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Suspeito de matar programador americano em Maringá entra na Interpol

Investigação aponta que o casal foragido teria fugido para o Paraguai após cometer o crime motivado por interesse financeiro

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Suspeito de matar americano desenvolvedor de jogos no Paraná entra na lista de procurados da Interpol; suspeita é de que ele atravessou fronteira com Paraguai

O jovem Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, teve seu nome inserido na difusão vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Ele é apontado como um dos principais suspeitos pelo assassinato do desenvolvedor de jogos e cidadão americano Tamir Nadav, de 46 anos, ocorrido em Maringá, na região Norte paranaense.

Fuga para o país vizinho e mandados de prisão

Conforme os mandados de prisão preventiva expedidos no dia 1º de outubro por crime de homicídio qualificado, os investigados “se encontram, em tese, em território estrangeiro, mais especificamente no Paraguai”. Com a medida, forças policiais de 196 países agora colaboram para rastrear e capturar o foragido internacionalmente.

Além de Kauã, Angelina Oliveira da Silva, de 18 anos, também possui mandado em aberto e é considerada foragida pela Justiça. Embora a polícia tenha solicitado a inclusão dela no sistema internacional, o nome da jovem ainda não consta no alerta oficial da Interpol. Os rostos de ambos foram divulgados publicamente pelas autoridades no dia 24 de setembro em busca de denúncias.

Motivação financeira e gastos com bens da vítima

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) apurou que o assassinato teve como principal móvel a cobiça pelo patrimônio do estrangeiro. O delegado Adriano Garcia, que também investigou o caso, explicou que foi apurado que os suspeitos gastaram dinheiro da vítima. Apenas em dois relógios, o casal pagou R$ 10 mil, que eram de Tamir.

Cronologia do crime e localização do corpo

O desaparecimento do desenvolvedor, natural de Nova York, começou a ser investigado em 3 de setembro, após uma amiga ir à residência dele e ser atendida por Kauã e Angelina. Na ocasião, a dupla alegou que o programador havia feito uma viagem para São Paulo. A justificativa gerou desconfiança, motivando um novo retorno ao imóvel em 18 de setembro.

Sem atendimento na segunda visita e incomodados com o forte odor e a constatação de luzes acesas por dias, vizinhos e amigas acionaram a Polícia Militar (PM-PR). Com uma chave reserva entregue por conhecidas, os agentes entraram no domicílio e depararam-se com cômodos bagunçados, televisão ligada e restos de comida sobre a mesa, indicando uma saída repentina após a primeira abordagem da amiga.

Durante a varredura, os policiais localizaram o escritório “todo revirado” no piso superior. O corpo de Tamir Nadav foi encontrado trancado em um cômodo isolado por cadeado, com as mãos e os pés amarrados por fita adesiva, além de um líquido amarelado no chão. A confirmação oficial do homicídio pelas autoridades ocorreu em 22 de setembro.

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