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ELEIÇÕES 2020

Vereador preso desde julho por suspeita de tráfico é reeleito no Paraná

Diogo Canata, do PL, é suspeito de chefiar uma organização criminosa

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Diogo Canata (Foto reprodução RPC)

Um vereador que está preso desde julho suspeito de chefiar uma organização criminosa foi reeleito em Alvorada do Sul, no norte do Paraná.

Diogo Michel Canata, que concorreu pelo PL, foi preso pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) após uma operação contra o tráfico de drogas no dia 08 de julho.

Apesar de estar na cadeia, o candidato teve autorização da Justiça Eleitoral para concorrer às eleições municipais deste ano. Ele foi o quarto vereador mais votado da cidade, com 251 votos.

O resultado do pleito deste ano foi parecido com o de 2016, quando o candidato recebeu 277 votos e também foi o quarto mais votado.

Alvorada do Sul tem 11.503 habitantes, com 9 vereadores na Câmara Municipal.

O advogado Jorge Luis Rosa de Melo, que defende Diogo, disse que o cliente é inocente até que se prove o contrário e que, sem condenação, o direito de concorrer e exercer um cargo público não pode ser revogado.

Na operação, os policiais encontraram casa do vereador cerca de 30 quilos de crack, além de duas armas e quatro veículos. Outros oito suspeitos foram presos, inclusive o irmão de Diogo.

Ele está afastado do mandato atual desde então. Por decisão do Tribunal de Contas do estado (TCE-PR), Diogo também teve o salário de R$ 4.897,34 suspenso.

No mandato atual, a cadeira do vereador está vazia e deve ser preenchida na próxima segunda-feira após o fim do prazo de 120 dias para convocação. De acordo com o regimento, o suplente Anderson Borges, do PR, deve assumir a função até o fim deste ano.

Para a próxima legislatura, que inicia em 01º de janeiro, Diogo terá 15 dias para assumir o cargo.

Patrimônio e gastos de campanha

Diogo Canata declarou ser comerciante à Justiça Eleitoral e ter R$82.500,00 de patrimônio, sendo correspondentes a um veículo e um terreno na cidade.

Consta também declaração de que o candidato recebeu R$ 3 mil em doações para a campanha. O valor foi todo doado por pessoas físicas, sendo R$ 1 mil depositados em espécie de cada doador.

Os gastos de campanha foram de R$2.950,00 em seis serviços contratados, segundo consta no site de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral.

O que dizem os citados

O PL, partido ao qual Diogo Canata é filiado, foi procurado pela equipe da RPC Londrina, mas até o fechamento da reportagem não enviou um posicionamento.

Já o Ministério Público do Paraná (MP-PR) explicou que a suspensão dos direitos políticos se dá nos casos de condenação criminal em que não cabe mais recurso.

Como o processo contra o vereador ainda está em andamento, não há condenação criminal contra Diogo e dessa forma, segundo o MP-PR, não há impeditivos para a candidatura e nem providências a serem tomadas em relação à posse como vereador.

Operação

A operação que prendeu Diogo Michel Canata ocorreu em cinco cidades do norte paranaense: Alvorada do Sul, Londrina, Iguaraçu, Maringá e Rolândia.

Deflagrada pela Denarc, foram cumpridos nove mandados de prisão – uma pessoa foi presa em flagrante – e 30 ordens de busca e apreensão.

G1 Paraná

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ELEIÇÕES 2020

MPPR apura casos de servidores que fingiram ser candidatos

No Paraná, 80 candidaturas são consideradas suspeitas

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Imagem ilustrativa

No Paraná, nas eleições realizadas neste ano, ao menos 80 candidatos a uma vaga no Executivo ou Legislativo municipais foram servidores públicos que são suspeitos de terem apresentado candidaturas fictícias.

Essa é a conclusão inicial de averiguação conduzida pelo Ministério Público do Paraná, a partir do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público e à Ordem Tributária.

O objeto da apuração veio do cruzamento de dados públicos disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

A legislação eleitoral prevê que os funcionários públicos que se candidatam a um cargo eletivo devem se desincompatibilizar de suas funções. Durante esse período – em média três meses –, recebem licença remunerada, concedida pela administração pública.

