O resultado das eleições de 2026 provocou uma reviravolta no equilíbrio de forças da bancada paranaense na Câmara dos Deputados. Das 30 cadeiras disponíveis para o estado, PL e PT encerraram a apuração com cinco representantes cada, estabelecendo um empate que os coloca no comando da maior representação do Paraná em Brasília.
Queda do PSD e ascensão de novas legendas
A principal transformação ocorreu justamente entre os partidos que detinham as maiores fatias em 2022. O PSD, que antes liderava com sete parlamentares, recuou para quatro vagas. Paralelamente, o União Brasil encolheu de quatro para dois assentos, enquanto o Partido Novo surpreendeu ao saltar de zero para quatro representantes eleitos.
O PL cresceu de três para cinco nomes, e o PP manteve a estabilidade com quatro cadeiras. Ao todo, a nova legislatura contará com representantes de dez legendas diferentes, incluindo Republicanos e Podemos com dois lugares cada, além de MDB e PV com um deputado por sigla.
Nomes confirmados e renovação na Câmara
A bancada do PL que assume em 2027 será composta por Sargento Fahur, Rosangela Moro, Vermelho, Delegado Francischini e Ricardo Arruda. Pelo lado petista, Zeca Dirceu e Carol Dartora renovaram seus mandatos, acompanhados pelos estreantes Ana Júlia, Renato Freitas e Arilson Chiorato.
O grande destaque da eleição foi o desempenho do Partido Novo, impulsionado por Jeffrey Chiquini, que cravou a marca de deputado federal mais votado do Paraná, somando 425.399 votos. O grupo ainda garantiu as vagas de Guilherme Kilter, Henrique Mecabô e Paulo Martins.
Cenário político e trocas partidárias
Em termos de espectro ideológico, a representação paranaense apresenta uma concentração ligeiramente maior nos extremos, com o PL ancorado na direita, o PT na esquerda e o restante pulverizado no Centrão. Juntas, as duas maiores siglas passam a responder por um terço de todas as cadeiras do estado.
O pleito também assegurou a continuidade de 14 parlamentares que já integravam a legislatura anterior, embora alguns tenham mudado de legenda. A dinâmica política estadual demonstra fôlego renovado, encerrando a hegemonia que o PSD desfrutava no ciclo anterior e redesenhando o mapa de influência paranaense no Congresso Nacional.







