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Paranaguá

Mulher morta por sargento PM fez pelo menos três B.Os contra ele

ELA FOI ASSASSINADA NO SÁBADO EM PARANAGUÁ

Agora Litoral
Jocileine Siqueira Airoso, morta pelo policial militar aposentado e ex-marido Sidnei da Rosa Silva em Paranaguá no sábado (20), fez pelo menos três boletins de ocorrência (B.O.) contra ele por agressão e tentativa de homicídio ao longo de 2018, conforme informou a Polícia Civil do Paraná.

Sidnei matou a ex-mulher a tiros em frente aos filhos do casal e depois se suicidou. Por causa de uma destas agressões feitas por ele no ano passado, Jocileine tinha uma medida protetiva contra Sidnei que impedia que o ex-PM chegasse perto dela.

De acordo com a Polícia Civil, Jocileine tinha feito B.Os contra ele em janeiro, abril e outubro de 2018. Apesar disso, nenhum inquérito foi finalizado e Sidnei não foi preso pelas agressões à ex-mulher.

“O ex- policial apresentava um quadro psiquiátrico complexo, então ficou difícil de fazer apreciação do pedido de prisão porque havia demanda de informações [sobre o quadro de saúde dele]”, afirmou a delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) de Paranaguá, Maria Nysia Moreira Nanny.

Segundo a família de Sidnei, ele tinha problemas de depressão e alcoolismo.

De acordo com a delegada, a falta de uma Delegacia da Mulher na cidade e a falta de servidores da polícia na cidade também colaboraram para a lentidão das investigações.

Agressões
O primeiro boletim, de 2 de janeiro de 2018, foi feito após Sidnei ir armado à casa da irmã de Jocileine, onde ela estava morando. Ele ameaçou que mataria a ex-mulher caso ela não voltasse com ele à casa do ex-PM.

Segundo o Boletim de Ocorrência, Sidnei atirou na parede durante uma discussão e saiu da casa.

Em 23 de abril, Jocileine fez outro B.O contra Sidnei por novas agressões e ameaças. Desta vez, ela disse à polícia que o ex-marido jogou o carro contra ela em uma rua, tentando atropelá-la.

Segundo a polícia, Sidnei também mandou Jocileine retirar denúncias contra ele, sob risco dela perder a pensão dos filhos que era paga pelo ex-PM.

Alguns meses mais tarde, em 23 de outubro, a polícia foi até a casa de Jocileine após Sidnei agredi-la com socos e golpes de facão. Na oportunidade, ele agrediu também a irmã de Jocileine.

Segundo a delegada do Nucria, Sidnei não tinha autorização para a arma usada no crime.

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