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Economia

Paranaguá perde em qualidade de vida para cidades do mesmo porte

Indicadores econômicos revelam uma Paranaguá rica, mas que perde em qualidade de vida para cidades do mesmo porte

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Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal

Paranaguá, PR
Agora Litoral

A boa gestão de uma cidade é primordial para que ela se desenvolva de maneira saudável e próspera para o seus moradores. Com Paranaguá não é diferente.

Ocupando uma posição de destaque nos principais indicadores econômicos, o crescimento da cidade esbarra na carência de infraestrutura, e na falta de investimento e planejamento.

Um exemplo disso é a ocupação irregular do solo, que formou bairros densamente habitados e pouco estruturados, a exemplo do Jardim Iguaçu, onde apenas uma ponte dá acesso à localidade que abriga hoje, pelo menos 10 mil moradores, contando com a Vila Marinho e o recém fundado Jardim Figueira.

Mesmo figurando na lista dos municípios que mais arrecadam no Paraná, Paranaguá está longe das melhores posições nos indicadores sociais e de qualidade de vida, aparecendo em posições inferiores a cidades do mesmo porte, e consideravelmente menos ativas na economia.

A reportagem do Agora Litoral pesquisou a colocação da maior cidade do litoral e comparou com outros seis municípios com população semelhante no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Os resultados alertam para a necessidade de uma mudança na cultura local e expõe dados preocupantes: Paranaguá perde para todas quando se trata de educação, investimento e qualidade de vida.

Veja:

Fonte: Ipardes | TRE | IBGE

Número de secretarias:

Dentre todas as cidades pesquisadas, Paranaguá é a que tem o maior número de secretarias municipais – O que gera gastos administrativos e onera os cofres públicos:

Fonte: Portal da Transparência | Prefeitura

Economia

É a cidade que mais arrecadou ISS (Imposto Sobre Serviço), pago por empresas que se instalam na cidade. Em 2014, o levantamento mostra que Paranaguá arrecadou R$ 90 milhões – Quase o dobro do que Dourados (MS) e Araucária (PR).

Fonte: Siconfi | Tesouro Nacional

É também a cidade que mais arrecada imposto, se comparado o número de habitantes. São mais de R$ 600 reais por morador:

Fonte: Siconfi | Tesouro Nacional

Fonte: Siconfi | Tesouro Nacional

Discrepâncias

Mas em contrapartida ao desempenho econômico, Paranaguá é a cidade com o pior resultado na relação de investimento. É a cidade que figura abaixo de todas as pesquisadas, se comparado a valor investido em melhorias com base nas receitas.

Fonte: Tesouro Nacional

Em uma comparação direta com Guarapuava, no centro-oeste do Paraná, o município litorâneo aparece abaixo na relação de investimento em saúde, mas gasta quase três vezes mais com administração (cargos, passagens, etc). Paranaguá ainda investe menos em urbanismo e menos de 1% em saneamento básico, o que poderia por exemplo prevenir enchentes.

Fonte: Siconfi | Tesouro Nacional

Nos indicadores de qualidade da saúde pública, a cidade aparece abaixo de Jundiaí do Sul, município com 3 mil habitantes no interior do PR. Isso representa a 159ª colocação no estado:

Fonte: Siconfi | Tesouro Nacional

Educação:

Da mesma forma que a saúde pública, a cidade também aparece em posição desprivilegiada em nos dados da educação. Fica quatro posições abaixo de Guarapuava, em 326º no estado.

Fonte: IFDM | FIRJAN

Conclusão:

Os dados comprovam uma Paranaguá rica na economia, mas pobre em gestão e distribuição dos investimentos.


 

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Economia

Petrobras aumenta o preço médio do diesel

REAJUSTE DE 0,7% SERÁ DE 16 A 31 DE DEZEMBRO

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A Petrobras informa que o preço médio do diesel, praticado pela companhia em suas refinarias e terminais, passará a ser de R$ 1,8115 por litro, no período de 16/12/18 a 31/12/18. Isso equivale a   um aumento de 0,7%, em decorrência da aplicação da metodologia estabelecida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) na Resolução nº 743/2018.

O valor reflete a média aritmética dos preços de diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela Petrobras em suas refinarias e terminais no território brasileiro. Este novo período do Programa de Subvenção continua a prever o ajuste nos preços médios regionais (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte sem Tocantins e Nordeste com Tocantins).

A companhia informa ainda que recebeu, na sexta-feira (14), o pagamento da subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, no valor de R$ 665,4 milhões, referente ao 3º período da 3ª fase do programa (de 30/09/18 a 29/10/18).

Colaboração Bem Paraná
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Obras ampliam capacidade de embarque no Porto de Paranaguá

INVESTIMENTOS ULTRAPASSAM OS R$ 500 MILHÕES

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O Porto de Paranaguá ganha mais capacidade de embarque com os dois novos conjuntos de obras, que somam R$ 509 milhões em investimentos. Uma é a dragagem do canal de acesso ao porto. A outra é a expansão do cais de atracação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

As obras foram entregues nesta quinta-feira (22), com a presença da governadora Cida Borghetti e do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro. Durante a solenidade os dois assinaram um convênio que permitirá ao Estado construir quatro novas trincheiras no trecho da BR-277, que corta o município de Paranaguá.

