–:–:–
Conecte-se conosco

Ações de big techs desabam nas bolsas globais com crise na inteligência artificial

Nasdaq registra maior queda diária desde 2025 e bolsas asiáticas também operam em forte baixa após onda de vendas.

35 visualizações
TSLA, NVDA, META, MSFT: ações de big techs derretem nas bolsas

O mercado financeiro internacional registrou uma forte desvalorização nos papéis das principais empresas de tecnologia do mundo. A cobrança sobre o retorno financeiro da inteligência artificial atingiu Wall Street, provocando perdas generalizadas nas chamadas big techs. A liderança negativa ficou com a Tesla (TSLA), que registrou um tombo de 10,8%. No mesmo movimento de baixa, a Nvidia (NVDA) despencou 9,3%, enquanto a Meta (META) e a Microsoft (MSFT) também fecharam o pregão com quedas acentuadas.

Impacto no índice Nasdaq e bolsas asiáticas O índice Nasdaq, focado em empresas tecnológicas nos Estados Unidos, sofreu um recuo de 5,52% na quinta-feira (05/11), marcando a sua pior retração diária desde abril de 2025. O efeito cascata alcançou os mercados asiáticos nesta sexta-feira (06/11): no Japão, o Nikkei encerrou as atividades com baixa de 5,96%. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou perda de 6,02%, chegando a cair 8,55% durante a sessão, o que forçou a suspensão das negociações por 20 minutos devido à forte volatilidade.

Diferente das concorrentes, a Apple (AAPL) apresentou o recuo mais brando entre as gigantes do setor, com queda de 1,53%. O desempenho menos negativo é atribuído à menor exposição da companhia na atual corrida corporativa por infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Crise na cadeia de semicondutores A onda de perdas também afetou severamente as fabricantes de chips e componentes eletrônicos. A AMD sofreu um tombo de 17,3%, ao passo que o índice de semicondutores da Filadélfia registrou baixa de 12,2%. No cenário asiático, a sul-coreana SK Hynix recuou 10,4% e a Samsung Electronics caiu 6,4%.

O movimento de correção nos preços reflete a crescente apreensão do mercado quanto ao volume massivo de capital exigido para viabilizar a expansão da inteligência artificial. Acionistas e analistas cobram prazos claros para que os bilhões investidos comecem a se traduzir em lucros reais, tanto para as desenvolvedoras de software quanto para a cadeia de suprimentos de hardware.

Investimentos multibilionários em infraestrutura Dados compilados pela agência Reuters apontam que Amazon (AMZN), Meta (META), Microsoft (MSFT) e Alphabet (GOOGL), dona do Google, elevaram conjuntamente seus aportes em infraestrutura de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em apenas um ano, montante equivalente a cerca de R$ 1,1 trilhão.

As projeções indicam que essas quatro corporações devem injetar mais US$ 232 bilhões (R$ 1,2 trilhão) no trimestre seguinte, elevando o total de gastos de capital do grupo para a marca de US$ 740 bilhões, o que corresponde a aproximadamente R$ 4 trilhões.

Incertezas regulatórias nos Estados Unidos A maior parcela desses recursos financeiros é direcionada para a ereção de novos data centers, aquisição de processadores avançados e ampliação de estruturas voltadas ao armazenamento e processamento de dados. Essas megaestruturas concentram milhares de máquinas essenciais para o treinamento e operação de modelos de inteligência artificial.

Apesar da forte expansão, o setor agora lida com um novo elemento de imprevisibilidade regulatória em território norte-americano. Os desdobramentos das eleições de meio de mandato, realizadas em terça-feira (03/11), garantiram ao Partido Democrata o controle da maioria no Congresso dos Estados Unidos, acendendo um alerta entre investidores sobre possíveis alterações nas leis que poderiam frear a demanda por chips.

Mais em Tecnologia

Ver tudo →