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Embrapa florestas é escolhida como centro de referência mundial pela FAO

Unidade brasileira conquista título inédito durante evento em Roma e vai atuar no desenvolvimento de cultivos sustentáveis e de baixa emissão.

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Embrapa é designada como Centro de Referência para Florestas Plantadas

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) oficializou a Embrapa Florestas como o primeiro Centro de Referência em Florestas Plantadas do planeta. A divulgação ocorreu na sexta-feira (2), na sede da instituição internacional em Roma, durante a 28ª Sessão do Comitê de Florestas e a 10ª Semana Mundial das Florestas.

Papel estratégico e cooperação internacional

O reconhecimento tem o propósito de utilizar a expertise científica, técnica e regulatória acumulada pelo Brasil no setor. A unidade vinculada à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária passa a integrar uma rede de colaboração para fornecer suporte técnico, dados atualizados, capacitação, pesquisas avançadas e transferência de tecnologia aos Estados-Membros da FAO.

Entre as atribuições firmadas, a instituição brasileira atuará no fomento a plantios produtivos, adaptáveis a mudanças climáticas e com reduzida pegada de carbono, conectando esses sistemas a atividades agropecuárias. O arranjo prevê ainda atuação sob demanda e mobilização conjunta de recursos financeiros.

Áreas de atuação e cenário global

As frentes de trabalho do novo polo abrangerão silvicultura, manejo sustentável, melhoramento genético, integração produtiva, proteção sanitária, controle biológico, contabilidade de carbono e bioeconomia verde.

Dados globais da entidade internacional mostram que os plantios florestais somam 304 milhões de hectares mundialmente, sendo 157 milhões voltados à produção intensiva. A liderança em extensão territorial é da China, seguida por Estados Unidos, Rússia, Canadá, Índia, Brasil, Japão e Suécia.

No cenário nacional, levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) indicam a marca de 10,4 milhões de hectares cultivados. As árvores predominantes são o eucalipto e o pinus, além de espécies como araucária, acácia, seringueira, erva-mate, teca, paricá, mogno-africano, castanha-do-brasil e cedro-australiano.

O diretor-geral adjunto da FAO e diretor da Divisão Florestal, Zhimin Wu, comentou que a criação desses polos representa um passo decisivo para utilizar o conhecimento técnico na solução de desafios complexos do setor.

“Ao conectar conhecimentos especializados às necessidades dos países, podemos acelerar o intercâmbio de conhecimento e a inovação, além de ajudar a transformar a ciência em soluções práticas”, afirmou.

Por fim, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, avaliou a conquista como um atestado de qualidade para as pesquisas nacionais e uma oportunidade de expansão de parcerias.

“São quase 50 anos de pesquisas e de ciência para o desenvolvimento florestal, que hoje se traduzem neste reconhecimento, em que a Embrapa poderá tanto ajudar outros países como também fortalecer trabalhos e redes de cooperação dentro do Brasil”, afirmou.

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