O mercado financeiro registrou um dia de acomodação nesta terça-feira (27), com a moeda estadunidense fechando em baixa próxima de 1% e a bolsa de valores prolongando as perdas do pregão anterior.
Desempenho do câmbio
O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,349, registrando uma retração de 1,07%. Durante a manhã, a divisa chegou a atingir a mínima de R$ 5,316. Com esse resultado, a moeda acumula queda de 2,55% no ano de 2026.
O recuo representou uma correção natural após a disparada de mais de 8% ocorrida na segunda-feira (26), dia em que o mercado reagiu fortemente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à revisão de expectativas que apontavam para a vitória do senador Flávio Bolsonaro.
Diante das incertezas sobre o futuro da economia, autoridades se manifestaram para tentar acalmar os investidores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.
Enquanto isso, no exterior, o índice DXY operava em alta de aproximadamente 0,35% no final da tarde, descolando-se do movimento de queda visto no Brasil.
Movimento do Ibovespa
O principal índice da bolsa brasileira fechou em baixa de 0,51%, atingindo 175.710,05 pontos e mantendo-se nos patamares mais baixos desde o mês de agosto.
A sessão foi influenciada pela cautela contínua dos investidores em relação à definição da equipe econômica e à condução das contas públicas no novo mandato. O tombo generalizado da véspera, que havia superado 13%, continuou pesando sobre os ajustes de carteira.
Outro fator que pressionou o indicador foi o setor de commodities, com o petróleo tipo Brent registrando desvalorização de 1,20%, cotado a US$ 109,41 o barril. Como reflexo direto, as ações da Petrobras recuaram 2% no pregão.
O cenário econômico permanece sob forte observação dos agentes financeiros, que aguardam novos anúncios oficiais sobre os rumos da política fiscal e a composição do ministério para os próximos anos.







