O Conselho Nacional de Política Energética deu sinal verde nesta sexta-feira para a fundação de uma força-tarefa voltada ao desenho da Estratégia Nacional de Eletromobilidade. O colegiado terá vigência inicial de 120 dias, com possibilidade de renovação por igual período, prazo no qual precisa entregar um panorama detalhado sobre o mercado nacional de automóveis eletrificados e as recomendações normativas para a área.
Objetivos centrais da estratégia O planejamento estratégico foca em três pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável da frota nacional.
Entre as metas estipuladas estão a ampliação da rede de recarga para suprir a frota circulante, o fomento à cadeia produtiva de minerais essenciais para a fabricação de acumuladores de energia e a atualização das normativas públicas voltadas ao transporte limpo.
Boom nas vendas impulsiona novas medidas Conforme avaliações da pasta ministerial responsável pelo setor, a iniciativa responde diretamente à aceleração expressiva na procura por modelos movidos a bateria e híbridos no território nacional.
Dados consolidados pela associação setorial indicam que o país registrou o emplacamento de 381.609 automóveis leves eletrificados entre os meses de janeiro e setembro de 2026. O montante representa um salto de 70% em comparação a todo o volume comercializado durante o ano anterior.
Governo multidisciplinar e dados energéticos Sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia, o colegiado reúne oficiais da Casa Civil e de pastas como Fazenda, Indústria e Comércio, Transportes, Cidades, Ciência e Tecnologia, além de Meio Ambiente.
A estrutura administrativa ainda integra autarquias de regulação, corporações energéticas, o banco de fomento nacional e o instituto de metrologia.
Em paralelo às discussões de mobilidade, o colegiado deliberou favoravelmente sobre a criação da Estratégia Nacional de Dados Energéticos e do respectivo comitê de governança, iniciativa voltada a otimizar a coleta e a transparência de informações no mercado elétrico.








