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Cabeleireira começa salão com móveis emprestados e ajuda das duas irmãs, abre segunda unidade e forma equipe com mais de 50 profissionais em cidade da Bahia

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Cabeleireira começa salão com móveis emprestados e ajuda das duas irmãs, abre segunda unidade e forma equipe com mais de 50 profissionais em cidade da Bahia

O primeiro salão de Tamires Martins de Almeida Dourado, em Barreiras, na Bahia, funcionou com móveis emprestados e estrutura provisória. Anos depois, o negócio tinha duas unidades e uma equipe com mais de 50 profissionais. O crescimento não veio apenas de ampliar espaços: ela passou a formar pessoas dentro da empresa, inclusive quem chegava sem experiência. Em setembro de 2026, recebeu um prêmio estadual de empreendedorismo. O que aconteceu entre o salão improvisado e uma operação capaz de treinar sua própria equipe?

Por que Tamires decidiu abrir o salão?

Ela já havia trabalhado durante anos no setor de beleza quando resolveu conduzir o próprio negócio. Conhecia a rotina de atendimentos e as necessidades das clientes, mas não tinha recursos para montar a estrutura que imaginava. A falta de móveis novos ou de um espaço definitivo não impediu a abertura. O projeto começou com escolhas compatíveis com o dinheiro disponível.

Tamires convidou duas irmãs para serem sócias e reuniu auxiliares que trabalhavam com ela. Esse início mostra uma organização baseada em relações e experiência prévias, sem autorizar a ideia de que uma única pessoa fez tudo sozinha. O primeiro Capelli abriu com instalações provisórias e precisou gerar receita antes que a reforma de um endereço mais adequado se tornasse possível.

Como o salão deixou a improvisação inicial?

Os atendimentos começaram a pagar o funcionamento cotidiano e, com o tempo, financiaram a reforma do espaço. Não há uma data única de virada nem informação de que a primeira unidade tenha crescido sem dificuldades. A operação precisou ajustar ambientes, serviços e equipe à demanda. O dinheiro dos atendimentos foi usado para manter a atividade antes de ampliar a estrutura.

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A expansão de outros salões de beleza mostra que formatos de negócio e públicos podem variar muito. No caso de Barreiras, o ponto documentado é o caminho dos móveis emprestados até duas unidades. A segunda não surgiu por simples multiplicação do primeiro espaço: exigiu gente preparada para atender de maneira consistente.

Por que formar profissionais virou prioridade?

À medida que a demanda cresceu, Tamires percebeu que contratar apenas quem já estava pronto não seria suficiente para a equipe desejada. O Capelli passou a ensinar dentro da própria empresa. Pessoas sem experiência anterior puderam começar ali e desenvolver competências durante o trabalho, sob uma estrutura que também precisou acompanhar o aumento dos atendimentos.

Formar uma equipe não é o mesmo que abrir vagas indefinidamente. Requer tempo de supervisão, padrões de serviço e disposição para corrigir processos. A trajetória de formação interna aparece como um dos pilares do crescimento. O número de mais de 50 profissionais em 2026 reflete esse trabalho acumulado, não uma contratação feita de uma só vez.

O que havia nas duas unidades em 2026?

Em setembro, o empreendimento reunia duas unidades e mais de 50 profissionais, segundo a reportagem sobre a premiação. A empresa também utilizava energia solar e materiais biodegradáveis e promovia campanhas sociais. Essas práticas são parte da gestão relatada, mas não equivalem a uma medição completa da pegada ambiental ou a uma certificação técnica que a fonte não apresenta.

A escala da equipe mudou o papel de Tamires. Além de atender e administrar, era necessário coordenar formação, atendimento e manutenção dos espaços. As irmãs permaneceram parte da história empresarial. O prêmio não explica sozinho o sucesso: reconheceu um trabalho que já existia, com recursos humanos e estrutura diferentes do começo improvisado.

Qual prêmio Tamires conquistou?

Ela ficou em primeiro lugar na etapa estadual da Bahia, na categoria Pequenos Negócios do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios de 2026. O reconhecimento destaca sua trajetória empreendedora, mas não deve ser descrito como prêmio nacional. Também não há indicação de que o resultado garanta novas unidades ou a expansão da equipe depois daquele mês.

O contraste entre o primeiro salão e o prêmio ajuda a contar a história sem comprimi-la. Houve trabalho anterior no setor, sociedade com as irmãs, manutenção inicial com a receita dos serviços, reforma e formação profissional. Cada etapa respondeu a uma necessidade da anterior. A conquista pública chegou depois desse percurso, não no lugar dele.

O que sustenta o crescimento daqui para frente?

A capacidade de continuar formando e coordenando profissionais, atender bem e manter as duas unidades funcionando. A reportagem situa a empresa em um momento de expansão, mas não apresenta projeções verificadas de faturamento ou novas sedes. A trajetória mostra uma maneira concreta de crescer: investir nas pessoas que farão o serviço, além de melhorar o espaço físico.

A mobília emprestada virou um detalhe lembrado porque esclarece o ponto de partida. O desfecho conhecido é uma equipe numerosa e uma premiação estadual, não uma promessa de crescimento ilimitado. O salão que abriu com estrutura provisória se tornou uma organização que ensina o ofício a outros profissionais, e essa mudança explica mais que a simples contagem de unidades.

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