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Estudante da UEPG é um dos finalistas da maratona da Nasa

Ele ajudou a elaborar solução para trocar lixo reciclável por água potável

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Aplicativo conta com pontos de coleta de lixo, que geram créditos para água potável

Uma solução tecnológica para reduzir a poluição, elaborada com a ajuda de um estudante de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná, foi eleita finalista de uma maratona virtual da Agência Espacial Norte Americana (Nasa).

Heryvelton Martins, que cursa jornalismo na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), pensou em um projeto para transformar lixo reciclável em distribuição de água potável para quem precisa.

O projeto “CashBack Water” foi o finalista na categoria Nova Perspectiva do Nasa Space Apps Challenge Brazil, que propôs desafios para enfrentar problemas causados pela pandemia da Covid-19.

A equipe de Heryvelton, chamada de “Megazord”, conta com seis participantes de diferentes estados brasileiros. O estudante conta que a ideia surgiu de criar uma forma de manter os índices de poluição baixos, assim como ocorreu em grandes centros durante a pandemia.

“Encontramos também uma tese em que as pessoas morriam por beber água contaminada. Então, tentamos juntar o útil ao agradável: reduzir o lixo e distribuir água para quem não tem”, disse.

O projeto elaborado pela equipe consiste em um aplicativo que indicaria pontos de coleta de lixo reciclável. A cada depósito, o usuário ganharia um crédito ou pontos para trocar por água potável.

“A pessoa também pode doar esse pontos para comunidades carentes de todo mundo. Então, em vez de pegar essa água para ela, poderia doar para alguma comunidade em qualquer lugar do mundo”, explicou.

A solução propõe ainda que o material reciclado arrecadado possa seja destinado para criar ferramentas novas que possam ser usadas em hospitais ou no espaço pelos astronautas.

Confinamento reduz poluição em São Paulo, Rio, BH e Curitiba. Foto: Montagem G1

Experiência online
O programa da Nasa é um hackathon, ou uma maratona tecnológica, onde cada equipe teve 48 horas para elaborar projetos que solucionassem problemas relacionados à pandemia da Covid-19.

Toda a etapa foi feita pela internet, nos dias 30 e 31 de maio. Para elaborar a ideia, o grupo precisou ficar conversando o tempo todo.

O projeto foi sendo feito por etapas, começando pela formulação da ideia, problematização e criação de um protótipo, que foi apresentado para os jurados.

Heryvelton conta que o grupo fez todas as reuniões por videochamada. Apesar da experiência ter sido incrível, segundo ele, faltou a parte do contato humano.

“É meio frustrante não poder encostar na pessoa. No dia da comemoração foi muito estranho, porque tava todo mundo em uma telinha, sem poder abraçar. Mas foi muito legal a conexão que o grupo em si teve”, lembrou.

Equipe conversa por chamada de vídeo. Foto: Heryvelton Martins

Hackathon
Segundo a organização do evento, a etapa brasileira contou com mais de 6 mil inscritos, divididos em 500 equipes. Participaram da maratona pessoas de 707 municípios de todos os estados do país.

A maratona elegeu 12 finalistas que irão participar da etapa global do programa, com soluções propostas por equipes do mundo todo.

O resultados com os vencedores deve ser divulgado em agosto. O prêmio é um convite para visitar o Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos.

Ônibus espaciais Atlantis e Endeavour no Centro Espacial Kennedy – Foto – Ap

Do G1 Paraná

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Estado terá 215 colégios cívico-militares

Cinco cidades do Litoral ganharão esse tipo de escola

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Fotos: Geraldo Bubniak

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (26), no Palácio Iguaçu, que o programa de colégios cívico-militares será implementado em 215 colégios estaduais de 117 municípios de todas as regiões do Estado a partir de 2021.

O investimento direcionado a cerca de 129 mil alunos será de cerca de R$ 80 milhões. É o maior projeto do País nessa área.

“Esse programa será transformador para o Paraná. Para entregar a melhor educação do Brasil precisamos ampliar os projetos e trazer novas ideias”, afirmou Ratinho Junior. Ele destacou que a média das escolas cívico-militares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é 20% maior do que na educação tradicional.

