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Inquéritos policiais passam a ser 100% digitais no Paraná

SISTEMA FOI APRESENTADO EM CURITIBA

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Agora Litoral
As polícias do Paraná passam a operar com um sistema 100% digital e integrado. Desenvolvido pela Celepar e apresentado nesta segunda-feira (02), em Curitiba, o programa Inquérito Digital moderniza a tramitação das informações entre as instituições, consolidando a integração do sistema criminal. Com o programa, todos os procedimentos de atendimento das polícias Civil e Militar ficam disponíveis online, desde o atendimento da ocorrência no 190 até o encaminhamento ao Poder judiciário.

O vice-governador Darci Piana participou do evento de apresentação do sistema e ressaltou a importância da iniciativa da Secretaria de Segurança Pública, reforçando a aposta na modernização do Estado. “Nosso compromisso é fazer este Estado ser o mais moderno e digital do País. Estamos antecipando esse programa, que era para ser concluído apenas em outubro, mas conseguimos antecipar para o dia 28 de agosto”, afirmou. A conclusão de migração se deu neste mês com a plena operação do sistema pela Polícia Civil do Paraná. A Polícia Militar também opera totalmente de forma eletrônica.

Vice governador Darci Piana

COMPARTILHAMENTO – O sistema permite o compartilhamento de informações como inquéritos policiais, termos circunstanciados, ações e execuções penais em andamento, dados constantes na base estadual do Detran/PR e do sistema de informações penitenciárias, entre outras necessárias à efetivação dessa integração.

O intuito do Inquérito Digital é permitir aos agentes públicos de diferentes órgãos, que atuam nos processos criminais, agilidade na elaboração dos instrumentos jurídicos. Também busca conferir maior racionalidade às rotinas e aos procedimentos relacionados.

VANGUARDA – De acordo com Rômulo Marinho, secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, a ferramenta coloca o Paraná na vanguarda nacional, abreviando o trabalho das forças policiais. “Vamos dar celeridade aos processos e quem ganha com isso é a população, que vai ter sempre uma pronta resposta da nossa segurança”, ressalta.

Coronel Romulo Marinho Soares

FERRAMENTA – A ferramenta que possibilita essa integração recebeu o nome de Procedimentos de Polícia Judiciária Eletrônico (PPJ-e), na Polícia Civil, e Sistema Eletrônico de Procedimento da Polícia Militar (Eproc), na Polícia Militar. Desde a implantação do sistema digital na PM, em 2015, foram produzidos 3.317 inquéritos pelo Eproc. Na Polícia Civil, já foram elaborados 77.168 inquéritos pelo PPJ-e.

O comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Péricles de Matos, destacou a troca de experiências entre as polícias para a elaboração e aperfeiçoamento da ferramenta. “O cidadão paranaense ficará menos tempo na delegacia e a viatura da PM perderá menos tempo em atividades burocráticas graças a um projeto desenvolvido por policiais paranaenses, civis e militares”, disse ele. “É um trabalho em conjunto, que integra as instituições e agiliza o atendimento, dentro da proposta do governo de investir em inovação”, completou Silvio Rockembach, delegado-geral da Polícia Civil.
FIM DO PAPEL – Delegado-chefe da Coordenação de Informática da Polícia Civil, Eduardo Castella destacou os benefícios da nova plataforma de trabalho. “É o fim do papel. Todos os procedimentos feitos pela polícia judiciária passam a ser totalmente digitais. Lavratura de flagrantes, termos circunstanciados, comunicação com os juizados, tudo feito de forma eletrônica, dando maior celeridade aos processos”, afirmou. Castella ressaltou, ainda, que o programa desonera o governo, eliminando a impressão de documentos e o deslocamento físico de processos até o Judiciário.

VÍDEO DAS OITIVAS – Outra inovação trazida pelo PPJ-e é a possibilidade de juntar ao Inquérito Policial os vídeos das oitivas, permitindo maior fidedignidade na hora do julgamento de criminosos. “Além da tradicional coleta escrita, digitada, foram destinadas às unidades câmeras para filmar os depoimentos, declarações e interrogatórios”, disse Castella. “Desta forma se tem maior precisão quanto ao que é declarado”, completou.

