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Câmara de Curitiba debate projeto sobre bicicletas fantasmas nas ruas

A iniciativa busca transformar homenagens a ciclistas vítimas de acidentes em memoriais oficiais protegidos por lei municipal.

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Já ouviu falar de Bicicletas Fantasmas? Câmara de Curitiba discute tema

Um projeto de lei em análise na Câmara Municipal de Curitiba pretende transformar em memoriais oficiais as homenagens conhecidas mundialmente como bicicletas fantasmas, proibindo a remoção dessas estruturas das ruas da capital paranaense.

Objetivo da proposta na capital

A discussão faz parte de uma mobilização global focada na diminuição de mortes e da violência no trânsito urbano. O conceito consiste em pintar uma bicicleta de branco e fixá-la exatamente no ponto onde um ciclista perdeu a vida, servindo como um alerta sobre a segurança viária.

De acordo com os dados apresentados pela autora da matéria, vereadora Professora Angela (PSOL), foram instaladas 22 bicicletas fantasmas no perímetro urbano curitibano entre os anos de 2013 e 2026. A parlamentar destaca que as estruturas são tributos póstumos realizados por amigos e parentes das vítimas.

Regras para a instalação dos memoriais

Para regulamentar a medida, o texto estabelece diretrizes específicas. A estrutura precisa ser pintada de branco, podendo conter flores e placas informativas, desde que não bloqueie a circulação de pedestres e motoristas. O pedido de instalação poderá ser feito por qualquer cidadão, coletivos de ciclistas ou familiares junto à Prefeitura.

A proposta também determina que, caso ocorra a necessidade de remoção por conta de intervenções urbanas, o poder público municipal deverá emitir um aviso formal com antecedência mínima de 15 dias.

Amparo legal e justificativa

A autora fundamenta a iniciativa no princípio da dignidade humana e no direito à memória, argumentando que a retirada das homenagens intensifica a dor dos familiares. Inspirada em modelos de cidades como Nova York e Tempe, nos Estados Unidos, a medida busca trazer segurança jurídica e humanização.

“É uma intervenção cívica internacionalmente consagrada”

A proposta possui “uma dimensão memorial e afetiva, pois consolida um marco físico de acolhimento à dor e reverência à vida interrompida, afirmando o direito à cidade para as famílias em luto”, diz Professora Angela, na justificativa do projeto de lei.

Protocolada no final de setembro, a proposição aguarda a tramitação pelas comissões temáticas do Legislativo municipal antes de seguir para votação em plenário e posterior sanção do Executivo.

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