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ELEIÇÕES 2020

Candidato do PSDB de Pontal do Paraná quer profissionalizar a gestão da cidade

Alfredo Parodi se diz indignado com a estagnação e falta de políticas públicas

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O Agora Litoral entrevista mais um candidato a prefeito de Pontal do Paraná. A série de entrevistas não manteve a periodicidade pretendida pela dificuldade em agendar o contato com os candidatos da cidade.

Por Alberto Ramos

O empresário do ramo hoteleiro Alfredo Parodi, de 59 anos, que também preside o PSDB em Pontal do Paraná, é a opção do partido para disputar a prefeitura da cidade.

Parodi foi indicado candidato na convenção da sigla, realizada em 13 de maio com a proposta de trazer uma gestão profissional ao município e reforçar a presença dos tucanos na política local.

Até maio deste ano, ele apoiava o PSD, do ex-prefeito Edgar Rossi, também candidato a prefeito, mas seu grupo político decidiu trilhar um caminho independente e buscar o protagonismo na política local.

“O que motiva meu desejo de ser prefeito é o sentimento de indignação”, sentencia Parodi ao avaliar que Pontal do Paraná é um município estagnado, onde nunca existiram políticas públicas efetivas voltadas ao desenvolvimento.

“Os políticos deixam de se preocupar com a gestão pública e pensam mais em si, no próprio enriquecimento”, avalia. Segundo ele, todos os ex-prefeitos da cidade hoje são ricos e enriqueceram por conta do cargo.

Com a experiência de administrar o Colit (Conselho de Desenvolvimento do Litoral Paranaense) nas gestões dos governadores Beto Richa e de Cida Borgheti, onde foi secretário-executivo da instituição, o candidato tucano assevera que conhece muito bem a realidade de Pontal e dos municípios litorâneos.

“Trouxemos aos sete municípios do Litoral R$ 520 milhões em investimentos ao longo de cinco anos”, ressalta Parodi, que tem formação em hotelaria pela Ecole des Roches, da Suíça, além de duas graduações no Brasil, em Ciências Políticas e Gestão Pública.

Outro motivo da alegada indignação do empresário se dá pela forma como a “velha política” é praticada na cidade, que se emancipou de Paranaguá em 1995.

 “Há cerca de 7 ou 8 candidaturas, porém, nós sabemos que há muita articulação para que alguns candidatos retirem seus nomes. Infelizmente em Pontal do Paraná grande parte das lideranças políticas ainda se valem de negociações financeiras espúrias”, pontua. “O interesse público fica relegado a segundo plano. Isso está acontecendo aqui e nós temos conhecimento”, completa Parodi.

Alfredo Parodi terá como candidato a vice em sua chapa o comerciário e formando em Gestão Pública, Juarez Pereira, de 50 anos, casado com a professora Ana Maria Pereira e pai de 3 filhas.

Parodi com o candidato a vice Juarez Pereira

EDUCAÇÃO, SAÚDE E GERAÇÃO DE EMPREGOS
O programa de governo apresentado na eleição municipal irá priorizar o tripé educação, saúde e emprego. Nesse contexto, a saúde ganha especial destaque, com base na avaliação de que a área se encontra em situação caótica, com exígua oferta de serviços.

Mas ao contrário das demais propostas, o programa tucano refuta a criação de grandes obras, hospitais ou escolas. A ideia central para gerir a cidade é otimizar seus recursos para planejar as políticas mais eficientes. Nesse sentido, ganha peso a iniciativa de reduzir as atuais 15 secretarias municipais para apenas dez pastas e profissionalizar a gestão das mesmas.

“Apenas com salários de secretários, sem contar diretores, assessores, só com esses salários, teríamos economia de R$ 600 mil por ano. O que seria R$ 2,4 milhões durante uma gestão. Com esse dinheiro você pode investir em saúde, educação”, explica Parodi.

Os recursos do enxugamento da máquina serão utilizados, dentro da proposta, para melhorar a atual estrutura das atuais unidades básicas de saúde, para que elas possam atender nas três pontas da cidade: Praia de Leste, Ipanema e Pontal do Sul. Faz parte da programação adquirir duas ambulâncias UTI, que possam atender os pacientes mais graves e transportá-los a hospitais de referência fora do município.

Na educação, a chapa do PSDB propõe discutir o plano de carreira dos professores para tornar a profissão mais atrativa e motivar os profissionais, bem como melhorar a estrutura dos atuais equipamentos do setor, sem a necessidade de construir novas obras.

O plano de governo tucano prevê iniciativas de curto e médio prazo, voltadas ao fomento do turismo e com o estabelecimento de gestão profissional na área e a criação de um calendário da cidade, com funcionamento de março a novembro.

No longo prazo, a proposta é criar a Tecnopontal, uma autarquia voltada à formação de mão de obra, que poderia atender o futuro polo industrial da cidade e o porto, caso essa iniciativa venha a se concretizar.

PLANO DE GOVERNO

REFORMA ADMINISTRATIVA
Redução das atuais 15 secretarias municipais por dez secretarias. Utilização dos recursos financeiros economizados em investimentos na área social.

SAÚDE
Reestruturação das Unidade Básicas de Saúde e aquisição de duas ambulâncias UTI

EDUCAÇÃO
Discussão de um plano de carreira da categoria e investimento na modernização dos atuais equipamentos do setor

EMPREGO E RENDA
Criação de um calendário turístico de março a novembro com a profissionalização da Secretaria de Turismo e um plano de fomento do setor;

Criação da Tecnopontal, autarquia responsável pela formação de mão de obra para setores demandados como indústria não poluente e porto, por exemplo, por meio de parcerias com entidades do Sistema S e universidades.