A dragagem de aprofundamento foi a primeira feita no Porto de Paranaguá em 20 anos. A obra recebeu investimentos de R$ 394 milhões do Ministério dos Transportes. Com o aumento da profundidade, em média, de 1,5 metro, cada navio graneleiro que atraca em Paranaguá poderá embarcar até 10,5 mil toneladas a mais, o que representa um aumento mensal, apenas no Corredor de Exportação, de 315 mil toneladas de grãos.

No TCP, com a expansão do cais, o ganho será de até 15 mil toneladas incrementais por navio. O investimento foi de aproximadamente R$ 115 milhões, feito pela própria empresa.

CAPACIDADE
Cida Borghetti destacou a posição do Paraná como um dos mais fortes produtores de grãos do País. “A produção paranaense passa pelo Porto de Paranaguá e o aumento da capacidade de embarque no terminal é significativo para movimentar tanto a economia portuária como o setor do agronegócio”, disse a governadora. “Isso representa incremento significativo da arrecadação e faz com que o Porto de Paranaguá permaneça no ranking nacional e internacional como um dos mais importantes portos da América Latina”, afirmou.

O ministro Valter Casimiro também enfatizou a importância do investimento. “Paranaguá é o segundo maior porto do País, com movimento forte de grãos, hoje em torno de 50 milhões de toneladas”, disse o ministro. “A dragagem que entregamos é importante para recuperar o calado, reduzir custos operacionais e garantir mais competitividade aos produtos brasileiros no mercado mundial”, destacou.

Segundo o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Lourenço Fregonese, a dragagem possibilitará que o Porto de Paranaguá cresça mais 15 milhões toneladas até 2025. “No nosso plano de desenvolvimento portuário estamos trabalhando com um projeto para que em 2030 façamos 82 milhões de toneladas”.

30 QUILÔMETROS
As obras de dragagem de aprofundamento do Porto de Paranaguá foram concluídas no mês de novembro, nos termos do projeto contratado pelo Ministério dos Transportes junto à empresa DTA Engenharia, vencedora da licitação. Com a dragagem, o Canal da Galheta passa a ter 16 metros de profundidade, um a mais do que a profundidade atual. Já a bacia de evolução do Canal ganha mais dois metros de profundidade, passando de 12 para 14 metros. As áreas intermediárias, localizadas entre o Canal da Galheta e a bacia de evolução, passam a ter entre 14 e 15 metros de profundidade.

A dragagem ocorreu em três áreas que permitem o acesso de navios numa extensão de, aproximadamente 30 quilômetros. Ao todo foram dragados 14,2 milhões de metros cúbicos de sedimentos, quantidade suficiente para encher 15 estádios de futebol como o Maracanã. Todo o processo de obtenção do licenciamento ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis foi conduzido pela Appa.

PRESENÇAS
Participaram da solenidade de entrega o diretor de Infraestrutura Portuária e Gestão ambiental do Ministério do Transportes, Bruno Semeghini; o diretor-presidente do terminal de Contêineres de Paranaguá, Luiz Antônio Alves; diretor-presidente do Instituto Brasil Logística, Tiago Lima; a ministra conselheira do comércio da República Popular da China no Brasil, Cha Chaoling; o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Denit), José da Silva Tiago; o diretor do Departamento de Outorgas Portuárias do Ministério do Transporte, Ogarito Linhares; o deputado federal Ricardo Barros, a deputada federal Cristiane Yared; o secretário especial do Trabalho, Paulo Rossi; o prefeito Marcelo Roque, de Paranaguá; outros prefeitos e vereadores do Litoral; lideranças e funcionários do Porto.

Infográfico do Ministério dos Transportes mostra a dragagem do Porto de Paranaguá. – Foto/Arte: Divulgação APPA

Fonte: AEN / Fotos: Jonas Oliveira
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Economia

Pedágio deverá subir até 4% esta semana no Paraná

PREÇO SERÁ REAJUSTADO ENTRE 2,5% E 4% EM TODAS AS PRAÇAS

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A partir desta sexta-feira, 1º de dezembro, entram em vigor os novos valores cobrados nas praças de pedágio pelas concessionárias que atuam no Estado. Embora o valor exato ainda não esteja fechado, a estimativa é que o incremento fique entre 2,5% e 4%, segundo informações repassadas pelo Governo do Paraná. Os novos preços deverão ser revelados nos próximos dias, provavelmente na quarta-feira (29).

Hoje, os documentos referentes aos índices do reajuste tarifário, assim como da revisão de contrato, estão com a Agência Reguladora do Paraná. Esses documentos foram encaminhados na última sexta-feira (24), por parte da Coordenadoria de Concessão e Pedágios Rodoviários do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). Os valores de reajuste são discutidos junto à seccional paranaense da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) explicou que o reajuste tarifário é anual, em especial para a atualização dos valores, pela inflação acumulada no período. Esse incremento, segundo a nota, é “definido a partir de um conjunto de índices setoriais divulgados mês a mês pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A definição do valor final é feita com base em índices de terraplanagem, pavimentação, obras de arte especiais, construção civil, entre outros”.

VALORES

Caso o reajuste do pedágio seja aplicado pelo índice mais alto, na casa de 4%, uma viagem entre Paranaguá e Curitiba, por exemplo, de ida e volta, que hoje custa R$ 37,40, ficaria em torno de R$ 39,90 para um automóvel. Se o reajuste for o menor, de 2,5%, ida e volta a Curitiba sairia por R$ 38,30. Hoje esse trajeto custa R$ 37,40.

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