Em uma participação emocionante no programa “Jornal dos Famosos”, exibido na LeoDias TV, João Augusto Liberato abriu o jogo sobre a morte trágica de seu pai, o icônico apresentador Gugu Liberato. Com apenas 18 anos na época do ocorrido, o jovem precisou lidar com uma guinada drástica em sua rotina e assumir encargos inesperados.
Detalhes da tragédia em Orlando
O acidente fatal aconteceu em novembro de 2019, na residência da família em Orlando, nos Estados Unidos. O comunicador caiu de uma altura de aproximadamente quatro metros enquanto tentava mexer em um equipamento de ar-condicionado.
Sobre a fatalidade, João Augusto destacou o caráter imprevisível e rápido do episódio: “Foi uma situação muito repentina, aconteceu muito do nada, muito trágico. Era algo assim, se ele tivesse continuado reto, ido para o quarto, não teria acontecido”. O herdeiro ainda lamentou que um descuido tão simples tenha gerado uma perda tão irreparável: “Teve um impacto tão grande, tão grande, e uma coisinha assim poderia ter resolvido. Então, coisinha boba, né? Coisa boba. Não tem muito o que falar, foi algo muito, muito trágico que aconteceu”.
Amadurecimento e novas obrigações
Morando nos Estados Unidos e se enxergando como um pré-adolescente, o jovem viu sua vida virar de cabeça para baixo da noite para o dia. A partir daquele momento, ele precisou voar para o Brasil para o funeral e encarar fardos muito pesados para sua idade.
“Muito, muito, muito mais rápido. Eu tinha acabado de fazer 18 anos quando aconteceu o acidente e, na minha cabeça, morando lá nos Estados Unidos, eu ainda era um pré-adolescente, um adolescente ali, sabe?”, ponderou. Na sequência, ele detalhou as frentes que passou a administrar: “Eu tive que encarar responsabilidades muito grandes, tive que vir até o Brasil na época, enterrar meu pai e as responsabilidades foram aparecendo”. E acrescentou: “Responsabilidades familiares, financeiras, muitas coisas, então mudou minha vida”.
Legado e a campanha Gugu Vive
Apesar da dor indescritível, a família encontrou conforto ao honrar um desejo que o comunicador já havia manifestado em vida para parentes próximos, incluindo sua mãe, avó e tios: o de ser um doador de órgãos. A autorização resultou na captação de tecidos e órgãos sólidos que beneficiaram cerca de 50 pessoas.
“O meu pai, ele declarou em vida sobre o desejo de ser doador de órgãos. Ele já havia falado para a minha avó, para os meus tios, inclusive para a minha mãe também. Então a gente simplesmente realizou o desejo dele”, explicou João. Para ele, saber que outras vidas foram salvas atenuou o sofrimento do luto: “Isso ajudou muito a família também, não só salvou a vida de muitas pessoas, mas isso ajudou a gente. A gente fala: ‘Uau, esse ato que ele fez foi um ato tão nobre que salvou a vida de outras pessoas’. É algo assim, tem uma importância muito grande e queremos trabalhar em cima disso para sempre. É uma causa muito nobre”.
Para perpetuar essa atitude, a família engajou-se no projeto Gugu Vive, que busca conscientizar a população sobre a importância da doação. João finalizou reforçando o compromisso com a causa independentemente de períodos específicos como o Setembro Verde: “A campanha Gugu Vive permanece, gostaria de trabalhar mais em cima disso, porque é uma causa muito importante” e pontuou que o diálogo deve ser constante.







