O Conselho Municipal de Nova York aprovou nesta quinta-feira a interdição das tradicionais carruagens puxadas por cavalos no Central Park. A medida estabelece um prazo de dois anos para o encerramento definitivo de uma atividade centenária na metrópole norte-americana, dividindo opiniões entre a preservação cultural e o ativismo pelos direitos dos animais.
Trâmite político e apoio oficial Com uma votação expressiva de 40 votos a 7, o projeto obteve uma margem considerada à prova de veto. O texto contou com a coautoria do gabinete do prefeito Zohran Mamdani, que já confirmou a futura sanção da lei. “O prefeito assinará este projeto, e a administração Mamdani trabalha todos os dias para garantir que possamos fazê-lo, oferecendo as mais fortes proteções possíveis para os proprietários e trabalhadores desta indústria”, declarou Sneha Choudhary, porta-voz do executivo municipal.
O impacto econômico e o futuro dos animais A nova legislação entra em vigor em junho de 2028, mas enfrenta duras críticas por lacunas em relação ao destino de cerca de 180 cavalos e ao sustento de aproximadamente 200 trabalhadores, entre condutores, tratadores e ferradores. O sindicato Transport Workers Union Local 100 já sinalizou que vai recorrer à Justiça caso a proibição avance, argumentando que as promessas de transição são vagas e que os investimentos milionários nos medalhões de operação não foram considerados. “Não vamos desistir”, afirmou o condutor Onur Altintas.
O peso da tragédia recente O avanço da pauta ganhou ímpeto após a morte do jovem Romanch Mahajan, de 18 anos, em um acidente envolvendo uma carruagem no parque. A família da vítima mobilizou-se intensamente pela causa, participando da votação nas câmaras municipais. Gaurav Mahajan, tio do jovem, descreveu o momento com forte emoção. “Garantirá que nenhuma outra família passe pelo que estamos passando”, declarou. A prefeitura, por sua vez, defende que o prazo de dois anos será suficiente para estruturar planos de apoio aos profissionais afetados e garantir a legalidade da medida perante eventuais contestações judiciais.