O MPPR aponta que, caso os servidores não tenham de fato realizado campanha durante o período de afastamento, na prática receberam dos cofres públicos de forma indevida – o que pode caracterizar ato de improbidade administrativa e crime de estelionato, situações que podem levar a sanções como a devolução integral dos valores recebidos no período de afastamento, multa civil e suspensão dos direitos políticos, além da pena de 1 a 6 anos de reclusão na esfera criminal.

INDÍCIOS – A seleção dos casos suspeitos envolveu a análise da candidatura de 3.171 funcionários públicos no estado (federais, estaduais e municipais). Foram avaliados três pontos principais: se o(a) candidato(a) recebeu 10 votos ou menos; se gastou apenas R$ 100,00 ou menos na campanha eleitoral (conforme prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral); e se não havia site ou rede social informada à Justiça Eleitoral como meio de comunicação a ser utilizado para a campanha (nos casos em que foi declarada a existência desses veículos, foi verificada pelo Ministério Público a não utilização dos mesmos para publicidade à candidatura).

Todas as situações identificadas como possível candidatura fictícia de servidor foram relatadas às Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, para conclusão das investigações nas respectivas comarcas.

Nos casos em que for confirmada a fraude, os agentes do MPPR devem então propor as medidas judiciais para a responsabilização dos funcionários públicos.

CASOS SUSPEITOS – De acordo com o Ministério Público do Paraná, os casos suspeitos estão nas seguintes cidades: Agudos do Sul, Ângulo, Antonina, Apucarana, Araucária, Assaí, Assis Chateaubriand, Boa Esperança do Iguaçu, Carlópolis, Cascavel, Centenário do Sul, Corbélia, Diamante do Norte, Doutor Camargo, Engenheiro Beltrão, Floraí, Francisco Alves, Guaraqueçaba, Ibema, Imbituva, Indianópolis, Itambaracá, Itambé, Ivatuba, Janiópolis, Jardim Olinda, Lapa, Luiziana, Mamborê, Mandirituba, Manfrinópolis, Maria Helena, Mariluz, Mato Rico, Mauá da Serra, Morretes, Nova Fátima, Novo Itacolomi, Paula Freitas, Piên, Pinhais, Pinhalão, Pitangueiras, Planaltina do Paraná, Porecatu, Quarto Centenário, Quitandinha, Rancho Alegre D’Oeste, Reserva, Ribeirão do Pinhal, Santa Tereza do Oeste, Santo Antônio do Paraíso, Santo Inácio, São Carlos do Ivaí, São Manoel do Paraná, Sarandi, Tamarana, Tamboara, Tunas do Paraná, Tuneiras do Oeste.

ONDE DENUNCIAR – Segundo informações da Coordenadoria das Promotorias de Justiça Eleitorais do MPPR, os partidos políticos podem indicar seus filiados para as candidaturas. Isso é um direito político assegurado a todos cidadãos – mesmo que recebam um número ínfimo de votos, ou nenhum, isso é parte do processo eleitoral. Mas a participação com candidaturas fictícias é passível de responsabilização, e não apenas no caso de servidores públicos que não realizam campanha, mas de candidaturas fictícias femininas, que podem escamotear fraude à cota de gênero, prevista em lei.

Nesse caso especificamente, quando comprovadas situações de fraude, com candidatas inscritas apenas para cumprir essa cota, todos os candidatos do partido podem ser comprometidos, com a cassação da lista de candidatos fraudada na cota de gênero.

A Coordenadoria reforça que qualquer notícia de ilegalidade no processo das eleições deve ser levada às Promotorias Eleitorais. Os contatos podem ser acessados aqui.

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ELEIÇÕES 2020

TRE reconhece votos de candidata e PP ganha mais uma cadeira em Paranaguá

Com a decisão, Jean Domingues, do Podemos, perde a vaga para Thiago Kutz

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Em sessão realizada nesta quarta-feira (25), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) reconheceu, por unanimidade, os votos da candidata a vereadora Sueli Francisca Umbelino, a Kalinka (do PP), que não haviam sido computados pela falta da informação de escolaridade.

Como Kalinka havia sido considerada analfabeta por um erro de registro, a sua candidatura foi indeferida com recurso e os votos dela não tinham sido contabilizados na apuração. No entanto, após uma longa peregrinação, a candidata provou que é alfabetizada.

