–:–:–
Conecte-se conosco

Petróleo atinge US$ 98 após tensões entre EUA e Irã

Os conflitos na região do Oriente Médio intensificam as preocupações sobre o fornecimento global de petróleo.

33 visualizações
Petróleo ultrapassa marca de US$ 98 após ataques no Oriente Médio

O preço do petróleo superou a marca de US$ 98 nesta segunda-feira (7), atingindo o maior nível desde junho. Essa alta ocorre em meio a novos confrontos entre os EUA e o Irã, que envolvem ataques a navios petroleiros e uma refinaria saudita.

Conflitos no Oriente Médio e suas consequências

A escalada militar entre os Estados Unidos e o Irã, que se intensificou no final de semana, gerou preocupação entre os investidores sobre possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Esses temores têm impulsionado as cotações da commodity. Por volta das 13h, o contrato de novembro do Brent, referência internacional, registrava um aumento de 0,98%, alcançando US$ 97,22. Em seu pico, o preço chegou a US$ 98,05, representando uma alta de 1,84%, o maior valor desde 8 de junho, quando atingiu US$ 98,08.

Impactos dos ataques na Arábia Saudita

Na manhã de hoje, as instalações da Saudi Aramco em Jizan foram alvo de ataques, com a refinaria já tendo sido atacada anteriormente por forças houthis, que são aliados do Irã no Iémen. Fontes indicam que o ataque recente teve proporções semelhantes ao ocorrido em agosto. A refinaria de Jizan, uma das maiores do país, possui capacidade para processar até 400 mil barris de petróleo diariamente.

Reação militar e aumento de tensões

No último sábado (5), o Comando Central dos EUA informou que atacou três petroleiros iranianos. Um dos navios estava próximo à Ilha Kharg, um ponto crucial para as exportações de petróleo do Irã. Em resposta, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado embarcações americanas e outros petroleiros em rotas não autorizadas. De acordo com a empresa de inteligência marítima Marisks, os petroleiros atacados foram identificados como Downy, Stark I e Kylo (Noxen).

Redução no tráfego marítimo no estreito de Hormuz

O aumento das hostilidades também impactou o tráfego pelo estreito de Hormuz. Dados da Kpler mostram que a média de navios de carga que transitaram pela passagem caiu para dez por dia nos últimos dez dias, o menor nível desde maio. No último sábado, apenas duas embarcações cruzaram o estreito, enquanto seis o fizeram no domingo, a maioria seguindo pela rota iraniana.

Risco elevado para embarcações

A Maersk descreveu os ataques como uma “escalada significativa do conflito marítimo”, apontando que petroleiros comerciais estão sendo utilizados como ferramentas de pressão econômica, borrando a linha entre confrontos militares e atividades comerciais. Com isso, o risco para embarcações relacionadas ao Irã e aos EUA se torna extremo.

Desde 6 de julho, houve 27 incidentes envolvendo danos a embarcações no Estreito de Ormuz, conforme dados da UK Maritime Trade Operations (UKMTO). No último domingo, um superpetroleiro e três graneleiros entraram na passagem, mas um petroleiro que tentava deixar a região teve que retornar, evidenciando a crescente tensão na área.

Mais em Mundo

Ver tudo →