Uma fêmea adulta de elefante-marinho-do-sul surpreendeu banhistas ao escolher a faixa de areia do Balneário Brejatuba, em Guaratuba, para fazer uma parada de descanso. O animal de grande porte apresentava excelente condição física e chamou a atenção de moradores e turistas durante sua passagem pela região costeira paranaense.
Deslocamento entre estados
Horas antes de surgir no litoral do Paraná, a mesma fêmea havia sido registrada em São Francisco do Sul, cidade localizada no litoral norte de Santa Catarina. A confirmação do trajeto foi realizada por meio da análise de marcas específicas presentes no corpo do exemplar.
A ocorrência no litoral paranaense foi imediatamente comunicada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O órgão acionou o Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR), entidade encarregada de executar o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos no estado.
Avaliação dos especialistas
Ao chegarem ao local, os profissionais examinaram o mamífero marinho e constataram que ele estava saudável e sem qualquer sinal de ferimento que exigisse intervenção médica. A conduta pacífica reforçou que o único objetivo da fêmea era recuperar as energias.
“A identificação foi possível a partir da comparação das marcas observadas no animal e dos registros compartilhados entre as equipes. Esse acompanhamento integrado permite reconhecer indivíduos ao longo da costa brasileira e reunir informações sobre seus deslocamentos e sobre a utilização das praias durante esses períodos de migração”, explica a bióloga e pesquisadora Camila Domit, coordenadora do projeto.
Retorno à areia e isolamento
Depois de entrar no mar no início da noite, o animal voltou a subir na areia cerca de 500 metros distante do ponto inicial. A partir desse momento, a prefeitura local assumiu a vigilância da área, mantendo o perímetro isolado para garantir a segurança tanto do mamífero quanto da comunidade e de animais de estimação.
“A presença de um pinípede na praia é parte de seu comportamento natural e não significa que ele esteja doente ou debilitado. Na avaliação realizada por médicos veterinários especialistas em fauna marinha, o animal apresentava bom estado corporal e estava apenas repousando”, afirma o médico-veterinário Fabio Henrique de Lima.
Cuidados essenciais
Estes animais costumam usar a faixa de areia para pausas estratégicas durante rotas migratórias oceânicas. Por isso, especialistas reforçam que é proibido tocar, alimentar, jogar água ou tentar empurrar o bicho de volta para o mar, sendo fundamental manter pets afastados.
Caso moradores ou turistas localizem espécies marinhas debilitadas ou descansando na costa paranaense, o atendimento especializado pode ser acionado através dos telefones 0800 642 3341 ou (41) 99213-8746.