Ela compareceu no Cartório Eleitoral, por duas vezes, e realizou a declaração de escolaridade perante um servidor da Justiça Eleitoral, fez uma Ata Notarial no cartório de registros, mas os esforços não haviam adiantado.

No julgamento desta quarta-feira o TRE-PR considerou as provas apresentadas (inclusive vídeos dela escrevendo) e também o fato de Kalinka já ter sido candidata em 2016 e sua candidatura ter sido deferida à época.

ALTERAÇÃO NA CÂMARA

Thiago Kutz entra no lugar de Jean Domingues

O reconhecimento dos votos dela pelo Tribunal Regional Eleitoral possibilitou ao PP atingir o total de votos necessários para conquistar mais uma cadeira na Câmara de Vereadores, a terceira do partido.

A decisão altera a composição da Câmara Municipal de Paranaguá, visto que Thiago Kutz, também do PP, não havia sido reeleito por faltarem 15 votos na legenda. Kalinka obteve 23 no pleito.

Com isso, o atual vereador Thiago Kutz deverá ser considerado reeleito e assumir a terceira vaga do PP no Legislativo de Paranaguá. A decisão fará também com que Jean Domingues, do Podemos, perca a vaga.

Kalinka se sentiu discriminada

A luta para provar que não é analfabeta fez com que Kalinka Umbelino se sentisse discriminada, principalmente pelo Cartório Eleitoral de Paranaguá.

“Fui duas vezes no Cartório Eleitoral, assinei declarações, mas de nada adiantou. Fui também no cartório de registro; fui filmada, fotografada assinando e, mesmo assim, a Justiça Eleitoral não reconheceu que sou alfabetizada”, disse ela ao Agora Litoral.

Kalinka considerou “no mínimo estranho” o fato de todo seu empenho não ser reconhecido pelo Cartório Eleitoral de Paranaguá. “Não quero acreditar que seja discriminação, mas eles deveriam explicar melhor o que fizeram eu passar”, afirmou.

SÉTIMA SÉRIE

Natural de Siqueira Campos e criada em orfanatos no Paraná, Kalinka estudou até a sétima série. Tem identidade, CPF, conta em banco e trabalha com carteira assinada. Além disso, fala [e escreve em] inglês e alemão (nacionalidade do ex-marido).

“Apesar de tudo que passei para provar que não sou analfabeta, estou feliz por ter ajudado com meus votos a reeleger o Thiago Kutz. Desejo que ele consiga realizar um bom trabalho na Câmara”, observou.

Ao finalizar a entrevista, Kalinka garantiu que será candidata na eleição que vem. “Vou me candidatar de novo; não vão ser esses percalços que farão eu desistir”, garantiu.

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ELEIÇÕES 2020

Veja a relação dos eleitos no Litoral do Paraná – Prefeitos e Vereadores

Resultado oficial saiu horas após o final da votação

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Concluída a apuração – que demorou bem mais que o esperado em virtude de um problema na transmissão de dados entre os Tribunais Regionais e o Tribunal Superior Eleitoral – foram conhecidos os candidatos eleitos na eleição 2020 no Litoral do Paraná.

