A Frente Parlamentar da Agropecuária, reconhecida como a maior força do Congresso Nacional, assegurou a renovação da metade de seus membros nas eleições de 2026. De acordo com um levantamento realizado, dos 345 congressistas vinculados oficialmente à entidade, 173 garantiram novos mandatos na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal a partir de 2027.
Desempenho na Câmara dos Deputados
Na última atualização divulgada pela frente, o grupo contava com 297 deputados federais. Desse montante, 150 obtiveram sucesso na tentativa de reeleição no pleito de outubro, enquanto outros 17 congressistas conquistaram vagas no Senado e passarão a ocupar cadeiras na Casa Alta no próximo ano.
Entre os parlamentares que mantiveram seus postos na Câmara estão figuras de destaque e lideranças tradicionais da associação, como o atual presidente da bancada, Pedro Lupion (PP-PR), além de Alceu Moreira (MDB-RS) e Zé Vitor (PL-MG), este último apontado como favorito para assumir a liderança da frente no ano seguinte.
O processo eleitoral também garantiu a transição de parlamentares da Câmara para o Senado, incluindo nomes expressivos da política nacional como Arthur Lira (PP-AL), Bia Kicis (PL-DF), Evair de Melo (Republicanos-ES), Gustavo Gayer (PL-GO), André Fufuca (PP-MA), Carlos Jordy (PL-RJ), Marcel van Hattem (Novo-RS), Carol de Toni (PL-SC) e Guilherme Derrite (PP-SP). Somando os deputados que continuam na Casa e os que avançaram para o Senado, a taxa de reeleição entre os parlamentares da base foi de 56%.
Cenário no Senado Federal
No âmbito da Casa Alta, seis dos 48 senadores que compõem o grupo atualmente conseguiram prorrogar seus mandatos: Marcio Bittar (PL-AC), Plínio Valério (PSDB-RJ), Carlos Portinho (PL-RJ), Alessandro Vieira (MDB-SE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eduardo Gomes (PL-TO). Houve ainda uma movimentação inversa com Izalci Lucas (PL-DF), que retornará à Câmara dos Deputados.
A composição futura ainda passará por alterações devido a outros fatores políticos. Atualmente, 18 senadores da entidade possuem mandatos válidos até 2031, mas o grupo sofrerá baixas importantes. Cleitinho (Republicanos) e Sérgio Moro (PL) deixam o Senado após serem eleitos governadores em Minas Gerais e no Paraná, respectivamente, enquanto Alan Rick (Republicanos) disputa o segundo turno para o governo do Acre.
Adicionalmente, lideranças expressivas da oposição e da diretoria da bancada — como Rogério Marinho (PL-RN) e a atual vice-presidente da FPA, Tereza Cristina (PP-MS) — poderão se afastar da associação caso assumam funções no Executivo federal em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Baixas e atuação da associação
O grupo também contabiliza perdas de nomes históricos que decidiram não concorrer à reeleição e deixarão o Legislativo ao término do ano, a exemplo do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), dos deputados Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) e Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).
Funcionado como uma associação suprapartidária, a entidade articula deputados e senadores em prol dos interesses do agronegócio e da produção rural brasileira. A atuação do bloco envolve a proposição e modificação de normativas ligadas ao campo, a proteção dos direitos de propriedade, o debate de pautas fiscais e trabalhistas, além da forte influência em votações de comissões estratégicas do Poder Legislativo.