Os advogados também serão beneficiados com o Inquérito Digital. Graças à integração do PPJ-e ao Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná (Projudi), os representantes de acusação e defesa terão acesso imediato aos elementos do Inquérito.
DESENVOLVIMENTO – O sistema de digitalização dos inquéritos está em desenvolvimento pela Celepar desde 2011. Diversos órgãos foram envolvidos e ajudaram nos testes durante a elaboração do Inquérito Digital, entre eles Detran, Departamento Penitenciário (Depen), Secretaria Justiça, Família e Trabalho, Ministério Público, Poder Judiciário e a Defensoria Pública.

Da AEN / Fotos: Geraldo Bubniak

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Ação da Polícia Civil e PRF prende assaltantes que aterrorizavam em Curitiba

Bando abordava vítimas que paravam no acostamento das rodovias por problemas mecânicos

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Foto: SESP

Dois dos três integrantes do bando que impunha terror no bairro Tatuquara, em Curitiba, foram detidos na manhã desta quarta-feira (19) durante uma operação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). O terceiro participante do grupo ainda encontra-se foragido.
As equipes realizaram as prisões em cumprimento a um mandado judicial, emitido após a identificação pelos agentes da PRF na chamada Operação Acostamento Seguro. São ações criminosas realizadas em rodovias no entorno de Curitiba, especialmente em São José dos Pinhais.
O bando agia de forma violenta, com ameaças e coronhadas nas vítimas, geralmente pessoas com problemas mecânicos em seus veículos e que precisavam estacionar no acostamento. Os policiais estimam que tenham sido praticados até cinco roubos dessa forma.

Os criminosos também promoveram ataques a residências.  Pelo menos uma das vítimas, rendida na estrada, foi mantida refém e obrigada a levar os assaltantes até sua casa, de onde levaram um automóvel que lá se encontrava.
“O modo de atuação da quadrilha é roubar veículos parados no acostamento, em pane, mesmo quando estão sendo atendidos pela concessionária ou algum mecânico. Levavam valores, celulares e tudo o que conseguiam”, explicou o agente Cirilo Álvares, da PRF.

No total, a PCPR e a PRF cumpriram oito mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, relacionados a suspeitos de envolvimento em crimes de furtos, roubos e receptação em Curitiba.

Cinco desses mandados – dois de prisão preventiva e três de busca apreensão – são parte da ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária. Os restantes são oriundos de duas situações distintas investigadas pelos policiais civis.

O bairro Boa Vista foi alvo de dois mandados de busca e apreensão. Nas diligências, os policiais encontraram diversas munições de pistola 380, que resultou na prisão em flagrante de um homem de 30 anos.
A investigação teve como objetivo identificar a receptação de produtos de roubos e furtos. Os suspeitos estariam aceitando mercadorias sem procedência em troca de entorpecentes. De acordo com as investigações, no mesmo terreno que é alvo das buscas funcionaria uma lanchonete, que seria ponto de comercialização de entorpecentes.

Em outra vertente dos trabalhos policiais, o alvo é suspeito de integrar uma associação criminosa envolvida em roubos contra uma rede de supermercados Condor em Curitiba e Pinhais, na Região Metropolitana.
Uma das ações criminosas aconteceu no dia 26 de setembro de 2019, quando os indivíduos roubaram mais de R$ 200 mil em produtos eletrônicos e aparelhos celulares de funcionários do estabelecimento. O assalto teve a participação de seis homens armados e encapuzados, que usavam luvas.

A polícia suspeita que houve colaboração de funcionários do supermercado, que teriam facilitado o acesso aos assaltantes. “A Polícia Militar encontrou no local um plano com a descrição perfeita do interior do estabelecimento”, afirmou o delegado Victor Loureiro. “Muito provavelmente, algum funcionário deu toda a orientação, incluindo local e a hora para que os ladrões invadissem”, completou o policial.