VEREADORES ELEITOS

WALDIR LEITE – PSC – 2.101 VOTOS

JUNIOR LEITE – PSC – 1.515 VOTOS

NILO – PP – 1.486 VOTOS

BRUNO DO IDAMIR – PP – 1.408 VOTOS

LINDONEI SANTOS – PTC – 1.185 VOTOS

RENAN BRITTO – PODE – 1.166 VOTOS

DELEGADO NILSON DINIZ – PSL – 994 VOTOS

FABIO SANTOS – PSDB – 918 VOTOS

OZIEL MARQUES (O MAEL) – PTC – 851 VOTOS

OSÉIAS BISSON – PODE – 800 VOTOS

WELINGTON FRANDJI – PODE – 757 VOTOS

EZEQUIAS REDERD (MARÉ) – PODE – 723

IRINEU CRUZ – REPUBLICANOS – 715 VOTOS

JOZIAS DA NEGUI – PDT – 712 VOTOS

LUIZINHO MARANHÃO – PSB – 711 VOTOS

JEAN DOMINGUES – PODE – 703 VOTOS

EDILSO CAETANO – REPUBLICANOS – 683 VOTOS

DR. ADALBERTO – MDB – 611 VOTOS

ISABELLE DIAS – PSB – 555 VOTOS

VEREADORES ELEITOS

PROFESSOR DIOGO – PSC – 475 VOTOS

PAULO BROSKA – PSC – 422 VOTOS

ELIZANDRE FOFA – PSD – 333 VOTOS

VALMIR GODOI – PSD – 326 VOTOS

ZÉ BOIADEIRO – PSD – 325 VOTOS

HÉLIO – PSL – 284 VOTOS

ALCEU SALGADO – DEM – 280 VOTOS

THARSON ASSANUMA – PSL – 266 VOTOS

GLADISON GUANANDI – DEM – 228 VOTOS

WILSINHO CLIO – PL – 145 VOTOS

ODINEI PINHEIRO – CIDADANIA – 119 VOTOS

VEREADORES ELEITOS

PROF. CATIA DO DORO – PROS – 553 VOTOS

FABIANO DA CAIEIRAS – PSD – 498 VOTOS

DIVA DO OLIVEIRA – DEM – 462 VOTOS

ANA MARIA – PROS – 422 VOTOS

MARIA DO NENO – PSC – 408 VOTOS

FELIPE PUFF – DEM – 381 VOTOS

ALAOR DO CUBATÃO – DEM – 375 VOTOS

PAULO ARAUJO – PP – 366 VOTOS

ADEMIR DA BALSA – DEM – 340 VOTOS

ITAMAR JUNIOR – CIDADANIA – 294 VOTOS

JULIANO PETRUQUIO – MDB – 284 VOTOS

EDNA CASTRO – CIDADANIA – 260 VOTOS

RICARDO BORBA – REPUBLICANOS – 236 VOTOS

VEREADORES ELEITOS

RODRIGO GREGÓRIO – PODE – 1.335 VOTOS

MARCIO DO SEDA – PL – 983 VOTOS

JAIR PESCADOR – PL – 656 VOTOS

DR. GERSON JÚNIOR – PL – 647 VOTOS

PROFESSOR MARIO BRAGA – PODE – 634 VOTOS

ALMIR – PROS – 502 VOTOS

ELTON LIMA FILHO DO BEIÇO – PSC – 497 VOTOS

NIVEA GURSKI – PSD – 382 VOTOS

MILTINHO RIBEIRO – PODE – 338 VOTOS

LUCAS PESCO – PSC – 335 VOTOS

LELEU – PSL – 262 VOTOS

VEREADORES ELEITOS

CIRINEU DO ESPORTE – PSB – 428 VOTOS

JUVANETE – PROS – 404 VOTOS

OSNI CEARA – PV – 404 VOTOS

ELINETE – PROS – 395 VOTOS

SENE – MDB – 385 VOTOS

NEGA – MDB – 379 VOTOS

MARCELO DA SAÚDE – PSB – 328 VOTOS

EZEQUIEL TAVARES – PSB – 282 VOTOS

MARCO ROCHA DA FRUTEIRA – PDT – 273 VOTOS

PAULO PARADA – PDT – 243 VOTOS

DEGA – PSD – 166 VOTOS

VEREADORES ELEITOS

PASTOR DEIMEVAL – PSC – 460 VOTOS

LUCIANE MARAJÁ – PODE – 418 VOTOS

ISAEL POETA – PSD – 337 VOTOS

MARCELA DA SAÚDE – PSC – 335 VOTOS

MAURO TGV – MDB – 277 VOTOS

AIRTON TOMAZI – PODE – 252 VOTOS

CESAR CASSILHA – MDB – 229 VOTOS

ELOI DO TÁXI – REPUBLICANOS – 205 VOTOS

FABIANO CIT – PSB – 186 VOTOS

JOÃO PELUSO – PSD – 174 VOTOS

CELSINHO DAS ALFACE – PROS – 155 VOTOS

VEREADORES ELEITOS

THUCA DA SAÚDE – PSDB – 302 VOTOS

JUHARD FILHO DO BARRIGA – PROS – 282 VOTOS

MARQUINHOS – MDB – 208 VOTOS

OSEIAS DO ITAQUI – PSC – 198 VOTOS

GUSTAVO XAVIER – PTB – 193 VOTOS

JUCA – PSB – 190 VOTOS

NAIR DE SIQUEIRA – MDB – 186 VOTOS

IVAN FRANÇA – PP – 182 VOTOS

LUCIANE TEIXEIRA – PSD – 108 VOTOS

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