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Com o sexto maior PIB, Paranaguá está em 61º em qualidade de vida no PR

Mesmo com economia de primeiro mundo, Paranaguá míngua na qualidade de vida e perde para cidades bem mais pobres economicamente do interior do estado

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A riqueza de Paranaguá não se reflete da mesma forma na cidade como aparece nos indicadores econômicos do estado. Mesmo sendo a sexta cidade mais rica do Paraná, quando o assunto é qualidade de vida, Paranaguá cai para a 61º posição, perdendo para municípios bem mais “pobres” como Porecatu, no norte pioneiro, por exemplo.

Os dados estão baseados no levantamento feito pelo IBGE no ano de 2012, e apontam Paranaguá com um PIB R$ 7,2 bilhões por ano, tendo como principal atividade econômica o Porto de Paranaguá e as indústrias que foram atraídas pelo terminal. Mas ao contrário de outras cidades portuárias como Itajaí (SC) e Santos (SP), que em suas ruas e avenidas exibem qualidade de vida, a cidade paranaense estagnou com um índice de desenvolvimento humano (IDH) em nível médio.

Para efeitos de comparação, Itajaí com uma população de 201 mil habitantes possui um produto interno bruto (PIB) de R$ 15,2 bilhões anuais e um IDH de de 795,0 – considerado alto para o índice que vai de 0 a 1 e mede a qualidade de vida das cidades e as estatísticas de igualdade, infraestrutura, saneamento e educação para os cidadãos. A cidade catarinense ainda pontua como 11º melhor cidade do estado e atinge níveis invejáveis no conceito “educação”.

Em outro comparativo está Santos (SP). A principal cidade portuária paulista detém um PIB de R$ 19,2 bilhões e um IDH de 840,0 – o terceiro maior de São Paulo. Vale ainda dizer que Santos é referência em infraestrutura e já ganhou vários prêmios por qualidade de vida.

Paranaguá com uma economia equivalente, sofre para aumentar os indicadores sociais travados no IDH de 750,0, classificado como mediano em “transição” para o IDH considerado elevado: Mais da metade da população vive em áreas de risco ou com poucas ofertas de serviços públicos caracterizando uma verdadeira discrepância entre a realidade econômica e a realidade da cidade que até hoje, observa calada a invasão de manguezais e a falta de projetos ousados para alavancar o seu desenvolvimento estrutural.

Bairros favelizados se desenvolvem ao longo da marginal da PR 407, local onde deve ser instalado o primeiro shopping center da cidade. A favelização acontece pela falha do poder público municipal na esfera do planejamento urbano: poucos acessos, avenidas perigosas e mal sinalizadas, transporte público falho e infraestrutura municipal sem a manutenção que deveria ter.

Os dados do IBGE colocam Paranaguá no mesmo nível que cidades do sertão nordestino, onde a falta de qualidade de vida está presente na rotina dura dos moradores. Curitiba por sua vez figura como uma das cidades com o melhor planejamento do país com IDH de 823,0, considerado “muito alto” e além disso pontua como capital mais desenvolvida do Brasil, segundo o índice internacional Austin, que classificou Curitiba entre as melhores cidades da América Latina.

Porto e cidade

Um dos motivos é a falta de integração entre a prefeitura de Paranaguá, o porto e o governo do estado. Há anos, a cidade vem sofrendo as consequências de uma briga política que dura desde o governo Baka Filho (2004-2012) no executivo.

Quem é atingido em cheio por isso, sempre acaba sendo quem mais precisa: a população.

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Nova sede vai ampliar serviços do Creas em Pontal do Paraná

Inauguração está prevista para ocorrer em novembro.

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Fotos: Gilson Abreu

A famosa brincadeira do antes e depois da transformação que anima programas de auditório pelo País serve para ilustrar bem a situação do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Pontal Paraná, no Litoral.

A estrutura provisória, acanhada, que funciona nos fundos de uma unidade da secretaria municipal da Saúde, vai dar lugar a um complexo novo, com 206 metros quadrados, projetado para receber todas as atividades desenvolvidas pelo órgão no balneário de Ipanema.O investimento do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, é de R$ 645.300,00. A inauguração está prevista para ocorrer em novembro.

“Pontal do Paraná, e o Litoral como um todo, necessitava de um projeto deste porte. Logo que assumimos o mandato, no ano passado, traçamos um plano de infraestrutura para a região, como foco no desenvolvimento econômico e na melhoria da qualidade de vida. No caso do Creas, é uma estrutura que vai dar suporte para aquela parcela da população menos assistida, que mais precisa do Governo do Estado”, acrescenta o governador Carlos Massa Ratinho Junior..

Coordenadora do Creas de Pontal, Jucimara de Fátima Pilatti cita uma série de ações que poderão ser desenvolvidas com a mudança de endereço. O espaço, diz ela, vai funcionar em uma região voltada para atender a serviços destinados à população.

