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Paranaguá

CAPS realiza várias atividades para prevenir suicídio neste mês

TEMA DEVE SER LEVADO ÀS SALAS DE AULA

Agora Litoral
A Diretoria de Saúde Mental, por meio do Centro de Apoio Psicossocial (CAPS), realiza diversas atividades neste mês para prevenir o suicídio, tema da campanha “Setembro Amarelo”.

As ações vão de oficinas terapêuticas, rodas de conversa, grupos operativos, distribuição de folders para pacientes em tratamento e até treinamento para pedagogos das redes municipal e estadual e de escolas particulares de Paranaguá, para que o tema seja levado com mais frequência às salas de aula da cidade.

DADOS
O suicídio foi a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em 2017, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Entre a população em geral está em número 15 no ranking.

Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2016 foram registrados 45.468 casos de tentativas e óbitos por suicídio no Brasil, do sexo masculino e feminino. Destaca-se o registro na faixa etária de 10 a 19 anos, um total de 10.802 casos, sendo 3.029 masculinos e 7.773 femininos.

“Considerando os números apontados, observamos a necessidade de construir ações voltadas à prevenção ao suicídio”, observou a coordenadora do CAPS, a assistente social Tathiane Silva Ferreira. “Precisamos perder o medo de falar sobre o assunto e compartilhar informações. Como continua sendo um grande tabu, enfrentamos dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca de ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação. Devemos conscientizar, esclarecer e estimular o diálogo para mudar esta realidade”, completou a dirigente.

PALESTRAS
O CAPS vai oferecer a palestra “Valorização à Vida” para pedagogos das escolas estaduais de Paranaguá no dia 18, no auditório do Colégio José Bonifácio. Para os profissionais de Ensino Fundamental I da rede municipal e de escolas particulares a palestra ocorrerá dia 25, no auditório da Secretaria Municipal de Educação e Ensino Integral (Semedi), que também participa dessa conscientização em parceria com a pasta de Saúde e do Núcleo Regional de Educação (NRE).

“Nosso objetivo é sensibilizar, dialogar, orientar, conscientizar e tornar estes profissionais da educação disseminadores de informações e integrá-los à Rede de Apoio Psicossocial (RAPS)”, completa Tathiane Silva Ferreira, coordenadora do CAPS.

UBS É PORTA DE ENTRADA
O diretor de Saúde Mental da Semsa, o psicólogo Felipe Carvalho, lembrou que as unidades básicas de saúde (UBS) são “a porta de entrada para qualquer tipo de situação de saúde mental. É na UBS que o paciente será avaliado e encaminhado para o tratamento adequado, que em Paranaguá é oferecido na rede municipal no ambulatório de saúde mental (no Hospital João Paulo II) ou no CAPS”, explicou.

O atendimento é feito por equipe multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra, terapeuta ocupacional, assistente social e demais profissionais. O tratamento oferecido vai desde psicoterapia a atividades diárias, com acompanhamento.

De acordo com o diretor, um dos fatores de risco mais prevalentes nestes casos diz respeito ao sentimento de exclusão e não-pertencimento, que não devem ser desconsiderados pelos educadores e familiares, em especial nas situações de bullying ou discriminação racial ou de gênero.

“São grupos vulneráveis, devido à pressão social e a discriminação. (…) Entre os sintomas que requerem atenção para obter ajuda estão o isolamento social e também se o paciente falar em suicídio. É importante correr e procurar atendimento profissional”, destacou Felipe Carvalho.

Profissionais da equipe que realiza o atendimento verificam que problemas de diálogo entre o paciente e seus familiares são frequentes. “Nós como profissionais temos que ouvir sem julgamentos, mas essa é uma dificuldade que percebemos bastante entre pais e filhos. A família é uma parte muito importante nesse processo e por isso pedimos que procurem ajuda o quanto antes para pessoas que podem ter tendência a suicídio, antes que seja tarde demais”, alertou o psicólogo Felipe Carvalho.

Situações envolvendo autoagressão (como mutilação e cortes no próprio corpo) também requerem atenção especial.

CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA
O CAPS, como um dos equipamentos de Saúde Mental de Paranaguá, participará da mobilização do Setembro Amarelo, promovido pela 1ª Regional de Saúde, no dia 26, no Instituto Superior do Litoral (Isulpar), das 8h30 às 12h30.

A previsão é que o evento tenha a presença de profissionais de outros municípios do litoral.

Serão expostas durante o evento ações municipais, palestra e detalhes sobre o trabalho do Centro de Valorização a Vida (CVV), um dos mobilizadores do Setembro Amarelo no Brasil.

“Atuante nas situações de crises como complemento de um tratamento, o CVV promove apoio emocional e prevenção ao suicídio, por meio do telefone 188 e também por chat e e-mail. É um serviço gratuito, disponível 24 horas por dia, 365 dias do ano. Precisando conversar sobre seus sentimentos, dores e angústias, de forma sigilosa e sem julgamentos, ligue 188”, comentou a coordenadora do CAPS, Tathiane Silva Ferreira.

Da PMP

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