A banda irlandesa U2 quebrou o silêncio e criticou abertamente a decisão de retirar o rapper Macklemore da turnê norte-americana de Ed Sheeran. Durante uma conversa recente com a emissora britânica BBC News, os músicos abordaram a polêmica e saíram em defesa da livre manifestação no meio artístico.
Contexto da polêmica nos Estados Unidos Toda a controvérsia teve início em setembro, quando o rapper foi cortado da Loop Tour de Ed Sheeran. A exclusão aconteceu após apresentações no MetLife Stadium, em Nova Jersey, onde o artista fez declarações públicas de apoio aos palestinos e apresentou a música de protesto Hind’s Hall.
As falas geraram forte reação contrária por parte do Conselho Israelense-Americano e do bilionário Robert Kraft, dono do New England Patriots e do Gillette Stadium, que pressionaram contra a presença do músico. Em sinal de apoio ao colega, nomes como Finneas, Lukas Graham, Beoga e membros da própria banda de suporte de Sheeran abandonaram os espetáculos subsequentes.
Posicionamento dos integrantes da banda Durante a entrevista, o guitarrista The Edge abordou o episódio ponderando que, embora apoie o colega, o cantor britânico não deve ser transformado em vilão pela situação. “Apoiamos totalmente o direito de Macklemore, como artista, de dizer o que quis dizer”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Não acho que Ed deva ser vilanizado”.
O baterista Larry Mullen Jr. também participou da conversa e reforçou que o engajamento social é uma prerrogativa pessoal de cada criador. “Os artistas podem escolher se querem ser politicamente ativos ou não. É um direito humano”, declarou.
Crítica severa a empresários e bilionários Retomando a palavra, The Edge enfatizou que o grupo musical vai persistir na defesa da livre expressão, impondo apenas o limite contra a apologia à violência. “Nenhum bilionário, empresário ou proprietário tem o direito de censurar ninguém. E certamente nunca vão nos censurar”, afirmou.
O episódio segue repercutindo fortemente no cenário musical internacional, reacendendo debates sobre os limites entre engajamento político, pressões financeiras e a liberdade criativa nos grandes palcos do mundo.