“Esse é um modelo vencedor. Se é vencedor, queremos ofertar essa modalidade. A implantação será feita de forma democrática”.

A nova modalidade de ensino funcionará com gestão compartilhada entre militares e civis em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto os militares serão responsáveis pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá um diretor-geral e um diretor-auxiliar civis, além de um diretor cívico-militar e de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

Os colégios foram selecionados pela Secretaria de Educação e do Esporte e haverá uma consulta à comunidade escolar a partir desta terça-feira (27) para oficializar a indicação. Um dos diferenciais é o aumento da carga horária curricular, com aulas extras de português, matemática e valores éticos e constitucionais.

A lei foi aprovada neste ano pela Assembleia Legislativa do Estado, mas o programa está sendo planejado desde o ano passado.

INOVAÇÕES – O governador Ratinho Junior disse que o programa está dentro do contexto do avanço dos índices do Ideb, como o salto para terceiro lugar no Ensino Médio. A rede estadual teve pontuação acima das escolas particulares nos anos iniciais do Ensino Fundamental e houve avanço qualitativo na Capital e no Interior.

Ele também destacou projetos pedagógicos de educação financeira (que será implementado em 2021) e aulas de programação (já disponibilizadas a 10 mil alunos).

Citou, ainda, o Prova Paraná, com ampliação da etapa de treinamento e reavaliação dos conteúdos ensinados, e o Presente na Escola, de monitoramento e controle da evasão escolar, com resgate de mais de 60 mil estudantes.

“Não era razoável o Paraná estar em sétimo lugar no Ideb. Esses mecanismos inovadores fizeram com que o Estado conseguisse essa mudança no eixo de evolução. Agora estamos trazendo uma nova modelagem para a população escolher. A ideia é fazer com que os nossos alunos tenham dedicação, disciplina, respeito aos professores e colegas. Queremos um ambiente cada vez mais saudável nas nossas escolas”, acrescentou Ratinho Junior.

UNIDADES – As unidades do programa de colégios cívico-militares foram selecionadas em municípios dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) com mais de dez mil habitantes e que tenham ao menos duas escolas estaduais na área urbana, além das seguintes características: alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar e que não ofertem ensino noturno.

Esses critérios foram delimitados na lei estadual para que pais e mães possam escolher o modelo educacional que deseja para o filho.

“Teremos aulas adicionais de português, matemática e civismo, para estudar leis, Constituição Federal, papel dos três Poderes, ética, respeito e cidadania. Os alunos vão estudar mais. E no Ensino Médio a principal mudança é a implementação da educação financeira. A educação está se transformando no Paraná. É um modelo que acreditamos para o futuro”, afirmou o secretário estadual de Educação e do Esporte, Renato Feder.

Segundo Feder, a seleção priorizou cidades de médio porte e regiões mais vulneráveis do Estado. A lista de municípios e colégios contemplados poderá sofrer alterações, conforme avaliação feita pela Secretaria de Educação a partir das consultas nas comunidades escolares.
OBJETIVOS – Os objetivos detalhados do novo programa passam pela garantia do cumprimento das diretrizes e metas do Plano Estadual de Educação.

Entre eles estão atuação contra a violência; promoção da cultura da paz no ambiente escolar; criação de novas possibilidades de integração da comunidade escolar; garantia da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; e auxílio no enfrentamento das causas de repetência e abandono escolar.

As instituições de ensino selecionadas funcionarão em regime de cooperação, por meio de termo entre a Secretaria da Educação e do Esporte e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná.

O programa será avaliado continuamente a partir da implementação, como forma de aferição da melhoria e do alcance das metas do modelo proposto. Não haverá seleção de alunos.

A Secretaria da Educação e do Esporte vai editar os atos normativos necessários à operacionalização, à gestão e à implantação do programa; apoio técnico e financeiro às instituições; formação continuada aos profissionais da educação e da segurança pública que atuarão nos colégios cívico-militares; e elaboração da proposta pedagógica e dos regimentos internos.