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Sete são presos em operação internacional contra a pedofilia na web

Operação cumpriu mandados também na Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá

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Foto: divulgação

Uma operação internacional, coordenada no Brasil pelo Ministério da Justiça, cumpriu na terça-feira (18), 112 mandados de busca e apreensão em 12 estados e também em outros quatro países: Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá.

No Paraná, sete pessoas foram presas na 6ª fase da operação Luz na Infância, que tem como objetivo combater a pornografia infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes.

As prisões no Paraná ocorreram em Colombo (1), na Região Metropolitana de Curitiba; Londrina (1) e Centenário do Sul (2), ambas no Norte do Estado; Toledo (1) e Santa Terezinha de Itaipu (1) no Oeste; Francisco Beltrão (1), no Sudoeste.

Seis dos presos foram autuados em flagrante por armazenar conteúdo pornográfico relacionado aos crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes. Um dos dois presos em Centenário do Sul foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

As buscas no Paraná aconteceram em Colombo, Centenário do Sul, Francisco Beltrão, Londrina e Santa Terezinha do Itaipu. A apreensão do material pornográfico e a prisão em flagrante dos suspeitos foi possível devido ao cumprimento de seis mandados de busca e apreensão.

Os suspeitos foram identificados pela Polícia Civil do Paraná com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais com indícios suficientes de autoria e materialidade dos delitos. Eles são investigados por crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet.

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

Na parte da manhã de terça-feira, 39 pessoas haviam sido presas em oito estados: Ceará (2), Goiás (1), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (4), Paraná (7), Santa Catarina (9), São Paulo (14) e Rio Grande do Sul (1).

Nesta 6ª fase da operação foram cumpridos, no Brasil e em quatro países, ao todo 112 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdo relacionado à pornografia infantil. Os materiais apreendidos serão encaminhados à perícia.

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Polícia prende três suspeitos de matar amigo em lava-car de Curitiba

Vítima estaria em um relacionamento com a ex-namorada do suspeito de efetuar os disparos

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Três homens, de 19, 20 e 21 anos, suspeitos de envolvimento na morte de Gerson Luis Ferreira de Castilhos Junior, de 24, foram presos na manhã de segunda-feira (17) em Curitiba. O crime aconteceu no dia 20 de dezembro de 2019, no lava-car em que a vítima trabalhava, no bairro Xaxim.

A equipe da Polícia Civil apurou que o jovem de 19 anos é suspeito da autoria dos disparos de arma de fogo que mataram Gerson. O rapaz de 20 teria emprestado o revólver para a execução do crime. Já o homem de 21, que é motorista de aplicativo, teria levado o autor dos disparos até o estabelecimento e dado auxílio na fuga após o crime. Durante a ação, ele desligou o aplicativo para dificultar o eventual rastreamento do veículo.

O assassinato teria sido motivado por ciúmes, pois a vítima estaria em um relacionamento com a ex-namorada do suspeito de efetuar os disparos. De acordo com as diligências, o trio e a vítima eram amigos desde a época de escola.

No início das investigações, o suspeito de ter sido autor dos disparos se apresentou na delegacia com um advogado, mas permaneceu calado, não tendo dado nenhuma declaração sobre o crime.

Durante as diligências, a equipe do delegado Thiago Nóbrega conseguiu identificar a participação do motorista do aplicativo, que transportou os suspeitos e deu fuga a eles, e do terceiro rapaz, que emprestou a arma utilizada no crime.

“Conseguimos algumas testemunhas que escutaram conversas entre os três, que são amigos. Em uma dessas conversas, o motorista e o que cedeu a arma duvidavam que o suspeito seria capaz de matar o ‘Gersão’, segundo eles”, afirmou o delegado.  “Ele acabou matando o Gerson. Efetuou diversos disparos com o revólver calibre 38”, completou o policial.

O trio irá responder por homicídio qualificado por motivo torpe. Todos eles encontram-se presos à disposição da Justiça. Se condenados, podem pegar até 30 anos de prisão.

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