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SpaceX compra espectro nos EUA e acirra disputa com operadoras

A aquisição de frequências da Grain Management aproxima a empresa de Elon Musk de se tornar uma gigante da telefonia móvel.

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Starlink dá mais um passo para virar grande operadora móvel nos EUA

A companhia espacial de Elon Musk fechou a compra de um conjunto nacional de radiofrequências nos Estados Unidos, aproximando o serviço de internet via satélite do setor de telecomunicações terrestre e rivalizando diretamente com gigantes como AT&T, Verizon e T-Mobile.

Reação do mercado financeiro Logo após a divulgação da compra, os papéis das três principais companhias de telefonia dos Estados Unidos registraram queda nas negociações após o fechamento do pregão.

A transação envolve a aquisição dos ativos da Grain Management, empresa focada em infraestrutura digital. Contudo, para que o negócio seja efetivado, a operação ainda aguarda o aval oficial da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, órgão regulador conhecido pela sigla FCC.

Detalhes técnicos da aquisição Conforme divulgado pela empresa de foguetes, o pacote comprado engloba licenças que alcançam até 14 MHz de espectro pareado na faixa de 800 MHz. A corporação avalia que essa frequência é fundamental para impulsionar o avanço do Starlink Mobile.

Em nota oficial, a SpaceX destacou que o uso de espectro em baixa frequência soluciona um dos principais entraves técnicos que impediam o serviço de atuar como uma operadora celular de grande porte no país norte-americano. O bilionário Elon Musk, fundador e CEO da empresa, resumiu a importância da transação em sua conta na rede social X ao definir a movimentação como “acordo muito grande”.

Contexto regulatório e concorrência Essa investida aconteceu logo após o órgão regulador americano comunicar a intenção de votar uma medida para leiloar 25 MHz de frequências essenciais para a tecnologia D2D, que permite a conexão direta entre satélites e celulares comuns. A agência também agendou para o final de outubro a análise de uma consulta pública para liberar mais 482 MHz destinados a sinal suplementar espacial.

Paralelamente, o cenário de telecomunicações passa por transformações intensas. Pouco antes da manobra da SpaceX, as rivais T-Mobile, AT&T e Verizon uniram forças em uma sociedade conjunta voltada para ampliar o sinal em regiões isoladas por meio de satélites, deixando a companhia de Musk de fora. Além disso, a T-Mobile já havia retirado menções ao serviço de satélite da SpaceX de suas propagandas.

Análise especializada sobre os limites da estratégia Para analistas do mercado, a iniciativa consolida a intenção da companhia de atuar de forma autônoma no setor móvel, reduzindo a dependência de alianças comerciais com as redes tradicionais.

Para Tim Farrar, da consultoria TMF Associates, o negócio aumenta a disputa entre a SpaceX e as operadoras móveis. “Isso aumenta ainda mais a disputa entre a SpaceX e as operadoras móveis”, afirmou o especialista à CNBC.

Ainda assim, o especialista ressalta que o volume de espectro obtido ainda é restrito. Segundo a avaliação técnica, para garantir um sinal sólido dentro de prédios em centros urbanos, a empresa espacial precisaria complementar a infraestrutura com antenas terrestres.

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