O programa será avaliado continuamente a partir da implementação, como forma de aferição da melhoria e do alcance das metas do modelo proposto.

O diretor cívico-militar será indicado pela Secretaria da Educação, responsável pela seleção por meio de entrevista e avaliação. Os militares da reserva podem ser voluntários. Eles serão remunerados por meio de diárias criadas por lei em 2017, cujo valor variará conforme a atribuição desempenhada na instituição de ensino.

“A Polícia Militar foi chamada para participar com policiais aposentados, auxiliando com 200 anos de experiência acumulada. Eles passarão por uma formação na Academia e serão colocados à disposição das comunidades escolares. Eles auxiliarão na administração e na estética militar. Queremos fornecer ambientes calmos e propícios para o aprendizado. A disciplina e o respeito são fundamentais para esse ambiente”, afirmou o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Péricles de Matos.

EXPERIÊNCIA – Segundo o secretário de Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, que tem experiência de dez anos como professor do Colégio Militar de Curitiba, o projeto integrado tem como objetivo ampliar esse modelo para outros locais do Estado.

“Um aluno com essa formação sai muito focado para o seu objetivo, seja na formação acadêmica, na formação militar, na plataforma para empreender. Vamos montar um currículo voltado para esse novo conceito, que pede mais formação. Ajudaremos a implantar esse programa com muita energia”, afirmou.

CIDADES – Os projetos serão implementados em Almirante Tamandaré, Ampére, Antonina, Apucarana, Arapongas, Arapoti, Araucária, Assis Chateaubriand, Astorga, Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso, Bituruna, Cambará, Cambé, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Campo Mourão, Carambeí, Carlópolis, Cascavel, Castro, Catanduvas, Chopinzinho, Cianorte, Clevelândia, Colombo, Colorado, Cornélio Procópio, Coronel Vivida, Curitiba, Curiúva, Dois Vizinhos, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Goioerê, Guaíra, Guarapuava, Guaratuba, Ibaiti, Ibiporã, Imbituva, Inácio Martins, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Jaguariaíva, Jandaia do Sul, Jataizinho, Lapa, Laranjeiras do Sul, Lindoeste, Loanda, Londrina, Mallet, Mamborê, Mandaguari, Mandirituba, Marechal Cândido Rondon, Marialva, Maringá, Matinhos, Medianeira, Nova Londrina, Paiçandu, Palmas, Palmeira, Palmital, Palotina, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Peabiru, Pinhais, Pinhão, Piraí do Sul, Piraquara, Pitanga, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, Porto Amazonas, Prudentópolis, Quatro Barras, Quedas do Iguaçu, Quitandinha, Realeza, Rebouças, Reserva, Reserva do Iguaçu, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Rio Azul, Rio Branco do Sul, Rio Negro, Rolândia, Santa Isabel do Ivaí, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio da Platina, São Jerônimo da Serra, São José dos Pinhais, São Mateus do Sul, São Miguel do Iguaçu, São Sebastião da Amoreira, Sarandi, Sertanópolis, Siqueira Campos, Telêmaco Borba, Tibagi, Toledo, Turvo, Ubiratã, Umuarama, União da Vitória e Uraí.

Confira a lista das escolas AQUI.
Entenda como funcionarão as consultas públicas

As consultas públicas acontecerão nas escolas indicadas para o programa nesta terça-feira (27) e na quarta-feira (28), das 8 horas às 20 horas.

Estarão sob consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar e sem oferta de ensino noturno, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa. A consulta será em formato de referendo, cabendo à população dizer sim ou não ao modelo na escola em questão.

Fazem parte da comunidade escolar professores, funcionários e pais de alunos matriculados na instituição. Caso o estudante seja maior de idade (18 anos), o próprio participa da consulta.

É preciso levar um documento pessoal para votar e pais ou responsáveis votam de acordo com o número de matriculados sob sua tutela na escola, ou seja, uma mãe com três filhos pode votar até três vezes. É recomendável que cada pessoa leve sua própria caneta para registrar sua assinatura.

