A construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da Serraria do Rocha, em Paranaguá, entrou na fase de acabamento. O investimento é de R$ 3.737.924,66, viabilizado pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Ministério da Saúde.
Na manhã desta terça-feira (3), o prefeito Adriano Ramos esteve no local para acompanhar o andamento dos trabalhos e verificar as próximas etapas da construção. A unidade deverá atender moradores da Serraria do Rocha e de comunidades próximas, com uma estrutura mais ampla e confortável.
“Viemos ao local para acompanhar o andamento das obras do novo posto da Serraria do Rocha, uma obra de grande importância. Precisamos entender que será um posto de saúde mais amplo, confortável, para atender melhor os moradores de toda a região e também oferecer uma estrutura adequada aos servidores que trabalham nesta unidade”, destacou.
O prefeito também afirmou que a nova estrutura permitirá ampliar as equipes de Saúde da Família, passando das atuais três para quatro.
“Muito diferente do que tínhamos aqui na Serraria do Rocha, esse posto vai proporcionar mais conforto à nossa população. Teremos muitas salas e a possibilidade de criar estratégias de Saúde da Família. Atualmente, são três equipes e vamos ampliar para quatro, para atender realmente todas as pessoas. É um investimento de mais de R$ 3,7 milhões. Um posto de saúde não é só concreto, parede ou janela. É um espaço de acolhimento humanizado, onde o cidadão possa chegar, ser muito bem recebido e ter o atendimento que merece”, afirmou.
Prazo de conclusão
A previsão inicial era entregar a unidade ainda em 2026. No entanto, as chuvas registradas em Paranaguá interferiram no andamento dos trabalhos, e a empresa responsável solicitou a prorrogação do prazo.
“Eu tinha uma previsão da empresa de entregar o posto de saúde ainda este ano, mas, como todos sabem, tem chovido muito na cidade. A empresa pediu uma dilação de prazo, e nós concedemos para que possa realmente fazer um trabalho adequado, um trabalho de qualidade para atender a população”, explicou o prefeito.
O engenheiro responsável pela obra, Jetmar Lovernic, informou que as principais etapas estruturais foram concluídas e que os trabalhos avançam agora para os acabamentos.
“Chegamos a uma fase decisiva da obra. Estamos avançando no percentual de execução e agora entramos na etapa de acabamento. Temos piso para executar, drywall e outros serviços. Finalmente estamos vendo a luz no fim do túnel e preparados para avançar para a conclusão da obra”, explicou.
“A nossa expectativa, conforme o cronograma executivo e físico-financeiro, é fevereiro de 2027. Estamos trabalhando com uma meta interna para janeiro, sabendo que temos períodos mais difíceis e algumas dificuldades. O prazo oficial é fevereiro, mas janeiro é uma meta ousada para tentar cumprir todos os itens”, afirmou Jetmar.
Entre os serviços ainda previstos estão a instalação das paredes em drywall, pisos, sistemas de prevenção e proteção contra incêndios (PPCI), gases medicinais e climatização.
Ações para ampliar o atendimento
Durante a visita, Adriano Ramos também comentou outras medidas da administração municipal para ampliar o acesso à saúde e reduzir o tempo de espera. Segundo o prefeito, o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) passou de seis a sete horas de espera, no início da gestão, para aproximadamente 28 minutos.
Ele também citou a ampliação do horário de funcionamento de unidades de saúde até as 23h, incluindo os postos da Vila Garcia, Branquinho, Divinéia, Alexandra e Jardim Iguaçu, além da extensão do atendimento em farmácias municipais.
“Estamos investindo muito em saúde. Na UPA de Paranaguá, conseguimos reduzir o tempo de espera, que era de seis a sete horas quando assumimos a gestão, e hoje está em 28 minutos. Também colocamos postos de saúde com horário estendido, até as 23 horas, para facilitar o acesso da população. Nossa missão é continuar investindo para resolver os problemas das pessoas”, ressaltou.
O prefeito também destacou o fortalecimento da atenção básica como estratégia para reduzir a demanda nos serviços de urgência e emergência. De acordo com ele, algumas unidades já conseguiram reduzir o tempo de espera por consultas para sete dias, enquanto anteriormente os pacientes aguardavam de três a quatro meses.
“Precisamos fortalecer nossas unidades básicas para desafogar a UPA. Conseguimos reduzir filas de espera em algumas UBSs para sete dias. Quando iniciamos a gestão, as pessoas esperavam três ou quatro meses por uma consulta. O investimento neste posto e a ampliação de uma equipe de Saúde da Família vão permitir atender melhor os moradores desta região”, afirmou.
Atendimento domiciliar e novas unidades
Outro serviço mencionado foi a ampliação do atendimento domiciliar, especialmente para pessoas com dificuldade de deslocamento. O prefeito citou a entrega de medicamentos nas comunidades insulares e o início de um projeto de curativos em casa, realizado por uma equipe multidisciplinar para atender pacientes acamados ou com mobilidade reduzida.
“Todos os meses, os remédios chegam para atender nossa comunidade, sem que essas pessoas precisem vir até Paranaguá para buscá-los. Também iniciamos um novo projeto de curativos, com uma equipe multidisciplinar preparada para atender quem precisa desse serviço em casa, principalmente pessoas acamadas e que têm dificuldade de deslocamento”, explicou.
Além da UBS da Serraria do Rocha, o município acompanha a construção de uma unidade de saúde na Ilha do Mel e a implantação do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS IJ), ao lado da UBS do Leblon.
“Temos mais duas obras sendo realizadas: o posto de saúde da Ilha do Mel, que está um pouco mais avançado do que o da Serraria do Rocha, e o CAPS Infantojuvenil, ao lado do posto de saúde do Leblon, que vai poder atender a saúde mental dos nossos jovens e das nossas crianças”, destacou.
Mutirão Puxa-Fila
O prefeito também confirmou a continuidade do mutirão Puxa-Fila, criado para antecipar consultas e reduzir o tempo de espera nas unidades básicas. A iniciativa será retomada em locais onde o prazo para atendimento ainda não está dentro da meta estabelecida pela administração.
“Esses mutirões, o Puxa-Fila, foram criados justamente para tirar aquelas pessoas que estavam aguardando há quatro ou cinco meses por um atendimento na UBS e fazer com que fossem atendidas mais rapidamente. Vamos voltar com o Puxa-Fila em algumas unidades, porque ainda não conseguimos chegar ao prazo de sete a dez dias para a consulta médica em todos os postos. É um trabalho importante, que deu certo e que vamos continuar realizando”, concluiu.











