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Nova tinta ultrabranca reflete 98% de calor e combate o aquecimento

Pesquisadores desenvolvem revestimento inovador com sulfato de bário capaz de resfriar edificações sem consumir eletricidade.

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Uma tinta experimental refletiu 98,1% da radiação solar: como pesquisadores de Purdue investigam revestimentos capazes de ajudar no resfriamento de superfícies

Pesquisadores da Universidade Purdue desenvolveram em 2021 uma cobertura inovadora na publicação ACS Applied Materials and Interfaces capaz de refletir 98,1% da radiação solar, apresentando um potencial revolucionário para o resfriamento passivo de edificações.

A ciência por trás da alta refletância

Liderado pelo professor Xiulin Ruan, o grupo concebeu uma fórmula que supera marcas de pesquisas anteriores com ampla margem. Diferente das opções comerciais comuns, que utilizam dióxido de titânio e absorvem radiação ultravioleta, a nova solução rejeita praticamente todo o espectro eletromagnético solar, impedindo o acúmulo de energia térmica em estruturas urbanas.

O papel do sulfato de bário e das nanopartículas

A equipe incorporou uma alta concentração de sulfato de bário, composto químico conhecido pelo uso industrial em papéis fotográficos e cosméticos. Esse componente demonstrou baixa absorção de raios solares, funcionando como uma base confiável para dispersar a radiação incidente sem reter calor.

Outro aspecto decisivo foi o uso de nanopartículas com diferentes tamanhos dentro da matriz polimérica. Os pesquisadores Xiangyu Li e Joseph Peoples constataram que diâmetros variados espalham comprimentos de onda distintos, garantindo ampla reflexão óptica e elevando a performance do revestimento.

Mecanismo de resfriamento radiativo passivo

O princípio físico opera pela capacidade de emitir calor diretamente ao espaço sideral através da janela de transparência atmosférica. Ao combinar baixa absorção com forte emissão infravermelha, a substância dissipa energia de modo espontâneo, gerando um notável resfriamento passivo sem consumir eletricidade.

Essa dinâmica térmica permite que a superfície fique mais fria do que o ar circundante mesmo sob incidência solar direta, diferenciando o composto dos sistemas usuais que apenas transferem o calor interno para fora.

Resultados dos testes práticos e eficiência

Para quantificar o comportamento real do produto, os cientistas instalaram termopares de alta precisão em amostras expostas ao ar livre. As medições registraram que a camada experimental manteve a temperatura superficial consideravelmente abaixo do ambiente, tanto durante o dia quanto à noite.

Os dados demonstraram um poder de refrigeração expressivo, equivalente a dez quilowatts em coberturas residenciais padronizadas. Os ensaios comprovaram elementos essenciais como a refletância solar quase total, a redução consistente da temperatura abaixo do ar atmosférico e a estabilidade diurna e noturna.

Desafios para a comercialização em larga escala

Embora os resultados laboratoriais sejam promissores, a fórmula ultrabranca permanece em estágio experimental e requer aprimoramentos técnicos. Os especialistas trabalham para testar a resistência mecânica da película, assegurando que o composto suporte poeira, umidade e intempéries sem perder a durabilidade original esperada.

A eventual disponibilização em larga escala para aplicação em telhados e fachadas depende de parcerias com indústrias químicas. Esse avanço representa uma alternativa promissora para o planejamento urbano sustentável, auxiliando no combate às ilhas de calor e valorizando a arquitetura moderna.

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