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Curitiba entra no mapa do Korean Valley após acordo estratégico do Tecpar

Parceria internacional vai conectar empresas de tecnologia sul-coreanas a startups paranaenses em busca de expansão global.

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Curitiba será novo polo de inovação do Korean Valley; entenda acordo

O ecossistema tecnológico paranaense deu um passo importante rumo à globalização por meio de uma nova aliança estratégica firmada nesta semana. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) formalizou uma cooperação com a Global Digital Inovation Network (GDIN), fundação vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia da Informação da Coreia do Sul, com o objetivo de acelerar a adoção de novas tecnologias no estado.

Expansão do Korean Valley A fundação sul-coreana é a principal responsável pela implantação do Korean Valley, uma iniciativa de cooperação tecnológica que faz a ponte entre companhias e startups do país asiático e o mercado brasileiro. Lançado inicialmente em novembro de 2025 no município de Ivaiporã, no Vale do Ivaí, o programa agora chega à região de Curitiba com foco em integrar soluções orientais ao ambiente de inovação local.

Integração de mercados A estratégia central do projeto prevê que as startups da Coreia do Sul estabeleçam alianças comerciais com empresas do Paraná. Dessa forma, as tecnologias estrangeiras são adaptadas para atender às demandas do mercado brasileiro e da América Latina, criando um caminho viável para que essas inovações alcancem escala global.

Visão da diretoria Para o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a parceria é uma oportunidade de ampliar a troca de experiências entre a Coreia do Sul e o Paraná. “O acordo entre o Tecpar e a GDIN aproxima o Paraná da Coreia do Sul e abre novas possibilidades de troca de conhecimentos e tecnologias entre os dois países. Essa parceria pode trazer novas oportunidades para as nossas startups, inclusive no mercado internacional, e fortalecer o ambiente de inovação do Estado. Para o Tecpar, participar desse movimento e contribuir para aproximar empresas e instituições é motivo de orgulho”, afirmou.

Papel do Creative Hub Dentro da estrutura do instituto, o canalizador dessa iniciativa será o Creative Hub, setor voltado para ações de fomento à tecnologia. O gerente da unidade, Rogério Moreira de Oliveira, acredita que a formação de parcerias entre startups paranaenses e coreanas vai impulsionar as inovações tecnológicas.

“Para as startups que acompanhamos, essa aproximação com a Coreia do Sul pode representar novas oportunidades para desenvolver suas tecnologias, conhecer outras experiências e estabelecer contatos que contribuam para o crescimento dos negócios”, disse Oliveira.

“A inovação também acontece quando colocamos empreendedores em contato com realidades diferentes da nossa. Essa troca pode trazer novas perspectivas para as empresas e ajudá-las a enxergar possibilidades que vão além do mercado brasileiro”, acrescentou.

Atuação do Creative Hub e da Intec O Creative Hub atua como um ambiente colaborativo que une universidades, indústrias, poder público e o ecossistema de empreendedorismo para acelerar o desenvolvimento de produtos e gerar empregos qualificados no Paraná. Entre os recursos de destaque do hub está a Incubadora Tecnológica do Tecpar (Intec), pioneira no estado com quase 40 anos de trajetória e mais de 100 empresas aceleradas ao longo de sua história.

Origem e impacto do projeto Com sede em Seul, a GDIN funciona como uma agência internacional de aceleração voltada a inserir startups sul-coreanas em novos mercados, prestando suporte técnico e comercial estratégico. O Korean Valley funciona como uma extensão internacional do Vale Tecnológico de Pangyo, considerado o maior hub de inovação da Coreia do Sul, que abriga mais de 1.600 empresas, fatura cerca de US$ 128 bilhões anualmente e emprega aproximadamente 78 mil trabalhadores.

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