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Paraná

Estado tem o terceiro maior crescimento industrial do País em 10 anos

Indústria é responsável por 792.630 postos de trabalho ou 25% do emprego formal

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Resultado consolida o Paraná como o quarto maior polo industrial do País

O Paraná foi o terceiro estado que mais ganhou participação na produção da indústria de transformação brasileira na última década. O crescimento de 1,05 ponto percentual fez com que o índice passasse de 6,38% para 7,43%. De acordo com a pesquisa elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a evolução paranaense foi puxada pelos setores de Impressão e Reprodução, Produtos de Madeira, Veículos Automotores e Celulose e Papel.

O levantamento foi feito com base nos dados do Sistema de Contas Regionais (SCR) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e leva em consideração o intervalo entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018. Apenas Pará (1,41) e Rio Grande do Sul (1,08) tiveram desempenho melhor neste recorte de 10 anos.

O resultado consolida o Paraná como o quarto maior polo industrial do País, atrás de São Paulo (30,68%), Minas Gerais (10,80%) e Rio de Janeiro (10,14%). E a tendência é de aumentar esse crescimento nos próximos anos, diante da atração de novos negócios.

“É uma demonstração da força do trabalho da nossa gente e também de que as grandes empresas veem o Paraná como um estado estratégico para investir. Grandes indústrias estão se instalando por aqui, o que se reflete também na geração de emprego”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. A indústria é responsável por 792.630 postos de trabalho ou 25% do emprego formal no Paraná.

Com saldo de R$ 93,7 bilhões, o Estado é também o quarto com maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria no Brasil – com 7,1%, novamente atrás apenas de São Paulo (29,8%), Rio de Janeiro (11,4%) e Minas Gerais (10,9%).

Essa fatia, contudo, sobe para 37,6% quando se observa a soma das riquezas industriais apenas da Região Sul – Rio Grande do Sul tem 35,7% e Santa Catarina 26,7%.

“Esse resultado é fruto de um esforço constante no Governo do Estado pela desburocratização, pelo incentivo ao bom ambiente para as empresas e por políticas públicas voltadas às nossas melhores qualidades, do campo à indústria”, ressaltou o governador.

A pesquisa aponta que a expansão se dá em virtude do desempenho de alguns segmentos em especial. Os Serviços de Utilidade Pública, por exemplo, respondem por 19,4% do PIB industrial paranaense, seguido pela Construção (17,4%), Alimentos (17,2%), Veículos Automotores (8,1%) e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (6,8%).

“Percebemos uma onda de crescimento no Estado em todas as regiões de maneira uniforme. A paranaense já é a quarta maior indústria do País. E, por segmentos, vemos a relevância de setores como o automotivo, de alimentos, madeira e celulose”, afirmou o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Evanio Felippe.

Ele lembra que foi justamente durante o período do levantamento que o Estado assumiu o posto de segundo maior polo automotivo do País, atrás somente de São Paulo.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL – Crescimento do passado que tem sequência no Estado. Ratinho Junior lembra que o resultado da produção industrial nos primeiros quatro meses de 2021 aponta crescimento de 18,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, terceiro melhor resultado do País.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional de crescimento no período foi de 10,5%.

O resultado de abril de 2021, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi ainda mais expressivo. Primeiro lugar do Sul e terceiro do Brasil, a produção industrial estadual avançou 55,1% no período, reflexo da recuperação econômica, já que abril de 2020 foi um dos meses mais restritivos da pandemia da Covid-19. No País, o crescimento foi de 34,7%.

“Diversos índices mostram, mês a mês, que o Paraná caminha para superar os obstáculos impostos pela pandemia na economia. O crescimento da indústria paranaense é um deles”, comentou Ratinho Junior.

No quadrimestre, a indústria de transformação do Paraná avançou em 11 dos 13 setores analisados pelo IBGE. O crescimento mais expressivo foi na fabricação de máquinas e equipamentos, que aumentou 59,5% no período.

