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Ed motta elege o melhor álbum de rock da história e surpreende

Cantor brasileiro revelou sua lista definitiva com cinco discos fundamentais e comparou obra do led zeppelin a momento marcante da juventude.

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O melhor álbum de rock, na opinião de Ed Motta

Conhecido por seu vasto repertório e exigência musical, o cantor e compositor Ed Motta já revelou em diversas ocasiões que o seu disco favorito de todos os tempos é Aja (1977), lançado pela dupla americana Steely Dan, um trabalho que une jazz, pop e soft rock de maneira exemplar. No entanto, quando o assunto é o universo do rock clássico, o artista brasileiro aponta outra direção e destaca uma obra fundamental da discografia do Led Zeppelin.

A escolha do artista brasileiro Em uma seleção compartilhada com a GQ Brasil, o músico reuniu cinco de seus discos preferidos de todos os tempos, sem se prender a gêneros musicais específicos.

Nessa relação diversificada, figuram Aja (1977), do Steely Dan; Extension of a Man (1973), de Donny Hathaway; The Prisioner (1970), de Herbie Hancock; Physical Graffiti (1975), do Led Zeppelin; e Symbiosis (1974), assinado por Bill Evans.

A comparação irreverente com o led zeppelin Anos atrás, durante uma transmissão ao vivo na internet, o cantor demonstrou toda a sua paixão pelo disco duplo do grupo britânico ao fazer um relato bem-humorado sobre o impacto que a audição causou em sua vida.

“Tenho que contar para vocês a emoção de ver um peito pela primeira vez. ‘P*ta’… foi um negócio. Peraí, bicho. Foi igual o dia que comprei o Physical Graffiti. ‘Ah, peraí’. Quando ouvi o Physical Graffiti e quando vi um peito pela primeira vez, eu falei: ‘O quê? O que que foi? Could you tell me again? One more time, please. One, two, three, again! Fala!’. Eu falei: ‘Para, para, que que isso, bicho’. Aí eu louco, tá, porque tem toda uma coisa. Eu queria só tocar. Só tocar. Meu Deus do céu. Nossa senhora, Deus te abençoe, bicho.”

Os bastidores do clássico de 1975 Divulgado inicialmente em formato duplo de LP, o trabalho sintetiza o ápice criativo do quarteto britânico, incorporando sonoridades que passam pelo hard rock, folk, funk e arranjos de inspiração oriental.

O projeto começou a tomar forma em sessões realizadas no início de 1974 na histórica mansão Headley Grange, localizada no Reino Unido, espaço que garantiu total liberdade para a banda testar novas texturas sonoras e improvisos.

Como o repertório inédito produzido nas sessões ocupava quase três lados do disco, o grupo optou por incorporar sete composições que haviam ficado de fora de LPs anteriores, como Led Zeppelin III (1970), Led Zeppelin IV (1971) e Houses of the Holy (1973).

O resultado final foi um projeto grandioso composto por 15 faixas, incluindo clássicos absolutos como “Kashmir”, “In My Time of Dying”, “The Rover”, “Houses of the Holy” e “Trampled Under Foot”.

Legado na história da música O álbum alcançou imediatamente o primeiro lugar nas paradas de sucesso do Reino Unido, acumulando elogios da crítica especializada e expressivo retorno comercial.

Muitos críticos consideram este o último grande disco irretocável da trajetória do Led Zeppelin, que ainda apresentou ao público os álbuns Presence (1976) e In Through the Out Door (1979) antes de encerrar as atividades em 1980, após o falecimento do baterista John Bonham — com o lançamento póstumo de Coda ocorrendo em 1982.

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