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Programa aumenta em 15% a renda de agricultores de Paranaguá

OBJETIVO É A DIMINUIÇÃO DA POBREZA E DESIGUALDADE SOCIAL

Agora Litoral
O Programa Mais Renda no Campo já garantiu um aumento de 15% na renda de agricultores de Paranaguá, desde julho, quando a comunidade recebeu os primeiros equipamentos e insumos. O investimento é de R$ 168,6 mil do Fundo de Combate à Pobreza, por meio de um convênio entre a Secretaria de Estado da Agriculta e do Abastecimento e a Associação dos Produtores Rurais de Paranaguá (Aprumpar). O programa é executado pelo Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan) da Secretaria da Agricultura.

A primeira prestação de contas do projeto aos associados mostrou que para as famílias atendidas houve um crescimento inicial de produtividade em torno de 12%.

Cerca de 40 agricultores ligados à associação foram beneficiados com equipamentos de informática, de agroindústria coletiva, de agroindústria individual, biodigestor individual, equipamentos agrícolas, grade agrícola individual, batedeira de cereais individual, corretor de solo, esterco orgânico e adubo químico.

O projeto foi executado no município nas áreas das duas microbacias do município – Rio das Pombas e Rio Cachoeira, envolvendo as comunidades de Colônia Pereira, Colônia Maria Luiza, Colônia Quintilha, Colônia São Luiz, Colônia Santa Cruz, Colônia Morro Inglês e Alexandra.

Para a diretora do Desan, Valéria Nitsche, o projeto resume os principais objetivos do Programa Mais Renda no Campo, pois estimula as boas práticas, amplia a qualidade e agregação de valor dos produtos e reduz os impactos no meio ambiente, buscando a preservação ou recuperação ambiental, melhora as condições de trabalho, a qualidade de vida e a renda dos agricultores, além de fortalecer a agricultura familiar e fomentar o desenvolvimento local.

“Constata-se que uma política pública bem formulada e ações bem executadas pela organização trazem resultados inquestionáveis que modificam a vida dos agricultores, ampliando a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada. Esses resultados preliminares mostram que estamos no caminho certo”, diz.

O atendimento aos produtores na região é viabilizado pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). O técnico da Emater em Paranaguá, Antonio Carlos Gerva, explica que os trabalhos de capacitação são contínuos e garantem o desempenho do projeto. “Com isso, eles aprendem boas práticas de fabricação e melhores receitas para novos produtos. Também participam da feira municipal para comercializar o que produzem. Nesse processo foi fundamental a organização dos produtores e o contínuo apoio e assessoria prestados a eles”, diz.

A região possui aproximadamente 188 agroindústrias familiares, 38 delas em Paranaguá. Treze processam alimentos destinados à merenda escolar pelo Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE), todas de pequeno porte e oriundas da agricultura familiar.

O investimento também está garantindo a melhoria das práticas conservacionistas e a produção de alimentos mais saudáveis, sem o uso de agroquímicos. “Com os novos equipamentos, mais modernos, ocorre a melhoria de todo o processo produtivo e da saúde do trabalhador. Também houve mais facilidade para preparar o solo e aumentar áreas de plantio”, completa Gerva.

O presidente da Aprumpar, Guiomar Serafim, destaca outros benefícios, principalmente na agroindústria. De acordo com ele, no Litoral não existe grande produtor, principalmente em Paranaguá. Todos são pequenos produtores, da agricultura familiar. “Esses programas vêm ao encontro da necessidade de se manter o homem no campo com a sua família, buscando a qualidade dos produtos para a merenda escolar. Também conseguimos nos organizar com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Emater, com técnicos que sempre nos orientam”, explica.

A Aprumpar mantém as metas de garantir melhorias na produção, aumentar o potencial de venda, diversificar a produção, transformar o produto para agregar valor e levar produtos da agricultura familiar para mais escolas.

OBJETIVO
O programa busca apoiar financeiramente projetos técnicos de organizações formais da agricultura familiar, alinhados à Política de Segurança Alimentar e Nutricional, com foco na redução da pobreza, das desigualdades sociais e na agregação de renda para agricultores residentes em 267 municípios do Paraná.

Os projetos técnicos foram selecionados a partir de um edital publicado em junho do ano passado, tendo como requisitos prever ações em 12 linhas com valor máximo de R$ 250 mil. No edital de 2017 foram selecionados 57 projetos de associações e cooperativas da Agricultura Familiar, totalizando um investimento de R$ 9,03 milhões.

Fonte AEN

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