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Paraná

Morre o ex-goleiro Jairo, ídolo do Coxa

HÁ MESES ELE LUTAVA CONTRA UM CÂNCER NO RIM

Agora Litoral
Morre um gigante do futebol paranaense. Dizer isso pode parecer clichê nestes momentos de triste surpresa. Mas é uma frase totalmente verdadeira ao se tratar de Jairo do Nascimento, que faleceu na manhã desta quarta (6), aos 72 anos, após meses de luta contra o câncer. Ele teve um quadro de pneumonia nos últimos dias e acabou não resistindo. A história de Jairo faz parte do nosso esporte, não só do Coritiba, clube que defendeu por 410 vezes e é o jogador que mais vestiu a camisa alviverde.

Catarinense, Jairo teve passagens pelo Joinville e pelo Fluminense antes de ser contratado pelo Coritiba. Chegou no início daquela que foi, para muitos, a fase mais gloriosa do Coxa. Naquele tempo, o clube havia tido dois nomes históricos no gol, Célio Maciel e Joel Mendes. Dois mitos que acabaram sendo sucedidos por um goleiro que acabou sendo ainda maior.

Quando assumiu a meta alviverde, Jairo virou Jairão, a Muralha de Ébano. Se o Cori era um esquadrão com Orlando, Hermes, Nilo, Pescuma, Hidalgo, Negreiros, Krüger, Zé Roberto, Paquito, Tião Abatiá e Dirceu, tudo começava com as defesas impressionantes e a presença do goleiro. Empilhou títulos com a camisa alviverde. Virou ídolo – talvez só Dirceu Krüger seja mais vinculado ao clube do que ele.

Brilhou tanto que parou na seleção brasileira e depois no Corinthians. Sofreu – e muito – com a ridícula e silenciosa contestação aos goleiros negros. Mas estava lá quando o Timão encerrou seu jejum de títulos, depois foi ser campeão no Náutico e voltou ao Alto da Glória para encarar momentos difíceis no início dos anos 1980.

Foto: Arquivo/Gazeta

Mas quando veio a maior conquista alviverde, Jairo estava lá. Era reserva de Rafael durante a campanha do título brasileiro de 1985, mas teve participação decisiva. Na primeira partida da semifinal contra o Atlético-MG, vitória do coxa por 1×0 no Couto Pereira, Jairo foi o melhor em campo, salvando o time das investidas de Sérgio Araújo, Reinaldo e Éverton. Ele tinha que estar presente no momento mais importante da história do Coritiba.

Já era um veterano, mas seguiu jogando, no Coxa e depois no América-MG. Aí encerrou a carreira e voltou para Curitiba. Passou a ser um cidadão local, uma das figuras mais queridas da cidade. O sorriso fácil, o abraço caloroso e a conversa tranquila marcaram o Jairão pós-futebol. Era sempre muito bom encontrar com ele.

Mas o câncer no rim devastou a Muralha de Ébano. Um tratamento caro e desgastante foi aos poucos derrotando o herói, internado desde o dia 23 de janeiro. Até que nesta quarta ele foi vencido. Dizer que Jairo permanecerá na memória de todos, como um dos maiores jogadores que o futebol paranaense já teve, é de novo um clichê. Mas é uma frase totalmente verdadeira.

Da Tribuna
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