QUESTÃO FUNDIÁRIA
Desenvolvimento de um plano de regularização fundiária que permita resolver o problema em cerca de um ano e meio.

SEGURANÇA
Aumentar o efetivo da Guarda Municipal;

Reivindicar junto ao governo estadual a transformação da companhia da PM em batalhão, que resultaria no aumento do efetivo da corporação na cidade.

Criação de um centro de vigilância eletrônica integrada com câmeras, que seria utilizado pelas forças de segurança e associações de moradores.

TRANSPORTE URBANO
Instalação de uma usina de biometano no lixão da cidade e aproveitar o combustível produzido para o transporte urbano. Seriam adquiridos seis ônibus movidos a biometano com tarifa zero para o munícipe, a exemplo de projeto semelhante operado em Cascavel e na Usina Hidrelétrica de Itaipu.

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ELEIÇÕES 2020

Justiça Eleitoral suspende multa e punições para quem não votou em 2020

Decisão do presidente da Corte já está valendo, mas deverá ser confirmada no mês que vem

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A Justiça Eleitoral suspendeu as punições para quem não votou nas eleições municipais de 2020 e não apresentou justificativa ou não pagou a multa à Justiça Eleitoral.

Uma resolução do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, retirou as consequências para os eleitores que não apresentaram justificativa por não votar e que também não pagaram a multa.

A medida, assinada pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, tem validade imediata, mas ainda precisa ser confirmada pelo plenário do Tribunal, que só deve se reunir na volta do recesso, em fevereiro.

Entre as punições que foram suspensas está a proibição de tirar passaporte ou carteira de identidade; inscrever-se em concurso público; renovar matrícula em instituições de ensino; e receber pagamentos por função ou emprego público.

Embora apenas o Congresso tenha competência para anistiar as multas, a Justiça Eleitoral pode impedir que os eleitores sofram as consequências decorrentes da ausência durante o período excepcional da pandemia.

O ministro Luís Roberto Barroso (foto), justificou a suspensão das punições alegando que o agravamento da pandemia dificulta a justificativa eleitoral e o pagamento da multa.

Uma resolução do TSE de março do ano passado, no início da pandemia, abriu uma possibilidade temporária de suspender a punição por não votar. Caso o Congresso Nacional não aprove a anistia das multas até o dia 30 de abril, os eleitores terão que acertar as contas com a Justiça Eleitoral.

Com informações da Agência Brasil
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ELEIÇÕES 2020

Prazo para mesário faltoso justificar ausência termina nesta terça-feira

Multa é de até um salário mínimo para quem não apresentar justificativa

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Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE

Termina nesta terça-feira (15) o prazo para os mesários que faltaram ao trabalho no primeiro turno das eleições municipais apresentarem uma justificativa para a ausência.

Conforme o calendário eleitoral, os mesários têm um mês para fazer a justificativa após cada turno. Neste ano, o primeiro turno foi realizado em 15 de novembro.

Quem não apresentar justificativa poderá ser condenado pela justiça eleitoral ao pagamento de multa de até um salário mínimo. Para quem é servidor público ou funcionário de autarquias a punição pode ser a suspensão por até 15 dias no trabalho.

Para os mesários que faltaram no segundo turno o prazo para realizarem a justificativa termina em 07 de janeiro.

Diplomação

Prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos neste ano deverão ser diplomados pelos tribunais regionais eleitorais até sexta-feira (18). A diplomação é o último passo para a posse dos eleitos, que deverá ocorrer no dia 1º de janeiro.

Com informações da Agência Brasil
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ELEIÇÕES 2020

Cidade de Matinhos poderá ter nova eleição para Prefeito

Zé da Ecler havia sido cassado pela Câmara e concorreu graças a uma liminar

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A cidade de Matinhos, no Litoral do Paraná, poderá ter nova eleição para Prefeito.

Uma decisão da desembargadora Regina Helena Afonso de Oliveira Portes, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), relatora do Pedido de Tutela de Urgência formulado pela Câmara Municipal de Matinhos, revogou, nesta sexta-feira (11), a liminar concedida ao prefeito eleito em 15 de novembro.

José Carlos do Espírito Santo, o “Zé da Ecler”, quando vereador, havia perdido o mandato pela Câmara Municipal e, portanto, não poderia concorrer nem à reeleição de vereador nem a prefeito do município, mas conseguiu retornar à Câmara e concorrer a prefeito graças a uma medida liminar.

A desembargadora considerou uma série de fatores jurídicos para fundamentar sua decisão, ressaltando que Zé da Ecler teve seu mandato extinto em face de não ter comparecido em sessões extraordinárias na Câmara de Vereadores, bem como teve seu mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, e considerou legais as decisões da Câmara Municipal que o afastaram de suas funções.

Regina Helena Afonso de Oliveira Portes destacou que a legalidade dos decretos emanados pela Câmara Municipal não poderia ter sido modificada em caráter liminar, como conseguiu Zé da Ecler.

O mandato do Vereador já havia sido extinto quando do julgamento do Agravo de Instrumento, que lhe permitiu retornar à Câmara e, sob liminar, concorrer à Prefeitura.

“Assim, como já decidido anteriormente, a decisão da Câmara Municipal de Matinhos tem o escopo de afastar os maus agentes públicos que não estão aptos a desempenhar a função pública. Portanto, no mérito, os Decretos 002/2019 e 003/2019 devem ser preservados, até posterior análise do mérito das respectivas ações principais ainda em primeiro grau”, escreveu a desembargadora.

VEJA A DECISÃO

NOVA ELEIÇÃO

A decisão faz com que surja a possibilidade de que uma nova eleição seja realizada em Matinhos. A data para o novo pleito, caso aconteça, seria 26 de março de 2021.

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