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Bolsonaro critica escolas fechadas, imprensa e governadores: “gripezinha”

Pronunciamento gerou críticas das mais diversas e panelaço em algumas cidades

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Em seu terceiro pronunciamento em rede de rádio e TV sobre o novo coronavírus, na tarde de ontem (24), o presidente Jair Bolsonaro abusou do destempero verbal ao atacar governadores, criticar o fechamento de escolas e do comércio, além da cobertura da imprensa que, segundo ele, estaria provocando pânico e histeria.

O tom agressivo do presidente e as críticas recebidas por ele posteriormente ganharam repercussão no noticiário e “panelaços” em algumas cidades do país.

Bolsonaro estaria caminhando na contramão de especialistas do mundo todo que recomendam o isolamento para enfrentar a infecção pelo Covid-19, aponta a cobertura noticiosa.

Além disso, ele voltou a referir-se à doença como “uma gripezinha” ou “um resfriadinho”.

BOMBEIRO DA CRISE
Já o ministro Paulo Guedes mudou de postura e assumiu tom conciliador. Em entrevista publicada hoje no jornal Valor Econômico, o titular da Economia garantiu que não faltará dinheiro para a saúde e para manutenção de empregos.

Ele ressaltou que o governo tem caixa de R$ 120 bilhões, resultado do que foi economizado com juros da dívida interna no ano passado.

Para completar o pacote de bondades, Guedes também avalia elevar de R$ 200 para R$ 300 o “cheque cidadão”, que será distribuído por meio da Caixa Econômica Federal para os 38 milhões de brasileiros que trabalham na informalidade.

Guedes andava distante do noticiário nos últimos dias e chegou a ser especulado que estaria demissionário. O ministro recebeu críticas em decorrência da redação de uma medida provisória com um artigo que permitia a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses, sem pagamento de salários.

O texto acabou sendo retificado, mas reforçou uma imagem que vem sendo ligada ao auxiliar de Bolsonaro de que ele seria um homem ligado a grandes empresários, sem grande afinidade com os trabalhadores.

NÚMERO DE INFECTADOS AUMENTOU PARA 2.201
Enquanto autoridades federais e estaduais divergem sobre as medidas para combater o coronavírus, a infeção segue aumentando seus números.

O dado mais recente do Ministério da Saúde aponta que o país possui 2.201 casos confirmados da doença e 46 mortes. Deste total, o estado de São Paulo possui 810 infectados e 40 mortes

Mas esses números podem estar muito defasados. Em entrevista coletiva na tarde de terça-feira (24), o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo dos Reis, estimou que apenas 14% das ocorrências sejam diagnosticadas — 86% dos doentes, portanto, não devem entrar para as estatísticas oficiais.

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Justiça derruba decreto de Bolsonaro que tirava lotéricas e igrejas da quarentena

Também foi determinada multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão.

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O decreto do presidente Jair Bolsonaro que definia igrejas e casas lotéricas como atividades essenciais teve seus efeitos suspensos pela Justiça Federal do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (27).

O juiz Márcio Santoro Rocha, da Vara Federal de Duque de Caxias (RJ), atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que as atividades religiosas e lotéricas tivessem o funcionamento suspenso enquanto durar o período de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus.

“O acesso a igrejas, templos religiosos e lotéricas estimula a aglomeração e circulação de pessoas”, escreveu o juiz federal substituto Márcio Santoro Rocha, que também determinou pena de multa de R$ 100 mil no caso de descumprimento da decisão. A AGU (Advocacia Geral da União) já se manifestou que irá recorrer.

ENTIDADES SE UNEM CONTRA DECRETO
Além do Ministério Público Federal, que se manifestou na Justiça contra a medida de Bolsonaro, diversas entidades religiosas, científicas e da sociedade civil se posicionaram contrárias ao decreto.

Um grupo dessas entidades, formado por OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) se manifestou por meio de nota que condena a “campanha de desinformação” promovida por Bolsonaro.

O momento exige “lucidez, responsabilidade e solidariedade”, afirmam as instituições, em texto publicado na sexta-feira (27). No documento, pedem que as pessoas respeitem “as recomendações da ciência, dos profissionais de saúde e da experiência internacional”.

“Estratégias de isolamento social, fundamentais para conter o crescimento acelerado do número de pessoas afetadas pelo coronavírus, visam à organização dos serviços de saúde para lidar com esta situação, que, apesar de grave, pode ser bem enfrentada por um sistema de saúde organizado e bem dimensionado”, sustenta a nota.

REPÚDIO GENERALIZADO
As manifestações contrárias à liberação de igrejas e lotéricas vieram também de onde menos se esperava. O Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) informou em sua página do Facebook que a orientação às igrejas associadas é para seguir com atividades presenciais suspensas, apesar do decreto.

Após a publicação da medida, a Igreja Universal do Reino de Deus comunicou em seu site uma reiteração a que todos os seus templos sigam as determinações do Ministério da Saúde para evitar o coronavírus.

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Tarifa do ferry boat em Guaratuba sobe em todas as categorias de veículos

Preço passa de R$ 7,10 para R$ 7,40 para automóveis, caminhonetes e furgões

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O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) autorizou a concessionária Travessia de Guaratuba S.A., responsável pelo ferry boat da baía de Guaratuba, que liga o município à praia de Caiobá, em Matinhos, no Litoral do estado, a reajustar sua tarifa básica.

O menor valor, que era de R$ 7,10 passa a custar R$ 7,40 para automóveis, caminhonetes e furgões. Motocicletas, motonetas e bicicletas a motor pagam meia tarifa.

O preço varia até o valor de R$ 51,80 (caminhões com reboque e caminhões-trator com semirreboque, de sete eixos).

O reajuste anual é previsto no contrato de concessão e foi homologado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar), de acordo com o governo.

O reajuste seguiu a variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Veja abaixo os novos valores:

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Paraná registra as duas primeiras mortes provocadas pelo coronavírus

Vítimas foram um homem de 84 anos e uma mulher de 54.

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O Paraná registrou as duas primeiras mortes provocadas pelo coronavírus.  Os dois óbitos foram confirmados pela prefeitura de Maringá e pelo Ministério da Saúde na tarde desta sexta-feira (27). As vítimas foram um homem de 84 anos e uma mulher de 54.

Segundo informaram as autoridades, o homem teria contraído a doença no dia 15 de março. Ele tinha comorbidades e estava internado em um hospital da rede privada. A filha dele havia sido o primeiro caso registrado em Maringá. Ela havia viajado para a Espanha e retornado ao Brasil já doente. Devido ao contato com a filha, o idoso passou a ser considerado como caso suspeito, falecendo na manhã de quinta-feira (26).

Já a mulher teria morrido na quarta-feira (25), de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. Ela apresentou os primeiros sintomas no dia 14, após retornar de uma viagem à Paraíba e ter passado por São Paulo. Ela também tinha problemas de saúde.

125 casos confirmados
Em live pelo facebook, o secretário de Saúde do Estado, Beto Preto, informou que o Paraná tem 125 casos confirmados de coronavírus – 19 novos desde o último boletim, incluindo os dois óbitos.

As novas confirmações são em Cascavel (3), Cianorte (1), Guarapuava (1), Curitiba (5), Maringá (4), Iretama (1), Campo Mourão (1), Umuarama (1), Guaíra (1) e União da Vitória (1).

Os pacientes têm idades entre 22 e 84 anos.

Beto Preto também confirmou a morte das duas pessoas em Maringá, lamentou o falecimento e confirmou que o Paraná continuará impondo restrições à proliferação da Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus.

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