Para ter validade, mais de 50% das pessoas aptas devem participar da consulta. Se uma comunidade escolar for formada por 500 pessoas, é necessário um quórum de pelos menos 251 pessoas. Para migrar ao modelo cívico-militar basta a aceitação de maioria simples dos votantes da escola, ou seja, 50% e mais um voto do total.

O resultado de todas as consultas deve sair até quinta-feira (29).

Da AEN
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Suspeito de contrabando é atropelado pelo próprio caminhão ao pular da cabine

Foi na PR-082, sexta-feira, entre Icaraíma e Ivaté.

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Um jovem suspeito de contrabandear cigarros foi atropelado pelo próprio caminhão ao tentar fugir de uma abordagem da polícia, na sexta-feira (16), na PR-082, entre os municípios de Ivaté e Icaraíma, no noroeste do Paraná.

Segundo a PM, os policiais faziam uma abordagem a outro caminhão que transportava cigarros contrabandeados na região quando viram o veículo do suspeito passar pelo local.

O caminhoneiro, de 19 anos, pulou da cabine do veículo ao ver os carros da PM, mas acabou atropelado por uma das rodas do próprio caminhão. O jovem teve fraturas nas pernas.

O caminhão que ele dirigia bateu em um barranco, a cerca de 50 metros de distância de onde o rapaz saltou. Na caçamba, foram encontradas várias caixas de cigarros contrabandeados.
O suspeito foi levado a um hospital de Umuarama.

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Estado lança edital do curso de formação de oficiais da PM

São 60 vagas para cadete policial militar e 10 para cadete bombeiro militar.

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O Governo do Estado lançou na sexta-feira (16) o edital para o concurso público de ingresso ao Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar do Paraná, turma 2021.

As inscrições abrem no dia 3 de novembro e seguem até às 12h do dia 18 de dezembro.

São 60 vagas para cadete policial militar (seis para candidatos afrodescendentes) e 10 vagas para cadete bombeiro militar (uma para candidato afrodescendente). Confira o edital abaixo.

Para participar do concurso, os candidatos devem ler atentamente o edital e verificar os pré-requisitos básicos. Quando forem abertas, as inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Núcleo de Concursos da Universidade Federal do Paraná, mediante o preenchimento do formulário de inscrição.

Serão consolidadas com o pagamento da taxa, ou após a homologação da isenção dessa taxa (ver critérios no edital).

A SELEÇÃO – O processo seletivo será regulado pela UFPR. A primeira etapa, de caráter eliminatório e classificatório, consiste no processo seletivo da UFPR, o qual será dividido em duas fases, que avaliarão o domínio dos conteúdos das disciplinas do ensino médio, as capacidades de articular ideias com clareza, de relacionar e interpretar fatos e dados e de raciocinar de maneira lógica.

Depois os candidatos serão submetidos às Provas de Habilidades Específicas (PHE) no âmbito da PMPR e reguladas por edital.

As PHEs, de caráter eliminatório, serão compostas pelas seguintes fases: Investigação Social (IS), Avaliação Psicológica (AP), Exame da Capacidade Física (Ecafi) e Exame de Sanidade Física (Esafi).

CFO – O Curso de Formação de Oficiais, oferecido pela Escola de Formação de Oficiais, é disponibilizado todos os anos pela UFPR.

As disciplinas fundamentais estão ligadas diretamente à vida militar, buscando adaptar os cadetes para o melhor cumprimento da sua atividade como policial militar e bombeiro militar.

São diversos segmentos do direito, uso correto de armas de fogo, psicologia, estatística, educação física, direitos humanos e policiamento comunitário, além de técnicas de salvamento e prevenção de incêndios, entre outras.

O curso tem duração de três anos e, no 1º ano, o cadete recebe um subsídio de R$ 3.277,88, no 2º ano o valor é de R$ 3.671,24; e no 3º ano é de R$ 4.221,93.

Ao concluir o 3º ano o cadete é declarado aspirante à oficial com subsídio no valor de R$ 7.211,35. Após o período de estágio probatório, o militar estará apto a ser promovido ao posto de 2º tenente com subsídio de R$ 9.735,33.

CLIQUE AQUI para ver o edital.

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