Há nos arredores delegacia, pronto-socorro, academia do idoso, centro médico exclusivo para a mulher e Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o que facilita a locomoção da população.

“Esperamos esse equipamento desde 2013. O que temos atualmente não é nada adequado, sem acessibilidade, salas individuais e banheiros adaptados, por exemplo. No prédio novo teremos tudo isso e ainda estruturas coletivas para atender grupos e famílias”, conta.

De acordo com Jucimara, a maior demanda na cidade é por acolhimento a crianças, mulheres e idosos.

Ela afirma que os problemas de violência familiar, abuso sexual e negligências em relação à terceira idade aumentaram consideravelmente neste período de reclusão em virtude de pandemia de coronavírus.

“Muitas vezes, quando a família não dá suporte, precisamos agir para acolher a população”, ressalta.

“A construção dessa nova sede do Creas vai proporcionar mais segurança e apoio às pessoas idosas, com deficiência e aos adolescentes e às suas famílias de Pontal do Paraná”, afirma o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.
POLÍTICA ASSISTENCIAL – A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) tem a família como foco para o trabalho social a ser desenvolvido pelos serviços da rede socioassistencial.

Cras e Creas são espaços que visam o empoderamento das famílias e de seus membros para o enfrentamento das situações de vulnerabilidade e risco social, contribuindo para a construção e reconstrução das relações familiares e comunitárias.

Conforme dispõe a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o Cras, equipamento da Proteção Social Básica, visa a prevenção da ocorrência de situações de vulnerabilidade social e risco nos territórios.

Já o Creas, equipamento da Proteção Social Especial de Média Complexidade, busca o trabalho social com as famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social por violação de direitos.

Ou seja, enquanto o Cras previne situações de vulnerabilidade social e risco, o Creas cuida das consequências ocasionadas pela vulnerabilidade e risco social. “São espaços fundamentais porque trabalham na ponta com as pessoas mais necessitadas”, destaca Leprevost.

Da AEN
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Ratinho diz que Faixa de Infraestrutura será feita com ou sem porto em Pontal

Nova rodovia, paralela à PR-412, deve custar R$ 270,4 milhões.

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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afirmou que a Faixa de Infraestrutura, que prevê a construção de uma nova rodovia paralela à PR-412, em Pontal do Paraná, no litoral, será feita com ou sem o novo porto privado.

“A estrada é para atender a cidade. Se vai ter porto, se não vai ter porto, para nós não interessa. Claro que seria bom ter algum tipo de infraestrutura para o litoral, para gerar emprego. Nós queremos atender o litoral”, disse.

A declaração foi dada durante um evento no Palácio Iguaçu, em Curitiba, na segunda-feira (26). A rodovia de 20 km, em meio à Mata Atlântica, deve custar R$ 270,4 milhões.

A construção é alvo de discussão na Justiça e de críticas de ambientalistas. Em novembro deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar se suspende ou não a licença de implantação da Faixa de Infraestrutura – que, por enquanto, está suspensa.

Em fevereiro de 2019, o governador afirmou que o porto receberia investimento de R$ 2 bilhões da iniciativa privada, e o Estado faria o acesso.

Na semana passada, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção na liberação de licença ambiental pelo Ibama para a instalação do porto.
Outras obras no litoral
O governador também comentou sobre outras obras que devem ser feitas no litoral do Paraná. Segundo ele, a duplicação da Avenida Juscelino Kubitschek, em Matinhos, deve ser concluída em 2021. São 2,4 km ao custo de R$ 34,5 milhões.

Ratinho Junior também confirmou o projeto de engorda da orla de Matinhos, com 8,2 km de revitalização. O projeto de R$ 500 milhões deve ser licitado em novembro, e a obra começar no ano que vem.

O governo também pretende construir a ponte entre Matinhos e Guaratuba. A ligação entre as duas cidades atualmente é feita pelo ferry boat.

Do G1 Paraná
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Mais duas mortes pela Covid-19 são confirmadas pelo Hospital Regional

Pacientes faleceram no sábado (24) e na segunda (26).

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Mais duas mortes em consequência da Covid-19 foram confirmadas pelo Hospital Regional do Litoral na manhã desta terça-feira (27).

Os óbitos foram de duas moradoras de Paranaguá. Uma de 79 anos, que faleceu no sábado (24), e outra de 74 anos, que morreu na terça-feira (26).

Com mais esses dois óbitos confirmados sobe para 79 o total de moradores litorâneos vítimas fatais do novo coronavírus.

Esses óbitos ainda não foram computados no informe epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

Ainda de acordo com o boletim do Hospital Regional, 24 pacientes estão internados na “Ala Covid” – 16 confirmados com a infecção, sete sendo investigados e um que testou negativo.

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