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Ibovespa hoje: bolsas globais caem e petróleo dispara com tensão

Mercados reagem a conflitos no Oriente Médio, alta do brent e expectativa por pesquisa eleitoral no Brasil.

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Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quinta

O mercado financeiro internacional amanhece sob forte pressão nesta quinta-feira, impulsionado pela disparada nos preços do petróleo e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, enquanto os investidores brasileiros aguardam a divulgação de pesquisas eleitorais.

Crise no Oriente Médio e disparada do petróleo Os contratos futuros do petróleo Brent superaram a marca de US$ 104 por barril, impulsionados por relatos sobre possíveis planos de ataques dos Estados Unidos ao Irã e incidentes envolvendo embarcações no Golfo Pérsico. Segundo fontes da NBC News, o presidente Donald Trump e sua equipe de segurança nacional discutiram cenários que incluem uma nova ofensiva militar contra o Irã. Esse cenário de instabilidade elevou as cotações em mais de 5%, espalhando cautela generalizada pelos mercados globais.

Reflexos nas bolsas da Ásia e Europa Na Ásia, os principais índices encerraram o dia com perdas expressivas, liderados pela queda de 2,62% do Kospi, na Coreia do Sul, e pelo recuo do Nikkei 225 no Japão. Na China continental, o índice CSI 300 também registrou baixa expressiva na reabertura após o feriado da Semana Dourada. O movimento negativo se repetiu na Europa, onde o índice Stoxx 600 operava em baixa, pressionado pelo encarecimento da energia e pelos rendimentos elevados dos títulos soberanos.

Impacto fiscal e cenário político no Brasil No cenário doméstico, a atenção dos investidores divide-se entre a corrida presidencial para o segundo turno e os debates sobre a economia. O economista Marcelo Kayath, cotado para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), declarou que o problema fiscal não será solucionado apenas com contingenciamentos. “O problema do Brasil só vai ser resolvido com o crescimento. O problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido com corte de gasto”, disse Kayath em entrevista à CNN Brasil. “Corte de gasto, parada de arrumação… é uma coisa temporária pra gente ajustar as contas e dar as condições para o Banco Central cair (sic) os juros e a partir daí a gente arrumou de novo o carro, a gente volta a acelerar”, acrescentou. O especialista ainda pontuou que o país poderá voltar a crescer de 3% a 4% em um horizonte de um a três anos. “Aí sim vamos ter solução mais permanente para nosso problema fiscal”, frisou.

Desempenho recente de ativos e câmbio Na véspera, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,74%, aos 204.302,33 pontos, com um volume negociado de R$ 56,80 bilhões. O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,70%, cotado a R$ 5,011 na venda, rompendo uma sequência de três baixas consecutivas e acompanhando a valorização global da moeda norte-americana medida pelo índice DXY.

Tragédia na Ucrânia e panorama internacional Paralelamente aos desdobramentos econômicos, o noticiário internacional registrou um ataque russo com bomba na cidade de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, que deixou pelo menos 33 mortos e 18 feridos em uma área de tráfego de ônibus civis. O governador regional Vadym Filashkin criticou a ação no aplicativo Telegram: “Para itens (os russos), um ônibus com passageiros é um alvo atraente justamente porque um único ataque pode matar o maior número possível de pessoas”. Com o foco dividido entre tragédias geopolíticas, inflação energética e o ambiente eleitoral brasileiro, os negócios seguem altamente voláteis.

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