional do Paraná sempre foi estabelecido em patamares superiores aos do salário mínimo nacional.

O piso é reajustado pelo mesmo percentual aplicado para o reajuste do nacional – baseado na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior – com aplicação adicional, a título de ganho real, da variação real do PIB nacional observada dois anos antes.

As discussões para a ratificar o reajuste são feitas de forma paritária no Conselho do Trabalho, que é formado por bancadas com representantes dos trabalhadores, patrões e do governo.

Paulo Roberto dos Santos Pissinini, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e membro da Força Sindical no Ceter, representando a bancada dos trabalhadores, afirma que a política salarial adotada pelo Paraná é referência no Brasil.

“A proposta é construída a muitas mãos e debatida entre o governo, os empresários e os trabalhadores. É uma ação necessária para a valorização da mão de obra no Estado e importante para o próprio crescimento do Paraná”, disse.

Com informações da AEN
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