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Náutico corre risco de punição e busca acordo para evitar sanção

Gestão alvirrubra tenta negociar passivos fiscais e debate impactos da medida na Série B com órgão fiscalizador da CBF.

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Bruno Becker fala sobre risco de transfer ban no Náutico: "Não estamos negligenciando"

O Náutico enfrenta a possibilidade de receber um transfer ban — sanção que impede o registro e a inscrição de novos atletas — após a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) divulgar avaliações sobre a solvência financeira de equipes da Série B. Criado pela CBF para monitorar o fair play financeiro, o órgão independente colocou o clube pernambucano na lista de monitoramento.

Articulação em Brasília e diálogo com a ANRESF

Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, o presidente alvirrubro, Bruno Becker, abordou o tema e detalhou as tratativas em andamento para contornar o problema e evitar sanções esportivas.

“Em relação à questão do fair play, é algo que preocupa não só a nós, como muitos outros clubes. Há 15 dias eu tive uma reunião com o presidente da ANRESF (Caio Cordeiro de Resende), lá em Brasília, para trazer o cenário do Náutico, para mostrar que o clube tem a disposição de resolver. Porque eu acho que no fim, o que a ANRESF quer é dizer é: “eu sei que o Náutico não pode pagar, à vista, até 30 de novembro, R$ 120 milhões da dívida fiscal. Mas eu preciso que mostre que está resolvendo. E a gente está mostrando”, declarou Bruno Becker.

Medidas para quitar débitos tributários

O dirigente destacou que a diretoria tem buscado alternativas práticas para solucionar o passivo financeiro, incluindo tratativas com órgãos federais e a tentativa de alienar parte do patrimônio do clube.

“A gente está em negociação com a PGFN, estamos buscando a venda aqui de parte do CT (para poder quitar as dívidas tributárias). Então a ANRESF quer muito também ver isso. A boa vontade e atos concretos do clube. Isso por si só afasta uma penalização? Não. Mas talvez atenue, abrande”, completou o mandatário.

Críticas ao formato da punição na Série B

Durante a conversa com os jornalistas, o presidente também questionou a forma como a penalidade é aplicada, argumentando que a proibição de contratações afeta de maneira distinta as equipes que disputam a segunda divisão nacional.

“Uma coisa é um transfer ban para clubes de Série A que têm contratos com atletas de dois, três anos. Eles não vão poder se reforçar, mas eles vão ter elenco suficiente para iniciar o campeonato. Mas tem outra leva de clubes, notadamente os de Série B, que fazem contratos por temporada. Então é preciso também enxergar que são situações diferentes, porque se for aplicado transfer ban para todos os clubes de Série B, 80% deles não vão ter elenco para começar o ano”, avaliou.

Apesar das críticas ao modelo punitivo, Becker elogiou a postura da agência reguladora e reforçou que a cúpula diretiva segue trabalhando ativamente para blindar a instituição de maiores prejuízos esportivos.

“A preocupação existe e o trabalho do clube para resolver também. O diálogo é muito próximo com a ANRESF e eu tenho certeza que se vai buscar e se vai concretizar essas soluções. A gente não está simplesmente negligenciando ou deixando para lá. Aliás, eu acho que quem estiver apostando nisso vai quebrar a cara”, finalizou.

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