Um bom exemplo dessa expansão é a Valmet. Instalada desde 2011 em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a indústria especializada em tecnologias, serviços e automação para celulose, papel e energia passa pela pandemia sem sentir qualquer efeito da crise econômica. Pelo contrário. Cresceu na produção e na contratação de mão de obra durante todo o período. Atualmente conta com 500 colaboradores – 470 instalados em Araucária e outros 30 em Ortigueira, nos Campos Gerais, fruto de um contrato de fornecimento para o projeto de expansão da Klabin na região.

“A necessidade dos nossos clientes casada com a nossa opção por tecnologia e inovação ajudam a explicar esse bom momento. Já abrimos a planta em Araucária em processo de expansão por causa de um contrato muito grande que assinamos ainda em 2011”, disse o presidente da Valmet para a América do Sul, Celso Tacla.

Se destacaram também durante o quadrimestre a fabricação de:

  • produtos de madeira (49,7%);
  • produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (41,2%);
  • veículos automotores, reboques e carrocerias (41%);
  • móveis (35,9%);
  • produtos minerais não metálicos (34,1%);
  • máquinas, aparelhos e materiais elétricos (25,5%);
  • borracha e material não plástico (20,6%);
  • outros produtos químicos (13,5%);
  • bebidas (12,9%);
  • coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (10,3%).

ALIMENTOS – Um dos mais importantes produtores de alimento do mundo, o Paraná vê o crescimento consistente em diversas cadeias. Principal produtor nacional de proteína animal, o Estado produziu 1,5 milhão de toneladas de carne no primeiro trimestre de 2021, quase um quarto das 6,5 milhões de toneladas produzidas nos primeiros três meses em todo o Brasil.

Entre janeiro e março, foram abatidas 521,6 milhões de cabeças de bovinos, suínos e aves no Estado, 12,2 milhões de animais a mais que no mesmo período do ano passado.

Enquanto o volume de carne reduziu no Brasil em relação ao primeiro trimestre de 2020, a produção paranaense cresceu 4,8% no período. Março foi o mês que liderou o abate, com a produção de 548,5 mil toneladas de carne de frango, suína e bovina, seguido do mês de janeiro (496,2 mil toneladas) e fevereiro (473,4 mil toneladas).

Números com viés de alta, especialmente após a chancela de área livre de febre aftosa sem vacinação conquistada em maio – o selo é dado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Mudança de patamar que cria a perspectiva de incremento no comércio internacional de proteínas animal.

Especializada em cortes de suínos, a Alegra, instalada em Castro, acompanha a movimentação do mercado com atenção. Com pouco mais de 1.600 colaboradores, a empresa planeja dobrar a produção em um curto espaço de tempo. Atualmente, são processadas na planta dos Campos Gerais 8 mil toneladas de carne por mês – 3.500 cabeças são abatidas diariamente.

“Crescemos em torno de 10% no ano passado e estimamos crescer outros 10% neste ano”, afirmou Matthias Rainer Tigges, superintendente da Alegra.

O Paraná é o segundo maior produtor de suínos, segmento que teve aumento de 10,6% no primeiro trimestre de 2021. Foram 241,3 mil toneladas de carne produzidas e 2,5 milhões de porcos abatidos no período, 211 mil a mais que no mesmo período do ano passado.

Leite – O Estado ocupa também a vice-liderança na produção de leite. Entre janeiro e março de 2020 foram adquiridos 879,2 mil litros de leite cru, dos quais 879 mil litros acabaram industrializados. O volume foi 3,8% superior ao do primeiro trimestre de 2020.

“Estamos instalados dentro da maior bacia leiteira do País com um crescimento médio de 10% ao ano”, afirmou Rogério Wolf, coordenador comercial de leite da Unium.

Intercooperação das Cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium é a segunda maior fabricante de leite do País e também está localizada na região dos Campos Gerais. Emprega mais de 700 pessoas entre as sedes de Castro e Ponta Grossa.

