O processo judicial movido pelo produtor e rapper Aviel Hirschfield contra o cantor Drake foi encerrado voluntariamente após apenas 10 dias de tramitação em um tribunal federal. A ação, que ganhou enorme repercussão na imprensa e nas redes sociais, colocava em dúvida a autoria do refrão do hit global “Janice STFU”, lançado no álbum Iceman.
Contexto da acusação e a defesa de Drake Na abertura do caso, Hirschfield alegou ter se inspirado no clássico indie-pop “I Follow Rivers”, da cantora Lykke Li, durante uma viagem de carro para criar a letra utilizada pelo artista canadense. Desde o início da polêmica, a equipe de Drake negou veementemente as acusações e classificou a queixa judicial como “fabricado e sem fundamento”.
A reviravolta e a desistência do processo A desistência ocorreu de forma surpreendente poucos dias após a defesa do produtor ser questionada sobre a autenticidade de uma gravação demo vazada na internet. Embora representantes tenham afirmado anteriormente que “diversos especialistas” examinaram os metadados do arquivo e o consideraram legítimo, o autor preferiu retirar o caso antes de maiores desdobramentos na Justiça.
Histórico e conexões na indústria musical Antes de processar o cantor, Hirschfield ganhou notoriedade ao receber créditos como um dos coautores da faixa “Heated”, presente no álbum Renaissance de Beyoncé, lançado em 2022. O profissional de 33 anos, natural de Portland, já havia comentado publicamente sobre sua trajetória no meio musical em entrevistas anteriores, afirmando que “A ideia para a música que produzi surgiu talvez há cinco anos”.
Desafios legais em disputas de direitos autorais Especialistas apontam que disputas legais envolvendo grandes ícones da música frequentemente enfrentam barreiras e ceticismo no meio jurídico. O professor de direito Kevin Greene destaca os riscos profissionais enfrentados por profissionais independentes ao questionarem grandes nomes: “Se você faz parte da comunidade de compositores, precisa pensar muito bem se quer processar o Drake, mesmo que haja uma infração”, diz Greene. “[A questão é:] ‘Você quer trabalhar de novo? Com isso no seu currículo?’”
Além disso, advogados da área de entretenimento ressaltam a frequência de notificações sem embasamento técnico sólido. Segundo Brian Levenson, especialista no tema, não é raro receber demandas improcedentes, relatando situações em que clientes questionam direitos sobre clássicos consolidados da indústria fonográfica.







