–:–:–
Conecte-se conosco

Donald Trump questiona pleito brasileiro e Alckmin rebate críticas

Vice-presidente classificou a postura do líder norte-americano como indevida e defendeu a lisura das urnas eletrônicas

46 visualizações
Trump questiona eleição brasileira e Alckmin rebate: “equivocado”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida o processo eleitoral brasileiro durante declarações à imprensa nesta segunda-feira (26).

O questionamento sobre as urnas

O líder norte-americano criticou a extensão do período de votação, alinhando-se ao discurso adotado pela campanha de Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno. “Acho que pareceu ruim a eleição, o jeito que foi organizada, com a prorrogação [do prazo de votação]. Muito estranho”, afirmou Trump, sugerindo que o pleito “pareceu fraudado”, embora tenha evitado estender o comentário. Questionado sobre uma possível intervenção, o mandatário pontuou: “Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Eu só pensei que a eleição foi… eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele”.

A prorrogação ocorreu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, que estendeu a votação até as 19h de domingo (25) devido a falhas e restrições na circulação do transporte público. No resultado final, Luiz Inácio Lula da Silva assegurou a vitória com mais de 64 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro somou 59,8 milhões.

A reação do governo brasileiro

Em resposta imediata concedida à TV Vanguarda, o vice-presidente Geraldo Alckmin taxou a avaliação do norte-americano como inadequada e reforçou o princípio de soberania nacional. “Totalmente equivocada, né? Primeiro, não se interfere na política de outro país. Isso é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. O Brasil é um exemplo para o mundo, de urna eletrônica, segurança jurídica. Democracia você ganha eleição, você perde. É o povo que decide”.

Relações comerciais e tarifaço

Apesar do atrito diplomático, Alckmin destacou que as tratativas comerciais entre as duas nações seguirão em frente para contornar o impacto das barreiras alfandegárias aplicadas pelos EUA. “Encerrada a eleição, vamos continuar a negociação com os Estado Unidos para ter um bom acordo. Estamos abrindo o mercado, fizemos acordo Mercosul-Singapura, Mercosul-União Europeia e estamos bem encaminhados para um acordo Mercosul-Canadá. Mesmo com o tarifaço batemos recorde de exportação”, declarou.

Enquanto Trump garantiu ter mantido neutralidade na disputa, parlamentares democratas norte-americanos já haviam enviado um documento à Casa Branca em setembro criticando ações da administração republicana para tentar influenciar o cenário político brasileiro em favor da ala derrotada.

Mais em Política

Ver tudo →