MAIS INVESTIMENTOS – De acordo com a Invest Paraná, autarquia responsável pela atração de investimentos privados, o Estado soma mais de R$ 45 bilhões em atração de indústrias desde o início da atual gestão, em 2019. Entre os contratos confirmados e em andamento estão:

  • Klabin (R$ 11,7 bilhões),
  • JBS (R$ 1,8 bilhão),
  • Renault (R$ 1,1 bilhão),
  • Heineken (R$ 865 milhões),
  • Prati Donaduzzi (R$ 650 milhões).

Entre outros.

“Desde o primeiro momento a cabeça do governador Ratinho Junior está voltada para o desenvolvimento do Estado, a atração de investimentos e a geração de empregos. Sem esquecer da infraestrutura, mas uma infraestrutura que possa facilitar a vida do cidadão e otimizar investimentos”, destacou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin.

Da AEN / Fotos: Gilson Abreu e José Fernando Ogura
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Paraná

Confirmada a transmissão comunitária da variante delta no Estado

Ao todo, o Paraná já confirmou 29 casos e 12 óbitos pela variante.

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A Secretaria de Estado da Saúde, o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmaram nesta quarta-feira (28/7) a transmissão comunitária da variante delta do coronavírus no Paraná.

O conceito é definido quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, entre indivíduos sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão.

Mesmo com essa confirmação, a predominância atual ainda é da cepa gama (P1/amazônica), que apareceu em janeiro. Ela não tem esse status de alerta junto aos organismos internacionais, mas estudos preliminares indicam que ela também é mais contagiosa que a versão original do vírus.

A Secretaria da Saúde também confirmou mais 16 casos e seis óbitos da delta no Paraná. Agora, o Estado soma 29 casos e 12 óbitos da cepa B.1.617 do vírus da Covid-19. São sete mulheres e nove homens com idades de 12 a 83 anos. As novas confirmações foram em Araucária (1), Colombo (1), Curitiba (3), Fazenda Rio Grande (1), Piên (2), Piraquara (1), Pinhais (1), Fernandes Pinheiro (3), Irati (1), Imbituva (1) e Campo Mourão (1).

Quatro casos estão encerrados como cura, um paciente teve alta e cinco estão em investigação. Com relação aos óbitos, ocorridos entre 6 e 28 de julho em Curitiba (2), Piên (2), Imbituva e Irati, foram quatro homens e duas mulheres, com idades de 31 a 83 anos. As informações foram repassadas por meio do relatório de circulação de linhagens Sars-CoV-2, por sequenciamento genômico da Fiocruz.

“Depois de avaliação técnica e investigação epidemiológica ampliada com a participação de todos os entes que sustentam a tríade do SUS, entre eles a equipe do Programa de Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS-Avançado), confirmamos a transmissão comunitária da variante delta, considerada de preocupação pelas organizações de saúde”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Diante desse quadro, que requer atenção, mas não desespero, ressaltamos mais uma vez a importância fundamental das medidas não farmacológicas, que são o uso de máscara de proteção de forma correta, a higienização frequente das mãos e o distanciamento social, além da imunização na data que a dose estiver disponível”, acrescentou.

A variante delta, linhagem B.1.617.2, originada na Índia em outubro de 2020, é uma das variantes do SARS-CoV-2 que apresenta mutações genéticas múltiplas e é denominada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) “variante de atenção/preocupação” por alterar o comportamento do coronavírus, ser mais transmissível do que outras linhagens. Não há evidências até o momento de que as infecções pela delta provoquem mais casos graves ou óbitos.

INVESTIGAÇÃO – Esse resultado só foi determinado após uma investigação ampliada realizada no Estado, num exemplo nacional de esforço conjunto para rastrear a origem, conforme a recomendação epidemiológica.

A Rede Genômica Fiocruz, através do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo (LVRS), Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (Fiocruz/Rio de Janeiro), e o Laboratório Central de Saúde Pública do Paraná (Lacen-PR) vêm ampliando o sequenciamento genômico do vírus no Estado por meio de amostragem representativa aleatória, a qual permite saber qual variante está circulando e detectar a introdução de novas variantes.

