O governo iraniano confirmou que a travessia marítima do Estreito de Ormuz continuará fechada até que todas as exigências estabelecidas em um entendimento provisório com os Estados Unidos sejam integralmente atendidas.
Exigências do parlamento iraniano
A declaração foi feita neste domingo (4) pela mídia estatal com base em pronunciamento do presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf. Segundo o dirigente, a República Islâmica mantém uma postura inflexível em relação ao tema.
“A posição da República Islâmica do Irã é totalmente clara e firme, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que nossas sete condições, baseadas no Memorando de Entendimento de Islamabad, sejam cumpridas”, disse Qalibaf, principal negociador do Irã, segundo a reportagem.
O chefe do legislativo também pontuou que Washington “precisa compreender que o período de prolongamento do processo (diplomático) e de imposição de exigências unilaterais chegou ao fim”.
Negociações mediadas pelo Catar
As conversas entre os dois países ocorrem por meio de intermediação do Catar, que atua para solucionar o conflito iniciado no final de fevereiro após ofensivas militares dos Estados Unidos e de Israel contra território iraniano. Antes do início dos combates, a passagem escoava cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no planeta.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores informou que Teerã transmitiu sua resposta geral aos norte-americanos via mediadores, embora ainda existam pontos específicos pendentes de alinhamento com Washington.
“As propostas dos norte-americanos estão mais ou menos alinhadas com suas posições anteriores, especificamente sobre a questão nuclear. Dissemos a eles que nosso foco nesta fase é a questão do Estreito de Ormuz e que o retorno à segurança nesta via navegável exige medidas claras por parte dos EUA”, declarou o porta-voz Esmaeil Baghaei.
Impasse na sequência dos acordos
A diplomacia internacional avalia um plano de sete dias focado na construção de confiança mútua para resgatar o memorando articulado em junho. O projeto envolve iniciativas ligadas ao programa nuclear iraniano, embora o governo do país persa tenha negado qualquer tratativa recente sobre inspeções em troca de alívio nas sanções econômicas.
De acordo com fontes familiarizadas com as tratativas, o principal entrave não reside nos pontos do plano, mas sim na ordem cronológica em que cada medida deve ser implementada por Washington e Teerã.








