A OpenAI encostou na Anthropic na corrida pelo mercado corporativo de inteligência artificial graças a uma estratégia agressiva de redução de custos e novos lançamentos. Levantamento da OpenRouter mostra que, em setembro, o orçamento investido por empresas nas duas corporações atingiu patamar de igualdade, revertendo o cenário do início de 2026, quando a concorrente dominava cerca de três quartos desse setor.
O peso dos novos modelos na disputa
O mapeamento abrange cerca de 120 mil companhias usuárias das tecnologias de ambas as marcas, englobando desde startups especializadas em inteligência artificial até grandes corporações e empresas de tecnologia.
A reviravolta começou a tomar forma em junho, período em que a OpenAI apresentou a linha GPT-5.6, dividida nas versões Sol, Terra e Luna. A nova família trouxe opções com variados graus de desempenho e custos operacionais, viabilizando o uso de alternativas econômicas para demandas cotidianas. Logo após a chegada dos produtos ao mercado, a desenvolvedora cortou em 80% o valor cobrado pelo GPT-5.6 Luna e reduziu em 20% o preço do GPT-5.6 Terra.
Impacto financeiro nas empresas
Essa política comercial já altera a rotina de clientes corporativos de grande porte. David Hsu, fundador e CEO da plataforma de desenvolvimento de software Retool, afirmou que a companhia passou a utilizar principalmente modelos da OpenAI depois do lançamento do GPT-5.6. Segundo ele, os gastos com os sistemas da empresa são atualmente cerca de 20% menores que os custos com modelos da Anthropic.
Próximos passos e IPOs no horizonte
Apesar do cenário de equilíbrio atual, a liderança do setor permanece volátil. No encerramento de setembro, a rival reagiu ao colocar em circulação a família Claude 5.5, focada justamente em maior eficiência e economia.
Essa batalha comercial acontece em um momento crítico, com ambas se preparando para eventuais ofertas públicas iniciais. A Anthropic avalia abrir capital já em novembro, ao passo que a OpenAI projeta realizar o mesmo movimento no próximo ano.