Esse trabalho já era realizado de maneira natural e foi amplificado com o surgimento da delta. A partir da amostragem aleatória foi possível identificar o primeiro caso. Como medida de resposta, foi realizada investigação epidemiológica e rastreados todos os casos positivos com vínculo e então foi identificado o chamado “caso índice”, desencadeando um trabalho mais amplo de investigação de casos confirmados, suspeitos e contatos em diferentes municípios e regionais.

As equipes do EpiSus chegaram ao Paraná no começo do mês e realizaram a pesquisa entre 9 e 24 de julho em diversas regiões. O sequenciamento genômico e a análise filogenética permitiram encontrar duas introduções independentes da variante. Uma associada ao caso índice da viajante proveniente do Japão e a outra sem identificação, o que deu origem à conclusão de transmissão comunitária.

TRIAGEM – Como forma de ampliar essa pesquisa, desde a terceira semana de junho o Lacen-PR também realiza um protocolo diferenciado de triagem de RT-PCR em tempo real para detecção de variantes, utilizando o Naveca como ferramenta científica de pesquisa.

São rastreadas 330 amostras semanais e as que apresentam ausência da detecção para a variante P1, predominante no Estado, são encaminhadas para sequenciamento genômico e confirmação pela Fiocruz.

Até o momento foram realizados 2.770 testes com 133 amostras suspeitas da variante encaminhadas para a Fiocruz. Segundo a investigação, a P1 ainda é a mais ativa, presente em 95,63% das amostras avaliadas.

TOTAL DA DELTA – Ao todo, o Paraná já confirmou 29 casos e 12 óbitos pela variante delta, sendo:

  • quatro casos e dois óbitos em Apucarana,
  • quatro casos e dois óbitos em Curitiba,
  • três casos e três óbitos em Piên,
  • três casos em Fernandes Pinheiro,
  • dois casos e um óbito em Araucária,
  • dois casos em Piraquara,
  • dois casos e um óbito em São José dos Pinhais,
  • um caso e um óbito em Mandaguari,
  • um caso e um óbito em Irati,
  • um caso e um óbito em Imbituva,
  • um caso em cada um dos seguintes municípios: Colombo, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Campo Mourão, Francisco Beltrão e Rolândia.
Da Sesa
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Gestantes devem receber segunda dose da Pfizer ou CoronaVac

Orientação se aplica às grávidas que receberam o imunizante da AstraZeneca na primeira dose.

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Gestantes e puérperas que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 devem tomar a segunda dose preferencialmente da Pfizer/BioNTech e, em caso de indisponibilidade deste imunizante, da CoronaVac/Butantan.

A orientação foi divulgada pelo Ministério da Saúde por meio da Nota Técnica nº 6/2021, na segunda-feira (26/7).

A suspensão da AstraZeneca para imunização de gestantes e puérperas ocorreu em 11 de maio no Estado, após orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde. Desde então, não foram mais administradas nesse público.

No Paraná, 2.252 mulheres foram vacinadas com este imunizante – 1.575 gestantes e 677 puérperas. No geral, até agora, 84.620 vacinas foram aplicadas neste público, incluindo os quatro imunizantes em utilização no Estado.

O Paraná é o segundo estado que mais aplicou vacinas em números absolutos para estes grupos, atrás somente de Minas Gerais, com 124.124 doses aplicadas. Os dados são do Vacinômetro nacional.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) enviou um memorando para as 22 Regionais de Saúde nessa terça-feira (27) com as recomendações. De acordo com o Ministério da Saúde, a nova orientação “considera dados de boa resposta imune em esquemas de intercambialidade, bem como dados de segurança favorável, considerando ainda a importância da segunda dose para assegurar elevada efetividade contra a Covid-19”.

