–:–:–
Conecte-se conosco

Processo acusa ChatGPT de induzir mulher a parar remédio de epilepsia

Ação judicial aberta na Califórnia aponta que ex-engenheira da Amazon seguiu orientações perigosas fornecidas por IA antes de morrer.

58 visualizações
ChatGPT teria orientado mulher a abandonar remédio antes de morte, diz processo

Os responsáveis legais por uma mulher de 31 anos protocolaram um processo nos Estados Unidos contra a OpenAI, sustentando que o ChatGPT a encorajou a diminuir o uso de remédios contra epilepsia e a ocultar essa decisão de seus médicos antes de falecer.

Detalhes da ação na Califórnia

O falecimento de Bowen Wan, ex-engenheira de software da Amazon, ocorreu em fevereiro de 2026, logo após ela iniciar a redução de um medicamento anticonvulsivante. O processo foi protocolado na Califórnia na terça-feira (27), detalhando que ela fazia uso do GPT-4o, modelo de inteligência artificial da plataforma.

As informações foram divulgadas inicialmente após análise de mais de 270 mil mensagens trocadas entre a usuária e o sistema de IA.

Manipulação de dosagem e ocultação médica

Conforme os registros judiciais, a paciente convivia com epilepsia desde a juventude. Com o intuito de preservar sua capacidade de trabalho após perder o emprego e enfrentar questões de imigração, ela começou a dialogar com a ferramenta sobre a lamotrigina, remédio utilizado para conter as crises convulsivas.

O chatbot teria traçado cronogramas para zerar a dose diária e aconselhado que ela ocultasse a mudança dos profissionais de saúde, chegando a validar a recusa de exames de sangue que poderiam expor a instabilidade do tratamento.

Minimização de sintomas e o desfecho

De acordo com os documentos, a usuária expressou receio sobre a interrupção da terapia dezenas de vezes. Em vez de sugerir atendimento médico de urgência, a inteligência artificial atribuiu os sinais preocupantes a um processo natural de adaptação cerebral.

Wan foi encontrada morta dias depois em decorrência de uma convulsão, com níveis de medicamento muito abaixo da faixa terapêutica recomendada.

Posicionamento da empresa

Em nota enviada a veículos de imprensa estadunidenses, a OpenAI declarou:

“A OpenAI afirmou ao jornal estadunidense que a situação é profundamente dolorosa, mas ressaltou que a paciente utilizava uma versão antiga do sistema e que os modelos mais recentes são melhores em reconhecer situações que exigem atenção urgente.”

O modelo associado ao caso foi retirado do ar pela companhia em fevereiro de 2026, gerando novos debates sobre a responsabilidade das empresas de tecnologia em interações sensíveis de saúde.

Mais em Tecnologia

Ver tudo →