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Mulher de Lito Sousa esclarece processo para obter remédio experimental

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Mulher de Lito Sousa nega favorecimento para conseguir remédio experimental

Neste sábado, 5, Mila Seidl, esposa do influenciador Lito Sousa, utilizou suas redes sociais para esclarecer que a autorização para uso de um medicamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob não foi fruto de favorecimento por parte de autoridades ou da Anvisa.

Esclarecimentos sobre o processo de autorização

Mila ressaltou que a família conduziu as negociações diretamente com a farmacêutica responsável pelo remédio, contando com o suporte dos médicos que assistem Lito. “Algumas pessoas comentaram que a Anvisa fez uma exceção. Não foi isso. Há um regulamento claro que permite essa solicitação”, disse. Ela enfatizou que o procedimento é acessível a qualquer cidadão em situações semelhantes.

Trâmites legais e suporte médico

A esposa de Lito explicou que todo o processo de autorização seguiu os trâmites legais estabelecidos. “Eu e o doutor Fugino nos preparamos bem, reunindo toda a documentação necessária fornecida pela farmacêutica, incluindo exames e outros dados relevantes”, contou. Ela também expressou gratidão pelo apoio que recebeu durante a campanha de divulgação realizada nas redes sociais, que foi crucial para buscar a alternativa terapêutica.

A Anvisa concedeu a autorização para a importação e uso do medicamento no dia 4 de agosto, em caráter excepcional. Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara e progressiva, para a qual não há tratamentos eficazes disponíveis.

Rebatendo rumores de favorecimento

Durante os vídeos, Mila desmentiu informações de que teria recebido apoio de ministros ou empresários para garantir o medicamento. “Todo o processo foi realizado por conta própria. Fizemos reuniões com representantes da farmacêutica e, devido à singularidade do caso de Lito, foi liberado o uso compassivo”, explicou.

A Anvisa declarou que a autorização foi concedida em resposta à rápida evolução da doença e à falta de um patrocinador formal no Brasil para o produto. Este tipo de acesso é destinado a pacientes com condições graves que não têm alternativas terapêuticas disponíveis.

Buscando alternativas e a urgência do caso

Mila também comentou que, inicialmente, a família buscou a participação de Lito em um estudo experimental, mas essa tentativa não teve êxito. “Foi negado, não porque ele não atendesse aos requisitos, mas porque o estudo estava fechado para novos participantes”, esclareceu.

Após essa negativa, a família procurou outras opções, levando à solicitação de autorização para o uso do remédio compassivo. De acordo com Mila, houve um entendimento entre os órgãos envolvidos para acelerar o processo, que passou por várias instâncias nos Estados Unidos e Brasil, incluindo a Anvisa e o FDA.

“Apesar de todo o esforço, foi um período angustiante. O trâmite acelerado levou cerca de uma semana, e perdemos tempo precioso”, lamentou. Dados recentes da Anvisa indicam que, em 2024, o tempo médio para autorização desse tipo de uso compassivo foi de 15 dias, com 48 programas autorizados ao longo do ano.

A situação de Lito Sousa e sua busca por tratamento evidencia a complexidade e a urgência enfrentadas por pacientes com doenças raras, além da importância de um sistema de saúde que responda rapidamente a essas necessidades.

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