–:–:–
Conecte-se conosco

Taça das fivelas catarinense: onde ver as finais e horários

Estádio Orlando Scarpelli recebe as partidas decisivas com entrada gratuita e transmissão ao vivo neste sábado.

62 visualizações
Taça das Favelas SC: saiba onde assistir e horário das finais

A primeira edição catarinense da Taça das Favelas chega ao seu ápice neste sábado, com as partidas decisivas marcadas para começar às 14h no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O público poderá acompanhar os confrontos com entrada gratuita, bastando comparecer ao local a partir das 12h, horário de abertura dos portões.

Transmissão ao vivo na TV A cobertura completa das finais será exibida pela NSC TV, que transmite os duelos ao vivo para todo o estado. A equipe de transmissão conta com a narração de Jota Deschamps, comentários de Chico Lins e o trabalho de reportagem conduzido por Marcos Cassettari e Edsoul Amaral.

Confrontos decisivos e formato do torneio As disputas pelo título começam com a categoria feminina, colocando frente a frente as equipes do Monte Serrat e do Serraria. Na sequência, entram em campo os finalistas da categoria masculina, Monte Cristo e Pantanal, em busca da taça inédita em território catarinense.

As fases classificatórias que antecederam este momento decisivo ocorreram no Campo Comunitário do bairro Capoeiras, na região continental da capital. No torneio masculino, dez equipes foram divididas em duas chaves, classificando os dois melhores de cada grupo para as semifinais. Já o feminino reuniu seis times em grupo único no sistema de pontos corridos, avançando os dois primeiros colocados direto para a final.

Histórias de transformação nas comunidades Além da disputa esportiva, as equipes finalistas carregam projetos sociais fundamentados na inclusão e no apoio aos jovens das periferias da região metropolitana. O Monte Cristo é representado pelo projeto ‘Resgatando Sonhos’, liderado por Daniel Cristiano.

— Treinei no Figueirense, Avaí e Criciúma, tudo categoria de base, não cheguei ao profissional. Quando vim para cá [Monte Cristo] e comecei a me habituar mais dentro da comunidade, eu vi que estava faltando alguém para ser o exemplo e dar o suporte para a molecada que fica na rua. Aí como eu sei jogar futebol, agreguei o útil ao agradável — conta Daniel Cristiano.

Pelo lado do Pantanal, a equipe é comandada pelo professor de educação física João Vitor da Rosa, morador da Ilha de Florianópolis.

— É uma satisfação imensa transformar a molecada em homens. O futebol não é só bola, é transformação. O que mais me encanta é o nome da competição, ‘Taça das Favelas, porque é favela, é periferia, é dar oportunidade aos meninos que têm o sonho de jogar futebol, mas às vezez as vozes são silenciadas — afirma João Vitor.

Superação e inclusão no feminino Na decisão feminina, que não possui limite de idade, histórias de superação marcam a trajetória das atletas. A jogadora Mariana Rosa, de 40 anos, defende o Monte Serrat e encontrou no esporte forças para seguir em frente.

— A Taça das Favelas tem sido muito importante está sendo muito importante nesse momento da minha vida. Faz quatro meses que perdi meu marido, estava pensando em desistir do futebol, pois ele sempre estava ali comigo, mas a Taça me trouxe essa vontade de voltar a jogar futebol, os amigos me acolheram — disse Mariana Rosa.

O adversário da final, o Serraria, representa um projeto social vinculado ao Atlético Catarinense e sediado em São José, contando com atletas de diversas nacionalidades. O time nasceu da paixão de Thay Valtrin pelo esporte.

— Com nove anos eu me apaixonei por futebol. Eu fui criada pelo meu avô e pela minha avó e eu não tinha irmã, somente meus tios, aí como eles gostavam de futebol, então eu começei a gostar e a jogar na escola, e quando eu vim para cá esse era o esporte da comunidade e foi ali que eu me encontrei — conta Thay.

Origem e expansão nacional do torneio Idealizada em 2012 por Celso Athayde no Rio de Janeiro e organizada pela Central Única das Favelas (CUFA), a competição se consolidou no calendário esportivo brasileiro. Em 2022, o campeonato ganhou o formato nacional da “Taça das Favelas Brasil”, unificando as seleções estaduais.

Atualmente presente em 17 estados, o torneio mobiliza mais de 800 mil jovens em todo o país e revelou nomes de destaque para o futebol profissional, como o jogador Patrick de Paula, descoberto nas edições cariocas entre 2015 e 2017 antes de brilhar pelo Palmeiras. Após as decisões regionais, cada estado monta uma seleção unificada para disputar o Favelão, considerado o maior campeonato de favelas do planeta.

Mais em Esportes

Ver tudo →