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Lula cobra revisão de erros e promete campanha nas ruas no 2º turno

Estratégia do PT foca em convencer quem não votou e ampliar votação no Nordeste para o segundo turno da eleição presidencial.

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Em reunião de campanha, Lula cobra revisão de erros e promete rua

Em reunião fechada realizada nesta segunda-feira (5.oct.2026) em um hotel na Asa Sul, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu aliados para traçar os rumos da campanha para o segundo turno da corrida presidencial. O petista cobrou uma autocrítica interna e defendeu que o grupo foque em identificar falhas próprias em vez de apenas atacar o adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Estratégia para o segundo turno e foco na abstenção

Durante o encontro, que durou das 18h às 22h, a avaliação predominante apontou que o candidato do PL concentrou esforços no voto útil, enquanto o atual presidente preocupou-se mais com a alta taxa de abstenção. Na primeira etapa do pleito, o índice de faltosos chegou a 21,08%, somando 33.469.244 eleitores — o maior percentual para uma abertura de eleição presidencial desde 1998.

Para reverter o cenário até o dia 25 de outubro, aliados sugeriram focar justamente no eleitor que deixou de votar e intensificar a presença do petista nas ruas. O presidente relacionou diretamente o número de faltosos ao desinteresse da população e atribuiu à própria coordenação a missão de reverter esse quadro: “Possivelmente tem uma causa: desinteresse. E a responsabilidade é nossa. É devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral”.

Propostas práticas e mobilização no Nordeste

Entre as sugestões apresentadas por governadores e parlamentares aliados estão a ampliação da comunicação nas redes sociais, o aumento de entrevistas em rádios e a produção de selfies com eleitores. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, destacou que o Nordeste será uma das principais metas da campanha, aproveitando o compromisso reafirmado pelos governadores eleitos na região.

O formato da reunião seguiu a dinâmica de microfone aberto, contando com presenças de peso como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do PT, Edinho Silva, além de governadores e parlamentares. A influência dos algoritmos das redes sociais também entrou em pauta, com alertas sobre dificuldades na distribuição de conteúdos petistas em comparação ao material ligado a Flávio Bolsonaro.

Compromisso com o contato direto com o povo

Apesar das divergências internas entre alas do governo — algumas pessimistas quanto à possibilidade de virada e outras confiantes de que a disputa é zerada no segundo turno —, o titular do Planalto garantiu que manterá sua agenda de corpo a corpo. O petista reforçou que pretende viajar para estados como Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e São Paulo.

Lula respondeu às recomendações de governadores, como Rafael Fonteles, afirmando que não abrirá mão de caminhar entre os eleitores. “Eu não saberia fazer política sem isso. Não saberia. E vamos fazer”, declarou. O presidente também admitiu que investiu pouco em inserções de rádio na primeira fase e prometeu ampliar a agenda: “Vou ter que fazer mais rádio, vou ter que fazer mais selfie, vou ter que conversar mais”.

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