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Artesão cria esculturas na areia e arte vira atração

Caco mora na Ilha do Mel há 27 anos (Foto: Roberto Santana Gonçalves/Arquivo pessoal)

Por Adriana Justi, G1 PR, Curitiba

“O lugar é encantador e me inspirou ainda mais a desenvolver a minha arte”, conta o artesão Luiz Carlos Gonçalves, de 64 anos, sobre a Ilha do Mel.

Recentemente, Caco, como é conhecido pelos moradores e turistas, decidiu apostar em um trabalho diferente, fazendo esculturas na areia. Desde então, ele só trabalhava com desenhos em camisetas.

A novidade virou mais uma atração para os visitantes da ilha. “Muita gente vem me contar que passou por lá [onde estão localizadas as esculturas] e gostou muito. E é muito gratificante receber esse reconhecimento”, comemora o artesão, que mora há 27 anos na ilha. As esculturas ficam localizadas na praia de Nova Brasília.

A estudante Thaís da Rocha, que também mora na ilha, disse que admira o trabalho do artesão desde criança. “Ele sempre fez umas coisas muito lindas. É um artista de mão cheia, maravilhoso. Nunca vi uma arte tão linda em lugar nenhum”, afirmou.

A curitibana Guta Volp classificou o trabalho como “belíssimo”. “Eu estava pedalando com meu amor pela ilha e encontrei essa arte esculpida em um barranco”, disse ela em uma rede social. Para a empresária, Caco é uma pessoa que tem sensibilidade e simplicidade ímpar.

Ao G1, o artesão lembrou que começou a ficar de olho nas piçarras, que são paredes formadas com pedra, areia e terra, quando saía com a família para admirar o pôr do sol.

“Um belo dia eu peguei umas ferramentinhas improvisadas que achei ali no mesmo no local e comecei a brincar, bem coisa de criança”, lembrou o artesão. “Aí, como eu comecei a fazer isso todos os dias, a arte foi surgindo e eu fui me divertindo. É um aprendizado constante”, comemorou.

O trabalho dura em média dez dias para ser concluído e pode ser destruído facilmente dependendo das condições do tempo. “Por causa disso, eu pratico o desapego diariamente. Se estragar, eu faço novamente. A impressão que a gente tem é que aqui na ilha nós temos todo o tempo do mundo. É uma tranquilidade. Eu passo o dia esculpindo ali e nem percebo o tempo passar”, conta Caco.

Com a ajuda de uma colher amassada e as outras ferramentas improvisadas, Caco vai criando os personagens na areia. As figuras, segundo ele, significam o que cada um achar que pode significar. “A criatividade e a imaginação também são uma arte. Vamos praticar”, finaliza.

Para mais informações do Paraná acesse https://www.g1.globo.com/parana

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