Além de gestantes e puérperas, aqueles que receberam a primeira dose de uma vacina contra a Covid-19 em outro país, e que estarão no Brasil no momento de receber a segunda dose, também devem seguir essa recomendação.

INTERVALO DE DOSES – A segunda dose deverá ser administrada no período previamente determinado, respeitando o intervalo adotado para o imunizante utilizado na primeira dose, ou seja, para gestantes e puérperas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca, a segunda dose com a Pfizer ou CoronaVac deve ser aplicada após 12 semanas. Já nos casos de outras vacinas, aplicadas no Exterior, deve-se verificar o intervalo indicado pelo fabricante da D1.

INTERCAMBIALIDADE – O termo “intercambialidade” refere-se à possibilidade de substituição do imunizante da primeira dose por outro, de fabricante diferente, na segunda dose.

De maneira geral, o Ministério da Saúde não recomenda a intercambialidade de vacinas contra a Covid-19. No entanto, nestas situações de exceção, em que não é possível administrar a segunda dose com um imunizante do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência daquela vacina, poderá ser administrada uma de outro fabricante.

A Sesa ainda orienta que as pessoas que, porventura, venham a ser vacinadas de maneira inadvertida com duas vacinas diferentes, fora essas exceções, deverão ser notificadas como um erro de imunização no e-SUS Notifica, sistema acessado por estados e municípios, responsáveis por esses registros.

Elas devem ser acompanhadas com relação ao desenvolvimento de eventos adversos e falhas vacinais. Neste momento, não se recomenda a administração de doses adicionais de vacinas Covid-19 nestes casos.

Da Sesa
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Paraná

Justiça condena 14 ex-policiais rodoviários estaduais acusados de cobrar propina

Penas variam entre seis e 19 anos de prisão

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Foto: Gaeco

A Justiça condenou por organização criminosa quatorze ex-policiais rodoviários estaduais que foram flagrados quando cobravam propina em estradas do sudoeste do Paraná, sendo que 11 deles também foram sentenciados por concussão (quando se exige ilegalmente valores no exercício da função ), outros três por peculato, dois por falsidade ideológica e dois por prevaricação.

As penas variam entre seis e 19 anos de prisão. O caso foi descoberto em 2018, após investigação do GAECO.

O julgamento, que teve início na quinta-feira (22/7) e terminou na sexta-feira (23/7), aconteceu no Tribunal do Júri de Curitiba, com junta composta por quatro juízes militares definidos por sorteio (um major, um capitão e dois tenentes), e um de direito.

Ao todo, 15 policiais foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP/PR), mas um deles não participou do julgamento porque seu advogado não pode comparecer por motivo de saúde. Todos aguardavam a audiência em liberdade.

Investigação
De acordo com a denúncia do MP, os policiais rodoviários estaduais recebiam dinheiro de motoristas para não multarem veículos com irregularidades.

Entre as provas apresentadas da investigação, que ocorreu no ano de 2018, estão filmagens dos acusados dividindo e recebendo dinheiro de motoristas, escutas e mensagens telefônicas além de imagens gravadas por um investigador infiltrado em um ônibus de sacoleiros que registrou o momento em que os PMs recebiam dinheiro.

Todos foram acusados pelos crimes de concussão, peculato, organização criminosa, falsidade ideológica, prevaricação e violação do sigilo funcional. No entanto, durante o julgamento, alguns foram absolvidos de certos fatos.

Expulsos da PM
Segundo o advogado Luciano Katarinhuk, que defende um dos réus, em julho de 2020, 13 deles foram expulsos da corporação após julgamento administrativo, uma policial solicitou baixa do cargo e outro foi absolvido.

Na ocasião, o Comando-Geral da Polícia Militar do Paraná julgou conclusivas as provas apresentadas pelo Gaeco contra os policiais. Eles foram desligados por atos infracionais contra a honra e o decoro da PM.

Ainda conforme Katarinhuk, os 13 PMs excluídos ainda recebem remuneração já que estão recorrendo da decisão.

Com informações da Ric Mais
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