Integrantes da base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram nesta quarta-feira (4.nov.2026) a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecidas como “midterms”. O pleito, realizado na terça-feira (3.nov.2026), garantiu aos democratas o comando da Câmara dos Representantes e do Senado norte-americano pelos próximos dois anos, criando barreiras institucionais para a gestão republicana de Donald Trump. Até o fechamento desta reportagem, nem o Palácio do Planalto, nem o presidente Lula ou o vice-presidente Geraldo Alckmin haviam emitido manifestações oficiais sobre o cenário eleitoral americano.
Reações e paralelos com a política nacional Ministros e congressistas aliados ao governo federal interpretaram o resultado nas urnas norte-americanas como um revés direto para Trump e fizeram comparações com o cenário político do Brasil. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, foi um dos primeiros a se manifestar pelas redes sociais. “Um verdadeiro tsunami americano varreu os EUA. Mudança de rumo no mundo que começou com a onda vermelha aqui no Brasil. Derrota de Trump é uma vitória do mundo democrático. Viva a Democracia”, disse o ministro em sua conta no X.
Na mesma linha, o senador Randolfe Rodrigues ironizou bordões da ala conservadora ao comentar o resultado internacional. “Acontece no Brasil, acontece nos EUA. No final, quem interferiu fomos nós”, postou o congressista. Já o deputado André Janones avaliou que o pleito internacional reflete o momento político brasileiro atual. “A realidade é que a vitória do presidente Lula está inspirando o mundo inteiro. A gente tá mostrando pro mundo que, sim, nós podemos vencê-los de uma vez por todas”, publicou o deputado.
Críticas à extrema-direita e investigações Outros parlamentares da base governista também utilizaram as redes sociais para repercutir o avanço democrata e criticar a atuação de grupos conservadores. O deputado Lindbergh Farias destacou a rejeição a pautas radicais. “Derrota acachapante de Trump mostra que os EUA e o mundo estão disposos a impedir que a extrema-direita destrua o nosso futuro”, declarou o petista. O deputado Paulo Teixeira ressaltou as consequências institucionais do resultado, afirmando que “os escândalos do governo Trump agora serão investigados”.
Diversidade e representatividade nas urnas Além do confronto político partidário, lideranças políticas destacaram a vitória de novos perfis na política americana. O presidente nacional do PSB, João Campos, pontuou que o pleito demonstrou a ascensão de minorias. “Mais do que uma derrota de Trump, o resultado revela a formação de uma maioria diversa, que rejeita a política do confronto permanente e reafirma a força da democracia. Uma mensagem que ultrapassa as fronteiras americanas”, afirmou o ex-prefeito do Recife (PE).
A deputada Duda Salabert reforçou a leitura sobre a renovação e a contenção de alas radicais no exterior. “Os resultados representam uma mudança na correlação de forças políticas nos EUA e uma reação eleitoral ao facismo de Trump. Estamos presenciando o fim da era do retrocesso”, complementou a parlamentar.
Críticas severas da oposição e de outros setores O resultado também motivou críticas severas de outras correntes políticas do Brasil, a exemplo de Renan Santos, candidato à presidência e líder do Partido Missão. Ele direcionou ataques tanto aos republicanos quanto aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Essa desgraça de direita retardada dos republicanos, que tem, nos Bolsonaro, sua filial, tomaram uma taca. Que acabem logo. Trump toca um governo essencialmente corrupto que traiu seus eleitores. Que surja algo novo no lugar”, afirmou Renan em uma rede social.








