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Starlink ganha luz verde da FCC para lançar 15 mil satélites nos EUA

Nova fase da empresa de Elon Musk visa rivalizar com gigantes da telefonia móvel e expandir a internet via satélite globalmente.

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Starlink terá 15 mil novos satélites para competir com operadoras

A Starlink obteve o sinal verde da agência reguladora dos Estados Unidos para colocar 15 mil novos equipamentos em órbita terrestre, marcando uma nova fase de expansão para a companhia de Elon Musk.

Avanço no mercado de telecomunicações O aval da FCC (Federal Communications Commission), equivalente estadunidense à Anatel, foi concedido na última terça-feira (06/10) e viabiliza a criação da Starlink Mobile. Com essa autorização, a empresa passa a disputar espaço diretamente com tradicionais operadoras de telecomunicações nos Estados Unidos, a exemplo de AT&T, Verizon e T-Mobile.

Conectividade sem barreiras O projeto prevê a oferta de ligações nativas, navegação em serviços de streaming e internet de banda larga sem a necessidade de infraestrutura terrestre tradicional. A tecnologia direct-to-device promete eliminar as chamadas zonas brancas, garantindo estabilidade e acesso global independentemente da localidade geográfica.

Prazos e metas estipuladas Conforme dados divulgados pelo portal TechSpot, pelo menos metade dos 15 mil novos dispositivos precisa estar no espaço até o ano de 2032, enquanto a primeira leva de lançamentos está prevista para começar apenas em 2027. Atualmente, a companhia já realiza testes de telefonia nos EUA junto à T-Mobile utilizando uma frota menor de 650 unidades na Órbita Baixa da Terra (LEO).

Crescimento no Brasil e impacto científico No cenário nacional, a provedora via satélite recentemente ultrapassou a TIM no segmento de banda larga fixa, registrando 65 mil novas conexões apenas no mês de agosto, de acordo com dados oficiais da Anatel.

Essa nova frota se soma a outra autorização obtida em janeiro para satélites de segunda geração, elevando para 30 mil o total de unidades autorizadas recentemente pela SpaceX, que já conta com cerca de 24,5 mil equipamentos operacionais na órbita terrestre. Contudo, o adensamento de satélites na atmosfera continua gerando debates entre astrônomos sobre os riscos de interferência visual no céu noturno, acúmulo de lixo espacial e reentradas atmosféricas.

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